ADAL REUNE COM O PARTIDO ECOLOGISTA OS VERDES

Respondendo a uma solicitação do PEV a direcção da ADAL reuniu com uma delegação daquela partido, com Cláudia Madeira e Beatriz Goulart, no passado dia 15/2 em Loures, onde foram abordados diversos temas relacionados com o Ambiente no concelho de Loures nomeadamente o Plano de Ordenamento para a Frente Ribeirinha, a necessidade de repor o funcionamento da Comissão Local de Acompanhamento da Valorsul, e as novas Causas da ADAL (Paul das Caniceiras e Aqueduto de Santo Antão do Tojal) tendo-se levantado a hipótese duma próxima visita duma delegação do PEV a Santo Antão do Tojal.

DIA MUNDIAL DAS ZONAS HÚMIDAS – Em 2018, o Paul das Caniceiras é CA(U)SA da ADAL!

Neste dia em que se assinala o Dia Mundial das Zonas Húmidas, a ADAL reforça a sua preocupação relativa aos territórios com estas características no Concelho e a necessidade de serem recuperados nas múltiplas valorizações compatíveis com as características dos respectivos ecossistemas.

A natureza dotou o Concelho de Loures de importantes zonas húmidas: a zona dos Salgados em Santa Iria de Azóia, a área de sapal na frente ribeirinha do Tejo ou os pauis na várzea de Loures, e qualquer uma delas justificaria uma atenção especial devido aos perigos que as afectam e ameaçam.

Em 2018, o Paul das Caniceiras é CA(U)SA da ADAL!

Já nos anos de 2007 e de 2011, a ADAL emitiu Posições Públicas a respeito do Paul das Caniceiras. Infelizmente, a ausência de alterações positivas e, consequentemente, de medidas concretas com vista à sua protecção e conservação, mantêm esta zona húmida no centro das nossas preocupações e alertas.

O Paul das Caniceiras – localizado na Várzea de Loures, na freguesia de Santo Antão do Tojal – está classificado enquanto zona húmida. O seu ecossistema é rico, porém sensível, vulnerável e extremamente ameaçado. Zona de terrenos alagadiços com cerca de 14 hectares, é um importante refúgio – de nidificação e alimentação – para diversas espécies de aves aquáticas (inventariadas na Diretiva Aves), algumas em perigo de extinção, como para outra fauna, com destaque para a presença da “Boga-de-Lisboa” (Chondrostoma olisiponensis), espécie descoberta já neste século e descrita em 2007.

As ameaças a este habitat em concreto não são recentes nem desconhecidas. (Ler abaixo Posições Públicas anteriores)

Por isso se volta a colocar em agenda, com preocupação acrescida, o Dia Mundial das Zonas Húmidas.

A ADAL reafirma a PROTECÇÃO e VALORIZAÇÃO do PAUL DAS CANICEIRAS em defesa do ambiente, em prol da biodiversidade e pelo interesse em dotar o espaço de funções de lazer e turísticas!

Posição Pública 2007

Posição Pública 2011

Posição Pública 2017

Caminhada e visita guiada ao conjunto patrimonial de Santo Antão do Tojal

No domingo dia 21 de Janeiro entre as 10:30 e as 12:30, integrado na comemoração do 10º aniversário da ADAL, terá lugar uma caminhada e visita guiada ao conjunto patrimonial de Santo Antão do Tojal.

Num percurso pedestre de cerca de 2 horas, em ritmo de passeio e conversa informal visitaremos pontos importantes do património cultural e patrimonial de Santo Antão do Tojal como o Cruzeiro, a Igreja Matriz, o Palácio dos Arcebispos, o Palácio Fonte-Monumental, o Chafariz dos Arcos, entre outros.

A participação é livre, e aberta a todos, e o ponto de encontro é no Largo Francisco Maria Borges, domingo dia 21/1 às 10:30.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Primeira fase de intervenção no Palácio Valflores aprovada

Verificando-se o completo abandono do Palácio e das diligências para a sua recuperação a partir de 2001, quer pelos proprietários, quer pelas autoridades responsáveis, Câmara Municipal de Loures, o então designado IPPAR e a Valorsul manifestaram, em 2004, disponibilidade para a sua aquisição e recuperação, operação que não foi autorizada pelo Governo.

Uma vez que quer o IPPAR, quer a Câmara Municipal de Loures não possuíam recursos para a recuperação do Palácio, utilizar-se-ia a disponibilidade expressa pela Valorsul.

A recusa por parte do Ministério do Ambiente – Ministro Nunes Correia – foi fundamentada com base num parecer do Instituto Regulador de Águas e Resíduos, onde é dito que não faz parte do objecto social da empresa este tipo de actividade.

Mas o facto é que a Valorsul não pedia dinheiro ao Governo, antes previa recorrer à valorização de terrenos, com fundos próprios e comunitários, elaborando um projecto de recuperação e estudando fontes de financiamento relativa à futura ocupação do espaço.

Não se compreendeu a decisão do governo porquanto a alternativa para aquele Imóvel de Interesse Público foi a crescente degradação e maiores riscos de derrocada, como se veio a confirmar.

