HORTAS URBANAS: A ADAL PROPÕE NOVO IMPULSO NO CONCELHO DE LOURES

Posição Pública

HORTAS URBANAS
ADAL propõe novo impulso no Concelho de Loures

Assinalando o Dia Mundial da Alimentação

As hortas urbanas têm vindo a ganhar cada vez mais adeptos no nosso país, sendo bem patentes as dimensões social e ambiental das mesmas, já que promovem o convívio e a relação de vizinhança, as relações inter-geracionais, o contacto com a natureza, a eco sustentabilidade e, mesmo que com pequeno significado, alguma redução da factura alimentar das famílias.

O desenvolvimento e a boa gestão destas hortas enquadram-se nos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma vez que contrariam, em certa medida, alguns dos problemas ambientais mais comuns, associados à grande concentração populacional dos centros urbanos e às deslocações de veículos de transporte de mercadorias, como a poluição dos solos, do ar e dos recursos hídricos, entre outros que advêm de um sistema que promove o consumo irracional, o desperdício e a produção de resíduos.

Não será muito difícil identificar a função que as hortas urbanas podem desempenhar no quadro de medidas que contribuam para a sustentabilidade urbana, como a existência de espaços verdes na proximidade dos aglomerados habitacionais, destinados ao recreio activo, a recuperação da agricultura urbana e periurbana, a integração das infra-estruturas na cidade, a requalificação dos espaços não utilizados, a não ocupação, por novas construções, dos solos ainda disponíveis nas cidades, ou a criação de margens nas linhas de água, entre outros exemplos que se contrapõem às condições de vida cada vez mais sedentárias e mais distantes da natureza.

Enquanto entidade que subscreve a Carta de Aalborg para a implementação da Agenda 21 Local e que se identifica com as preocupações subjacentes aos ODS, a ADAL não pode deixar de apoiar todas as medidas que visem o desenvolvimento sustentável num plano local, reconhecendo que a dinamização das hortas urbanas se insere claramente nesse âmbito.

Alerta, no entanto, para a necessidade de se respeitarem requisitos básicos para a sua instalação, quer seja exclusivamente para consumo próprio, quer contemple a possibilidade de comercialização, designadamente em mercados realizados para o efeito, no quadro de um programa mais vasto de dinamização local.

Desde já a ADAL identifica como fundamental salvaguardar os seguintes requisitos:

  • Localização adequada (aspecto com forte impacto na qualidade dos alimentos e na segurança);

  • Características do solo (igualmente com impacto na qualidade dos alimentos e no desenvolvimento do trabalho, que exclui o uso de máquinas);

  • Recursos hídricos, sua qualidade, disponibilidade e proximidade, tendo em conta também as necessidades de rega;

  • Condições atmosféricas e qualidade do ar, que tem que considerar, naturalmente, os diferentes usos do solo nas redondezas, uma vez que podem constituir potenciais ou reais fontes de poluição;

  • Escolha das espécies a cultivar, de acordo com as condições existentes, designadamente o clima e o solo.

Com estes pressupostos, a ADAL manifesta-se favorável à promoção e incremento de projectos de hortas urbanas e à possibilidade de os mesmos se compatibilizarem com o desenvolvimento da rede de parques e zonas verdes do município de Loures.

Concelho de Loures, 16 de Outubro de 2018

Para mais informações

Rui Pinheiro

919 538 842

adaloures@gmail.com

MONUMENTOS E SÍTIOS EM LOURES suscitam preocupação

O dia 18 de Abril é Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, em Ano Europeu do Património Cultural.

A ADAL volta a assinalar, neste dia internacional do património, preocupações com
Monumentos e Sítios do Município de Loures.

Devem ser salientados os seguintes elementos patrimoniais e os riscos que sobre eles
impendem:

Estação Paleolítica do Casal do Monte – Santo António dos Cavaleiros
– em Processo de desclassificação;
Classificada como IIP – Imóvel de Interesse Público, esta Estação Paleolítica esta
inexplicavelmente sob proposta de desclassificação “por ter sido destruída há várias
décadas para construção da Cidade Nova”. É, portanto, um caso acabado de benefício
do infractor em que o património colectivo é destruído em prol de interesses
particulares e ainda beneficia da libertação de ónus materiais, morais e éticos da sua
conduta.

A ADAL exige à Direcção Geral do Património Cultural, ao Governo e à Câmara
Municipal de Loures, outra atitude e pro-actividade em relação aos danos irreversíveis
ali praticados, bem como a compensação possível para assinalar, evidenciar e valorizar
as estruturas e descobertas ali feitas.

Convento dos Mártires e da Conceição em Sacavém, que se mantém sem a
devida e justificada classificação patrimonial, encontra-se em estado de absoluta
decadência promovida pela irresponsabilidade urbanística da Câmara Municipal de
Loures em 2008 e conduta irresponsável, senão mesmo dolosa, do promotor
imobiliário que entrou em processo de falência.

Impõe-se uma intervenção urgente da Direcção Geral do Património Cultural e uma
actuação urbanística completamente diferente do actual Executivo Municipal que
salvaguarde este património único e riqueza do país.

