Posição Pública | ADAL adopta novas causas

ADAL adopta novas causas

PAUL DAS CANICEIRAS

AQUEDUTOS DE SANTO ANTÃO DO TOJAL

Precisam de impulso requalificador

Os Orgãos Directivos da ADAL- Associação de Defesa do Ambiente de Loures reunidos oportunamente em S. Julião do Tojal, Concelho de Loures, consideraram que o Paul das Caniceiras e os Aquedutos de Santo Antão do Tojal, exigem o empenho da sociedade civil e dos poderes públicos em ordem à sua preservação e reaqualificação.

Assim, a partir da tomada de posse dos novos órgãos autárquicos eleitos, a Associação ambientalista e de defesa do Património, desencadeará iniciativas junto das autarquias e do governo, tendo em vista o desenvolvimento de projectos e respectivo financiamento tendo em vista:

1. Recuperar, qualificar e conferir natureza didáctica e de local da biodiversidade ao Paul das Caniceiras;

2. Retomar, prosseguir e concluir as acções de recuperação do Património do conjunto setecentista de Santo Antão do Tojal, designadamente, os Aquedutos, Rua dos Arcos e Palácio-Fonte. 

A ADAL, conta encontrar nestas diligências, o apoio dos poderes local e central, bem como das populações do Concelho de Loures, junto de quem desenvolverá ainda iniciativas de informação e conhecimento, destas importantíssimas referências do Município, ainda insuficientemente conhecidas e valorizadas. 

 

 

 

Central Nuclear de Almaraz – NUCLEAR NÃO É SOLUÇÃO

Inaceitável conduta do governo espanhol

Como bem evidenciam todos os problemas ocorridos com centrais nucleares, por todo o mundo, a energia nuclear não é uma opção adequada nem sustentável. A prazo, mesmo que nenhum acidente ocorra, a obtenção de energia, supostamente mais barata, acaba por obrigar a elevadíssimos custos para a deposição e armazenamento dos resíduos nucleares, inevitavelmente repercutidos sobre os cidadãos.

A vetusta Central Nuclear espanhola de Almaraz ultrapassou já o seu prazo de vida útil e constitui um potencial pólo de incidente grave na Península Ibérica. O projecto do governo espanhol de prolongar a vida daquela instalação, alargando o espaço para depósito de resíduos nucleares, agrava substancialmente a situação e os perigos inerentes, pela antiguidade da Central e preocupante concentração dos detritos resultantes do seu funcionamento.

Acresce que, dados os riscos associados e a proximidade da Central com Portugal e o Rio Tejo, o governo espanhol não pode tomar tais decisões unilateralmente. É uma conduta inaceitável, que publicamente se condena e contra a qual protestamos vivamente.

Está demonstrado que existem alternativas de produção de energia de forma sustentável, com vantagens ambientais, económicas e sociais, que podem assegurar um futuro equilibrado com exponencial redução de riscos.

É preciso um Plano de Ordenamento para a Frente Ribeirinha do Tejo em Loures

A ADAL- Associação de Defesa do Ambiente de Loures reitera as suas preocupações com a situação de pressão desqualificadora na Frente Ribeirinha do Tejo.

 

A recente investida ilegal e ilegítima da Mota-Engil, com a conivência da Valorsul, para a instalação na Frente Ribeirinha do Tejo de mais uma actividade desqualificadora, vem dar razão à ADAL e a todas as suas advertências, apelos e alertas sobre o estado de vulnerabilidade em que se mantém.

Reafirmamos o que tivemos já ocasião de vir destacando há vários anos:

  • Urge a intervenção objectiva do Ministério do Ambiente e do Governo para a elaboração de um Plano de Ordenamento para a Frente Ribeirinha do Tejo em Loures e a travagem da sua ocupação desqualificada e desqualificadora;
  • A Câmara Municipal de Loures e as Juntas de Freguesia com fronteira ribeirinha devem associar-se e considerar as reivindicações da ADAL, agindo política e institucionalmente, para promover a concretização desse Plano de Ordenamento.

 

Dezoito anos após a esperança que a EXPO-98 trouxe a Lisboa e Loures Oriental, verifica-se uma estagnação completa de qualquer perspectiva da justificada regeneração no território pertencente a Loures.

Por isso, a ADAL continuará a exigir com todo a convicção:

  • a elaboração de um Plano de Ordenamento para a margem Norte do Tejo no distrito de Lisboa, com audição séria e prévia das populações;
  • iniciativa política para reconduzir a Frente Ribeirinha do Tejo a um desenvolvimento sustentável, harmonioso, equilibrado.