ADAL apela ao Presidente da Câmara e Grupos Políticos para SALVAR o Palácio de Valflores

A ADAL, preocupada com a sustentação física do Palácio de Valflores, dirigiu-se por carta ao Presidente da Câmara Municipal de Loures e aos Grupos Políticos representados na Assembleia Municipal no sentido de que sejam tomadas medidas técnicas objectivas e urgentes para salvaguarda do edifício.

Segue-se o conteúdo do APELO ao Sr. Presidente da Câmara, em tudo semelhante ao dirigido aos Srs. Deputados Municipais:

É do conhecimento geral o estado de derrocada em que se encontra o Palácio de Valflores.

Lamentavelmente, o actual Ministro do Ambiente não tem permitido aquela que era a melhor, mais rápida e mais económica solução para a recuperação e utilização futura daquele Palácio, mas estamos convictos que um dia os responsáveis políticos terão a coragem que se lhes exige, para ultrapassar obstáculos ridículos que se opõem ao desenvolvimento.

Assim, importa antes de mais salvaguardar o que pode ainda ser salvo. Sujeito, como tem estado à intempérie, nenhum edifício naquelas condições pode resistir por muito mais tempo.

Razão pela qual fazemos um forte APELO a V.Exa., no sentido de com urgência serem tomadas medidas técnicas para a sustentação, escoramento e cobertura do Palácio de Valflores. Pela nossa parte, ficamos disponíveis para colaborar activamente com a Câmara Municipal de Loures na concretização dessa iniciativa.”

Espera-se pois, sensibilizar os autarcas do Concelho de Loures, para que também eles possam agir em defesa de um património único.

Recorde-se que a ADAL, defende a instalação no Palácio de Valflores de um Centro de I&D na área do ambiente e que o Palácio de Valflores está em ruína apenas por falta de visão política e ambiental do Sr. Ministro Nunes Correia, que se deixa subjugar pelas opiniões despropositadas de um Instituto Público que devia seguir as orientações do Ministro e não dar orientações ao Ministro.

Dia Internacional das Zonas Húmidas | ADAL quer proactividade da Câmara de Loures e respeito pelas zonas mais sensíveis

No passado dia 2 de Fevereiro, assinalou-se o Dia Internacional das Zonas Húmidas.

A Câmara Municipal de Loures, não só não fez qualquer referência ao assunto como – e o que é pior – parece partilhar os propósitos daqueles que pretendem ver urbanizado cada palmo de terra, seja qual for o seu interesse e relevância para a defesa da biodiversidade e, ao fim e ao cabo, da vida.

Recordamos que a Câmara e Assembleia Municipal de Loures aprovaram resoluções, já em 2002, no sentido de integrar o Paul das Caniceiras – área do maior interesse ecológico na área metropolitana de Lisboa – na Reserva Ecológica Nacional. Até à data, nem um único passo foi dado no sentido de concretizar as deliberações municipais.

São motivo de grande preocupação as zonas do Parque das Nações em Sacavém, onde o previsto Parque Tejo/Trancão não se concretiza, enquanto “floresce” um substancial nível de construção e a zona dos Salgados em Santa Iria de Azóia, para onde está já aprovada uma enorme urbanização que trará pressões acrescidas sobre a plataforma ribeirinha do Tejo, designadamente na área de sapal, cuja defesa foi adoptada aquando da construção à Variante da Estrada Nacional 10 e da Incineradora da Valorsul.

É preciso mudar de atitude, na Câmara Municipal de Loures, na CCDR-LVT e no Ministério do Ambiente. Loures não pode voltar a ser a porta de trás da Capital.

LUZ AO PALÁCIO – ILUMINAR OS MINISTROS

É já amanhã que numa iniciativa conjunta, a ADAL, a ADPAC e a Junta de Freguesia de Santa Iria de Azóia assinalarão a Jornada Internacional dos Monumentos e Sítios – com uma acção de iluminação nocturna do Palácio de Valflores, entre as 21H30 e as 23H30.

A iniciativa denuncia o estado de conservação do Palácio de Valflores, declarado Imóvel de Interesse Público em 1982 e, simultaneamente, deseja “iluminar” os Senhores Ministros do Ambiente e da Cultura, para a decisão política urgente que se impõe tomar e que se resume a autorizar a Valorsul a financiar a recuperação do Palácio.

Recorda-se que, após o completo abandono do Palácio anos a fio, a Valorsul veio a interessar-se pela sua aquisição e recuperação em 2004, operação que não foi autorizada pelo Governo.

A recusa foi fundamentada com base num parecer do Instituto Regulador de Águas e Resíduos, onde é dito que não faz parte do objecto social da empresa este tipo de actividade.

Não se compreende esta decisão, porque a Valorsul não pede dinheiro ao Governo e dispõe dos meios necessários para intervir rápida e decisivamente.

Sobretudo, não se compreende esta decisão, que mantém em confrangedor estado de derrocada eminente o valioso património.

Esta acção, constitui também um protesto pelo facto de os Senhores Ministros do Ambiente e da Cultura, não terem dado, até à presente data, qualquer resposta ao pedido de audiência que lhes foi endossado pela ADAL e pela ADPAC.