Monumento Megalítico (Anta) de Casaínhos, em Fanhões
Classificado como MN – Monumento Nacional, encontra-se em terreno privado, sob
risco de que os actuais herdeiros da propriedade desvalorizem ainda mais o Sítio e que
possam ter lugar tentações de destruição completa;
A ADAL iniciará imediatamente diligências junto da Direcção Geral do Património
Cultural em ordem a que o Estado aja rapidamente para a preservação do Monumento
e na sua valorização

No Castelo de Pirescoxe em Santa Iria de Azóia, continuam a faltar as obras de
consolidação final de parte da sua muralha, ao mesmo tempo que se acentua a
degradação das instalações inicialmente recuperadas. Relativamente aos usos que se
observam e à forma como o concessionário da cafetaria se apropria do espaço,
incompatíveis com a dignidade que o equipamento merece, com a qualidade que pode
conferir à própria urbanização onde se insere, e com os discurso e prática de
valorização do Património Cultural Edificado, de que esta estrutura cultural poderia ser
um bom exemplo;

A ADAL contesta e lamenta profundamente o estado de degradação geral, desleixo e
atentatório do património cultural construído do Concelho de Loures e, de novo, alerta
para o alheamento, desinteresse e desrespeito a que os Governos têm votado o
património, contra os interesses locais e do país.

Recordamos que há já perdas irrecuperáveis em inúmeros Monumentos e Sítios.

E que não se invoquem problemas económicos. Na maioria destes casos patrimoniais,
a sua recuperação e usufruto seriam solução e não um problema. O património pode e
deve ser usado, com retorno económico que garanta a sua sustentabilidade.

A ADAL desencadeará todas as diligências ao seu alcance junto do Ministério da
Cultura para atalhar e reverter estas situações inconcebíveis num país democrático,
europeu e no Século XXI.

Dia Mundial da Árvore | 21 de Março

COMEMORAR PARA CONSCIENCIALIZAR
Dia Mundial da Árvore | 21 de Março

Evidenciar o Arvoredo de Interesse Público no Concelho de Loures

Neste dia Mundial da Árvore é recorrente recordarmos e refletirmos quanto à importância das árvores e da floresta. E de facto continua a ser pertinente sensibilizar para o valor das árvores e da floresta na manutenção da vida na Terra.

As árvores, seres vivos com riqueza, diversidade e caraterísticas únicas, têm atributos múltiplos na preservação ambiental. Referimo-nos a aspetos facilmente  observáveis como o ensombramento, as flores/frutos/sementes, a madeira/resina/casca, mas também a detalhes mais técnicos, se ponderarmos quanto à regularização da temperatura, à riqueza da biodiversidade, à redução da poluição sonora e do ar, à melhoria das condições dos solos, atingindo ainda particularidades científicas como serem produtoras de oxigénio e sumidouros de dióxido de carbono, permitindo contribuir para a redução do aquecimento global do planeta.

E porque a história das árvores, para lá das qualidades já evidenciadas, também se conta a partir da sua idade, tamanho, beleza, adquire uma riqueza ainda maior quando a sua história tem ligações às pessoas e ao território. Nesta efeméride, oportunidade para destacar dois exemplares no concelho de Loures classificados enquanto Arvoredo de Interesse Público(1).  Referimo-nos a árvores com localização isolada, porém com referência suficiente para reunir as autoridades locais e a população em torno da sua classificação, defesa e notoriedade.
A merecer um olhar atento, a ADAL apresenta:

• A Oliveira Milenar, Olea europea L. var. europaea, com 2850 anos. Localizada no Bairro da Covina, em Santa Iria da Azóia.

• O Carvalho-Português ou Cerquinho, Quercus faginea Lambert, árvore centenária. Localizada no Casal do Tufo – Fontelas, na Freguesia de Lousa.

E recomenda, oportunamente, uma visita. A longevidade e imponência destas árvores merecem a nossa deferência, atenção, protecção e valorização!

Loures, 21 de Março de 2018

 

(1) O Arvoredo de Interesse Público compreende exemplares isolados ou conjuntos arbóreos que, pela sua representatividade, raridade, porte, idade, historial, significado cultural ou enquadramento paisagístico, possam ser considerados de relevante interesse público e se recomenda a sua cuidadosa conservação.

Posição Pública – ADAL saúda Fanhões, CAPITAL DO CALCETEIRO

Posição Pública – ADAL saúda Fanhões, CAPITAL DO CALCETEIRO

Os Órgãos Directivos da ADAL- Associação de Defesa do Ambiente de Loures, reunidos oportunamente em Loures, decidiram apresentar públicas saudações à Junta de Freguesia de Fanhões pela sua iniciativa de proclamar Fanhões, Capital do Calceteiro.

A iniciativa tem a maior relevância para a valorização do património construído daquela freguesia, mas também para o património imaterial, a memória colectiva, o valor do trabalho, a arte e o ofício.

Importa recordar que a calçada portuguesa – que é motivo de orgulho em Lisboa e referência de Portugal no Mundo – foi, na sua maioria, executada por gente de Fanhões, pelo que se entende que faz todo o sentido homenagear o labor, o saber-fazer, a dedicação, a profissão, mas sobretudo as pessoas.

A ADAL releva ainda o esforço que vem sendo desenvolvido pela Freguesia no propósito da preservação, salvaguarda e valorização do património rural local, tarefa a que a Associação emprestará toda a colaboração que esteja ao seu alcance.