PALÁCIO DE VALFLORES – INÍCIO DAS OBRAS DE CONSOLIDAÇÃO

Outubro traz-nos uma boa notícia: o início da primeira fase da obra de consolidação estrutural da Quinta e Palácio Valflores, projeto promovido pela Câmara Municipal de Loures no âmbito da candidatura ao PorLisboa 2020. Esta primeira fase tem um valor estimado de cerca de 348 mil euros e uma duração de nove meses de execução.

A referida obra a cargo da empresa STAP/Monumenta começou a 1ª fase de consolidação estrutural do Palácio, sendo seguida por outras duas, num total de três, as quais se destinam consolidação, recuperação/reconstrução da cobertura, fechamento de vãos e restauro de alguns espaços interiores do edifício. O projeto inclui ainda a criação de um percurso pedonal e ciclável que facilitará o acesso ao Palácio.

Salientamos, ainda, que a candidatura em questão envolve várias parcerias, a Associação de Defesa do Ambiente de Loures (ADAL), a Associação de Defesa do Património Ambiental e Cultural de Santa Iria de Azoia (ADPAC), a União de Freguesias de Santa Iria de Azóia, São João da Talha e Bobadela, o Agrupamento de Escolas de Santa Iria de Azóia (AESIA), a Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa e o arquitecto Vieiras Caldas.

Recordamos que o admirável Palácio de ValFlores é uma casa de campo senhorial, ou seja, uma residência civil, construída no século XVI, de feição renascentista, de inegável valor arquitetónico, valor reconhecido desde 1982, data em que foi classificado como Imóvel de Interesse. É um dos poucos exemplares deste tipo de edificações, não só no distrito de Lisboa, mas também no resto do país, como assinalaram vários historiadores. Com efeito, existem já poucas casas senhoriais deste género e época, e mais ainda, que tenham chegado até aos nossos dias com poucas alterações em relação à construção inicial.

Este palácio foi mandado erigir por Jorge de Barros, fidalgo da casa real de D. João III, que escolheu uma encosta da sua propriedade virada a sul, numa posição sobranceira em relação ao vale contíguo e com uma vista excepcional para o Tejo, para erigir o seu palácio. É precisamente para poder usufruir dessa paisagem ampla que a fachada principal do edifício possui uma graciosa galeria aberta para o rio Tejo, a “loggia”, uma grande varanda à italiana, constituída por arcos abatidos sobre colunas.

 

UM OLHAR POR DENTRO

No passado dia 27 de Outubro, a ADAL realizou uma visita de grupo, no âmbito do projecto UM OLHAR POR DENTRO, desta vez proporcionando o conhecimento sobre José da Silva Pedro e a sua obra.

Sacavém foi o destino, pois é lá que se situa a antiga residência de José Pedro, em 2005 reaberta como equipamento museológico, estreitamente articulado com o Museu de Cerâmica de Sacavém.

A Casa-Museu José Pedro é hoje um espaço destinado a preservar a memória deste artista cuja obra é constituída sobretudo por temas do quotidiano, da sociedade, religiosos e da vida rural, e por reproduções arquitectónicas. No jardim da Casa, pequenas construções remetem-nos para um mundo imaginário onde todos gostamos de viajar e que muito atraiu os visitantes  mais jovens.

Após a visita, o grupo deslocou-se até Museu de Cerâmica de Sacavém, onde observou de perto algumas peças de José Pedro ali expostas, bem como, no Centro de Documentação, alguns desenhos que executou ao longo da vida, que evidenciam um autodidacta de enorme talento, exímio observador do mundo que o rodeava.

Depois de o conhecermos, não podemos deixar de o admirar.

ADAL REÚNE COM CDS-PP LOURES

A ADAL tem vindo a apresentar a todas as formações políticas com representação nos órgãos municipais de Loures a sua proposta de classificação do Paul das Caniceiras como Área Protegida de Âmbito Local/Regional.

No passado dia 22, foi a vez do encontro com LIzette do Carmo e João Afonso, representantes do CDS-PP que mostraram o maior interesse no projecto e declararam à nossa Associação o seu apoio na sua concretização.

Representaram a ADAL na reunião, o Presidente da Direcção Rui Pinheiro e a VIce-Presidente da Direcção Isabel Rodrigues.