Dia Mundial dos Rios – Frente Ribeirinha do Tejo

ADAL lembra que Loures também tem Tejo e assinala que o Governo para além de calamidade económica e social, também é um atentado ambiental.

 

Após diversos contactos com os anteriores Ministros dos governos do PS e dos Vereadores do Ambiente da Câmara Municipal de Loures, com o propósito de salientar o estado de desqualificação e degradação por que vem passando a Frente Ribeirinha do Tejo, sem qualquer avanço na protecção e defesa da Frente Ribeirinha do Tejo em Loures, a ADAL procurou retomar os contactos com o actual Governo. A Sra. Ministra, um ano passado, não teve tempo, nem coragem, nem a educação de receber a ADAL ou de assumir que não lhe interessa o assunto.

Os contactos com as instâncias políticas que a ADAL tem desenvolvido, inscrevem-se em três objectivos:

  1. Sensibilizar as autoridades para os problemas da desqualificação territorial, ambiental e económica da Frente Ribeirinha do Tejo em Loures e a necessidade de intervenções urgentes mitigadoras dos impactos das actuais actividades;
  2. Salientar a importância da elaboração de um Plano de Ordenamento para a Frente Ribeirinha do Tejo, como instrumento de gestão sustentável do território e alavanca de protecção ambiental e de desenvolvimento económico equilibrado;
  3. Reunir sob os mesmos propósitos, o governo, as autarquias, as empresas e os cidadãos em ordem à valorização da frente Tejo nas suas diferentes dimensões, das económicas às lúdicas, das ambientais às turísticas.

Não se procuram projectos megalómanos, apoios financeiros, subsídios ou outros instrumentos incomportáveis à economia nacional ou local. Antes se exige simplesmente vontade política, criatividade e diálogo que promova a implementação de adequados mecanismos de gestão sustentável do território que defenda o Rio Tejo, a sua Frente Ribeirinha em Loures e os interesses e bem estar das populações e agentes económicos.

Á vontade dos cidadãos e ao interesse das empresas já manifestado, impõe-se uma resposta e envolvimento políticos do governo e da câmara municipal para uma acção conjunta frutífera, sem necessidade de recurso a meios económicos não disponíveis, nem exigências regulamentares desproporcionadas.

Ao ignorarem e desprezarem a disponibilidade e vontade dos cidadãos para uma acção concertada em prol da Frente Ribeirinha do Tejo em Loures, o Governo e a Câmara Municipal de Loures assumem-se como agentes activos da degradação ambiental e territorial e como uma nódoa neste Dia Mundial dos Rios.

A ADAL denuncia e condena publicamente esta atitude e convida os contribuintes e os eleitores a actuarem de forma democrática no afastamento das esferas do poder, dos políticos que assim se conduzem.

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