No Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Posição Publica da ADAL sobre a Escavação de Emergência em Bucelas.


“(…) A ADAL valoriza e agradece a atitude exemplar da população de Bucelas, fundamental para a criação de um ambiente que favorece o desenrolar dos trabalhos, mas também o bom acolhimento de investigadores e da comunicação social em geral.

A ADAL valoriza ainda o esforço financeiro e de informação à população que a Câmara Municipal e a própria Junta de Freguesia têm empenhado nesta importante intervenção, ao contrário do organismo de tutela, a DGPC – Direção-Geral do Património Cultural – que não tem qualquer acção de apoio a intervenções de emergência como a que está em curso. (…)”

Clique aqui para ler na integra a Posição Pública da ADAL sobre a Escavação de Emergência em Bucelas.

SIFÃO DO CANAL ALVIELA EM SACAVÉM Posição Pública


Ao abandono ?

O Sifão do Canal do Alviela que atravessa o Rio Trancão em Sacavém é, desde os anos 1880, um elemento simbólico central da Cidade.

Trata-se de uma notável obra de engenharia que desempenhou relevantíssimo papel no fornecimento de água potável a Lisboa.

A sua antiga importância funcional e o seu reconhecimento como ex-libris da Cidade de Sacavém são razões mais do que suficientes para uma adequada manutenção e valorização daquele Arco, que viabilizava o fornecimento de água do Rio Alviela à Capital.

Estamos perante um elemento patrimonial da EPAL e esta empresa tem descurado em absoluto a sua conservação. Não apenas a estrutura apresenta já um aspecto decadente, como é possível verificar fissurações superficiais e num ou noutro local, aquilo que parecem ser já perdas de água, portanto, eventuais rupturas com efeitos desconhecidos a prazo.

Assim, a ADAL torna público que, em consequência das suas preocupações, encetará diligências junto da EPAL, da APA e da Direcção Geral do Património Cultural, exigindo informação detalhada sobre o estado de conservação daquele património colectivo, bem como as diligências e investimentos pertinentes que garantam a sua preservação e a valorização do seu estatuto simbólico na Cidade de Sacavém e no Concelho de Loures.

Posição Pública | ADAL e os Objectivos do Desenvolvimento Sustentável

No decurso de 2018 a ADAL fez uma reflexão sobre os ODS-Objectivos de Desenvolvimento Sustentável, considerando-os como vertentes de trabalho na construção do canal multi plataformas digitais “Loures Sustentável”, desenvolvido numa parceria ADAL – PAHD Comunicação Audiovisual e lançado no dia 24 de Novembro de 2018.

Em relação à Agenda 2030 por um Desenvolvimento Sustentado, aprovada na
Assembleia Geral da ONU em Outubro de 2015, a ADAL torna público que:

  • Partilha as preocupações quanto à importância e gravidade de questões como as alterações climáticas, o esgotamento dos recursos naturais, o modelo de desenvolvimento económico, e a persistência da pobreza e das desigualdades económicas e sociais;
  • Valoriza a generalidade dos Objectivos contidos na Agenda 2030, e compromete-se a empenhar-se no seu cumprimento;
  • Exprime as suas reservas quanto às orientações neoliberais e de defesa da globalização contidas naquela Agenda, bem como à escassez de meios e de empenhamento da ONU e dos países signatários para a sua concretização;
  • Compromete-se a adoptar nos seus planos, projectos, e actividades, os objectivos da Agenda 2030, particularmente os que se enquadram no âmbito da sua intervenção em defesa do Ambiente e Património de Loures;
  • Ao longo de 2019 irá anunciando os objectivos concretos da ADAL, quer no que respeita à defesa do Ambiente e Património do concelho de Loures, quer a outras questões de ordem mais geral como o combate e prevenção às dramáticas Alterações Climáticas;
  • Responsabiliza as entidades publicas do país, e em particular o governo e a câmara de Loures, para que estabeleçam compromissos, prioridades e planos para o cumprimento daqueles objectivos, e que lhes atribuam os meios materiais e humanos indispensáveis à sua concretização;
  • Apela à participação da população de Loures, e em particular dos seus associados, para que se informem sobre os objectivos da Agenda 2030 da ONU, bem como das acções desenvolvidas a âmbito nacional e local, dando o seu apoio e contributo para a respectiva concretização.

HORTAS URBANAS: A ADAL PROPÕE NOVO IMPULSO NO CONCELHO DE LOURES

Posição Pública

HORTAS URBANAS
ADAL propõe novo impulso no Concelho de Loures

Assinalando o Dia Mundial da Alimentação

As hortas urbanas têm vindo a ganhar cada vez mais adeptos no nosso país, sendo bem patentes as dimensões social e ambiental das mesmas, já que promovem o convívio e a relação de vizinhança, as relações inter-geracionais, o contacto com a natureza, a eco sustentabilidade e, mesmo que com pequeno significado, alguma redução da factura alimentar das famílias.

O desenvolvimento e a boa gestão destas hortas enquadram-se nos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma vez que contrariam, em certa medida, alguns dos problemas ambientais mais comuns, associados à grande concentração populacional dos centros urbanos e às deslocações de veículos de transporte de mercadorias, como a poluição dos solos, do ar e dos recursos hídricos, entre outros que advêm de um sistema que promove o consumo irracional, o desperdício e a produção de resíduos.

Não será muito difícil identificar a função que as hortas urbanas podem desempenhar no quadro de medidas que contribuam para a sustentabilidade urbana, como a existência de espaços verdes na proximidade dos aglomerados habitacionais, destinados ao recreio activo, a recuperação da agricultura urbana e periurbana, a integração das infra-estruturas na cidade, a requalificação dos espaços não utilizados, a não ocupação, por novas construções, dos solos ainda disponíveis nas cidades, ou a criação de margens nas linhas de água, entre outros exemplos que se contrapõem às condições de vida cada vez mais sedentárias e mais distantes da natureza.

Enquanto entidade que subscreve a Carta de Aalborg para a implementação da Agenda 21 Local e que se identifica com as preocupações subjacentes aos ODS, a ADAL não pode deixar de apoiar todas as medidas que visem o desenvolvimento sustentável num plano local, reconhecendo que a dinamização das hortas urbanas se insere claramente nesse âmbito.

Alerta, no entanto, para a necessidade de se respeitarem requisitos básicos para a sua instalação, quer seja exclusivamente para consumo próprio, quer contemple a possibilidade de comercialização, designadamente em mercados realizados para o efeito, no quadro de um programa mais vasto de dinamização local.

Desde já a ADAL identifica como fundamental salvaguardar os seguintes requisitos:

  • Localização adequada (aspecto com forte impacto na qualidade dos alimentos e na segurança);

  • Características do solo (igualmente com impacto na qualidade dos alimentos e no desenvolvimento do trabalho, que exclui o uso de máquinas);

  • Recursos hídricos, sua qualidade, disponibilidade e proximidade, tendo em conta também as necessidades de rega;

  • Condições atmosféricas e qualidade do ar, que tem que considerar, naturalmente, os diferentes usos do solo nas redondezas, uma vez que podem constituir potenciais ou reais fontes de poluição;

  • Escolha das espécies a cultivar, de acordo com as condições existentes, designadamente o clima e o solo.

Com estes pressupostos, a ADAL manifesta-se favorável à promoção e incremento de projectos de hortas urbanas e à possibilidade de os mesmos se compatibilizarem com o desenvolvimento da rede de parques e zonas verdes do município de Loures.

Concelho de Loures, 16 de Outubro de 2018

Para mais informações

Rui Pinheiro

919 538 842

adaloures@gmail.com