O Ministério da Cultura assumiu-se então como o grande “desaparecido” neste processo, não se lhe conhecendo uma opinião, uma palavra, uma intervenção. Por omissão e falta de comparência, acabou por se tornar cúmplice do que veio a suceder ao Palácio.

Em 18 de Abril de 2006, a ADAL, a ADPAC e a Junta de Freguesia de Santa Iria de Azóia assinalaram a Jornada Internacional dos Monumentos e Sítios com uma acção de iluminação nocturna do Palácio de Valflores – DAR LUZ AO PALÁCIO e ILUMINAR OS MINISTROS.

A ADAL, preocupada com a sustentação física do Palácio de Valflores, dirigiu-se por carta ao Presidente da Câmara Municipal de Loures e aos Grupos Políticos representados na Assembleia Municipal no sentido de que sejam tomadas medidas técnicas objectivas e urgentes para salvaguarda do edifício.

Em Fevereiro de 2007 a ADAL enviou um apelo ao Presidente da Câmara, e aos Deputados Municipais:

É do conhecimento geral o estado de derrocada em que se encontra o Palácio de Valflores.

Lamentavelmente, o actual Ministro do Ambiente não tem permitido aquela que era a melhor, mais rápida e mais económica solução para a recuperação e utilização futura daquele Palácio, mas estamos convictos que um dia os responsáveis políticos terão a coragem que se lhes exige, para ultrapassar obstáculos ridículos que se opõem ao desenvolvimento.

Assim, importa antes de mais salvaguardar o que pode ainda ser salvo. Sujeito, como tem estado à intempérie, nenhum edifício naquelas condições pode resistir por muito mais tempo.

Razão pela qual fazemos um forte APELO a V.Exa., no sentido de com urgência serem tomadas medidas técnicas para a sustentação, escoramento e cobertura do Palácio de Valflores. Pela nossa parte, ficamos disponíveis para colaborar activamente com a Câmara Municipal de Loures na concretização dessa iniciativa.”

Em Abril de 2007, a ADAL assinalou o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios com uma Caminhada entre o Castelo de Pirescoxe e o Palácio de Valflores, ambos em Santa Iria de Azóia, Concelho de Loures. A jornada constituiu uma denúncia pública para o estado de derrocada do Palácio de Valflores e o estranho alheamento das entidades públicas responsáveis, designadamente, a Ministra da Cultura, o IPPAR e a Câmara Municipal de Loures, que nada faziam para evitar a sua eminente falência estrutural.

Já em 2008, a efeméride foi assinalada com com uma iniciativa de alerta e sensibilização das instituições com responsabilidades na salvaguarda do Palácio de Valflores. A jornada consistiu na remessa diária de um fax, durante a semana de 14 a 20 de Abril para os seguintes destinatários:

  •              Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional:
  •              Ministro da Cultura
  •              IPPAR
  •              Presidente da Câmara Municipal de Loures
  •              Gabinete dos Vereadores do PS na Câmara Municipal de Loures
  •              Gabinete dos Vereadores da CDU na Câmara Municipal de Loures
  •              Gabinete dos Vereadores do PSD na Câmara Municipal de Loures

Em 2009, na mesma data, a ADAL ofereceu um porquinho-mealheiro para alerta e sensibilização das instituições com responsabilidades na salvaguarda do Palácio de Valflores, sugerindo-lhes que promovessem, à boa maneira caritativa, recolher contributos para fazerem face às insuficiências que evidenciavam enquanto gestores da coisa pública e dos interesses do país.

Foram agraciados com a oferta do simpático mealheiro:

  •              O Senhor Presidente da Câmara Municipal de Loures;
  •              O Senhor Vereador da Cultura;
  •              O Senhor Presidente da Assembleia Municipal;
  •              Os Gabinetes dos Senhores Vereadores do PS, CDU e PSD na Câmara de Loures;
  •              O Senhor Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional;
  •              O Senhor Ministro da Cultura;
  •              O Senhor Presidente do IGESPAR;
  •              À Comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República.

Entre 2009 e 2013, prosseguiram os contactos com a CM Loures (reuniões, Posições Públicas e ofícios) com a finalidade de sensibilizar os autarcas para a necessidade de se encontrar uma solução para o Palácio e Quinta, culminando, em 2014, com o envio de uma proposta para criação de um Pólo universitário de investigação ambiental em Loures.

Em 2015 a ADAL assinala o Palácio de Valflores – o risco de destruição deste edifício histórico – como ponto negativo do património do concelho, relativo ao Projeto Positivo e Negativo de 2014.

Foi com elevada expectativa e satisfação que a ADAL tomou conhecimento do interesse e manifestação de empenho, por parte do Ministro da Cultura, em 2016, relativamente à necessidade de recuperar este exemplar da arquitectura residencial do séc. XVI.

Em Junho de 2016 a ADAL foi convidada e aceitou ser parceira da CM Loures no processo de candidatura, ao POR Lisboa, de uma intervenção de carácter mais imediato, para impedir derrocadas e perda de património, disponibilizando-se, naturalmente, para acompanhar todo o processo, colaborando no que estiver ao seu alcance, designadamente para análise de propostas relativas ao uso futuro deste edifício e da sua quinta.