Dia Internacional das Zonas Húmidas | ADAL quer proactividade da Câmara de Loures e respeito pelas zonas mais sensíveis

No passado dia 2 de Fevereiro, assinalou-se o Dia Internacional das Zonas Húmidas.

A Câmara Municipal de Loures, não só não fez qualquer referência ao assunto como – e o que é pior – parece partilhar os propósitos daqueles que pretendem ver urbanizado cada palmo de terra, seja qual for o seu interesse e relevância para a defesa da biodiversidade e, ao fim e ao cabo, da vida.

Recordamos que a Câmara e Assembleia Municipal de Loures aprovaram resoluções, já em 2002, no sentido de integrar o Paul das Caniceiras – área do maior interesse ecológico na área metropolitana de Lisboa – na Reserva Ecológica Nacional. Até à data, nem um único passo foi dado no sentido de concretizar as deliberações municipais.

São motivo de grande preocupação as zonas do Parque das Nações em Sacavém, onde o previsto Parque Tejo/Trancão não se concretiza, enquanto “floresce” um substancial nível de construção e a zona dos Salgados em Santa Iria de Azóia, para onde está já aprovada uma enorme urbanização que trará pressões acrescidas sobre a plataforma ribeirinha do Tejo, designadamente na área de sapal, cuja defesa foi adoptada aquando da construção à Variante da Estrada Nacional 10 e da Incineradora da Valorsul.

É preciso mudar de atitude, na Câmara Municipal de Loures, na CCDR-LVT e no Ministério do Ambiente. Loures não pode voltar a ser a porta de trás da Capital.

LUZ AO PALÁCIO – ILUMINAR OS MINISTROS

É já amanhã que numa iniciativa conjunta, a ADAL, a ADPAC e a Junta de Freguesia de Santa Iria de Azóia assinalarão a Jornada Internacional dos Monumentos e Sítios – com uma acção de iluminação nocturna do Palácio de Valflores, entre as 21H30 e as 23H30.

A iniciativa denuncia o estado de conservação do Palácio de Valflores, declarado Imóvel de Interesse Público em 1982 e, simultaneamente, deseja “iluminar” os Senhores Ministros do Ambiente e da Cultura, para a decisão política urgente que se impõe tomar e que se resume a autorizar a Valorsul a financiar a recuperação do Palácio.

Recorda-se que, após o completo abandono do Palácio anos a fio, a Valorsul veio a interessar-se pela sua aquisição e recuperação em 2004, operação que não foi autorizada pelo Governo.

A recusa foi fundamentada com base num parecer do Instituto Regulador de Águas e Resíduos, onde é dito que não faz parte do objecto social da empresa este tipo de actividade.

Não se compreende esta decisão, porque a Valorsul não pede dinheiro ao Governo e dispõe dos meios necessários para intervir rápida e decisivamente.

Sobretudo, não se compreende esta decisão, que mantém em confrangedor estado de derrocada eminente o valioso património.

Esta acção, constitui também um protesto pelo facto de os Senhores Ministros do Ambiente e da Cultura, não terem dado, até à presente data, qualquer resposta ao pedido de audiência que lhes foi endossado pela ADAL e pela ADPAC.