UM OLHAR POR DENTRO

No passado dia 27 de Outubro, a ADAL realizou uma visita de grupo, no âmbito do projecto UM OLHAR POR DENTRO, desta vez proporcionando o conhecimento sobre José da Silva Pedro e a sua obra.

Sacavém foi o destino, pois é lá que se situa a antiga residência de José Pedro, em 2005 reaberta como equipamento museológico, estreitamente articulado com o Museu de Cerâmica de Sacavém.

A Casa-Museu José Pedro é hoje um espaço destinado a preservar a memória deste artista cuja obra é constituída sobretudo por temas do quotidiano, da sociedade, religiosos e da vida rural, e por reproduções arquitectónicas. No jardim da Casa, pequenas construções remetem-nos para um mundo imaginário onde todos gostamos de viajar e que muito atraiu os visitantes  mais jovens.

Após a visita, o grupo deslocou-se até Museu de Cerâmica de Sacavém, onde observou de perto algumas peças de José Pedro ali expostas, bem como, no Centro de Documentação, alguns desenhos que executou ao longo da vida, que evidenciam um autodidacta de enorme talento, exímio observador do mundo que o rodeava.

Depois de o conhecermos, não podemos deixar de o admirar.

ADAL REÚNE COM CDS-PP LOURES

A ADAL tem vindo a apresentar a todas as formações políticas com representação nos órgãos municipais de Loures a sua proposta de classificação do Paul das Caniceiras como Área Protegida de Âmbito Local/Regional.

No passado dia 22, foi a vez do encontro com LIzette do Carmo e João Afonso, representantes do CDS-PP que mostraram o maior interesse no projecto e declararam à nossa Associação o seu apoio na sua concretização.

Representaram a ADAL na reunião, o Presidente da Direcção Rui Pinheiro e a VIce-Presidente da Direcção Isabel Rodrigues.

HORTAS URBANAS: A ADAL PROPÕE NOVO IMPULSO NO CONCELHO DE LOURES

Posição Pública

HORTAS URBANAS
ADAL propõe novo impulso no Concelho de Loures

Assinalando o Dia Mundial da Alimentação

As hortas urbanas têm vindo a ganhar cada vez mais adeptos no nosso país, sendo bem patentes as dimensões social e ambiental das mesmas, já que promovem o convívio e a relação de vizinhança, as relações inter-geracionais, o contacto com a natureza, a eco sustentabilidade e, mesmo que com pequeno significado, alguma redução da factura alimentar das famílias.

O desenvolvimento e a boa gestão destas hortas enquadram-se nos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma vez que contrariam, em certa medida, alguns dos problemas ambientais mais comuns, associados à grande concentração populacional dos centros urbanos e às deslocações de veículos de transporte de mercadorias, como a poluição dos solos, do ar e dos recursos hídricos, entre outros que advêm de um sistema que promove o consumo irracional, o desperdício e a produção de resíduos.

Não será muito difícil identificar a função que as hortas urbanas podem desempenhar no quadro de medidas que contribuam para a sustentabilidade urbana, como a existência de espaços verdes na proximidade dos aglomerados habitacionais, destinados ao recreio activo, a recuperação da agricultura urbana e periurbana, a integração das infra-estruturas na cidade, a requalificação dos espaços não utilizados, a não ocupação, por novas construções, dos solos ainda disponíveis nas cidades, ou a criação de margens nas linhas de água, entre outros exemplos que se contrapõem às condições de vida cada vez mais sedentárias e mais distantes da natureza.

Enquanto entidade que subscreve a Carta de Aalborg para a implementação da Agenda 21 Local e que se identifica com as preocupações subjacentes aos ODS, a ADAL não pode deixar de apoiar todas as medidas que visem o desenvolvimento sustentável num plano local, reconhecendo que a dinamização das hortas urbanas se insere claramente nesse âmbito.

Alerta, no entanto, para a necessidade de se respeitarem requisitos básicos para a sua instalação, quer seja exclusivamente para consumo próprio, quer contemple a possibilidade de comercialização, designadamente em mercados realizados para o efeito, no quadro de um programa mais vasto de dinamização local.

Desde já a ADAL identifica como fundamental salvaguardar os seguintes requisitos:

  • Localização adequada (aspecto com forte impacto na qualidade dos alimentos e na segurança);

  • Características do solo (igualmente com impacto na qualidade dos alimentos e no desenvolvimento do trabalho, que exclui o uso de máquinas);

  • Recursos hídricos, sua qualidade, disponibilidade e proximidade, tendo em conta também as necessidades de rega;

  • Condições atmosféricas e qualidade do ar, que tem que considerar, naturalmente, os diferentes usos do solo nas redondezas, uma vez que podem constituir potenciais ou reais fontes de poluição;

  • Escolha das espécies a cultivar, de acordo com as condições existentes, designadamente o clima e o solo.

Com estes pressupostos, a ADAL manifesta-se favorável à promoção e incremento de projectos de hortas urbanas e à possibilidade de os mesmos se compatibilizarem com o desenvolvimento da rede de parques e zonas verdes do município de Loures.

Concelho de Loures, 16 de Outubro de 2018

Para mais informações

Rui Pinheiro

919 538 842

adaloures@gmail.com

ECO Alerta: Árvores de Interesse Público

O programa ” Um bom ambiente “, da Rádio Horizonte FM 92.8, é um espaço de entrevistas, dicas e alertas que informa e sensibiliza para cuidarmos do nosso planeta.

A ADAL dinamiza a rubrica semanal ECO-Alerta.

Recordamos o ECO Alerta ADAL: ÁRVORES DE INTERESSE PÚBLICO, com destaque para a oliveira milenar de Santa Iria de Azóia.

As árvores, seres vivos com riqueza, diversidade e características únicas, têm atributos múltiplos na preservação ambiental.

O ensombramento, as flores/frutos/sementes, a madeira/resina/casca, mas também a regularização da temperatura, a biodiversidade, a redução da poluição sonora e do ar, a melhoria das condições dos solos, atingindo ainda particularidades muito relevantes como serem produtoras de oxigénio e sumidouros de dióxido de carbono, contribuindo fortemente para a descarbonização.

E para lá destas qualidades, a história das árvores também se conta a partir da sua idade, tamanho, beleza, e adquire uma riqueza ainda maior quando a sua história tem ligações às pessoas e ao território.

Também no Concelho de Loures há exemplares classificados enquanto Arvoredo de Interesse Público, classificação esta restrita a espécies do Continente e feita pela Autoridade Florestal Nacional (AFN), com base na longevidade, no porte, no desenho e na raridade das árvores, mas também em motivos históricos e culturais.

A ADAL recorda aqui a Oliveira Milenar. Situada no Bairro da Covina, em Santa Iria da Azóia, no que resta de um antigo olival próximo das ruínas do castelo de Pirescouxe. Esta oliveira bravia, localizada em propriedade privada, mas de livre visita, foi – em 2011 – certificada com uma idade aproximada de 2850 anos.

A idade foi determinada através de um método inovador de datação de árvores antigas – que permite estimar a idade de qualquer árvore, mesmo que esta se apresente oca no seu interior, e que não obriga ao seu abate, nem provoca lesões que comprometam a sua saúde – desenvolvido por um grupo de investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

Fica a sugestão da ADAL para uma visita.

A longevidade e imponência desta árvore merece a nossa atenção, protecção e valorização!