Palácio e Quinta de ValFlores

O Palácio de Valflores, de acordo, com o inventário do património arquitectónico (IPA) levado a cabo pela Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) “Constitui um dos melhores exemplares da arquitectura residencial do séc. XVI no distrito de Lisboa, acrescido do facto de conservar a sua estrutura original.” e  “foi construído na tradição do paço régio medieval, de que o Paço de Leiria é modelo, embora transporte elementos renascentistas, especialmente visíveis na decoração da capela e na maior importância conferida à “loggia” (tanto na área que lhe é consagrada, como na decoração).”

Está por isso, sujeito a um regime de protecção, classificado como Imóvel de Interesse Público. Ver Dec. nº 28/82, DR 47 de 26 Fevereiro 1982, ZEP, DR 213 de 14 Setembro 1982, ZEP, Port. nº 129/99, DR 35 de 11 Fevereiro 1999.

Para melhor documentação sobre o assunto, anexa-se cronologia extraída do IPA da DGEMN.

Anexo – Cronologia do Palácio de ValFlores

”1537 – Jorge de Barros, feitor de D. João III na Flandres, regressa a Portugal; c. 1550 – este mercador, dos últimos feitores no importante centro cultural que então constituía a Flandres, decide construir um paço rural, na tradição das moradias régias e nobres medievais mas com influência renascentista, consentâneo com o prestígio da anterior nomeação, com a fortuna possuída – “uma das maiores que neste reino se ajuntou que passava de trezentos mil cruzados” (FREIRE: 1927, p. 64) e com o morgadio por ele instituído com cabeça em Valflores; 1558 – na igreja matriz da vila funda o casal Jorge de Barros e D. Filipa de Melo a capela da Soledade ou dos Barros; séc. 16 – a propriedade é herdada por sua filha D. Luísa de Barros, casada com um nobre desaparecido na Batalha de Alcácer Quibir, vindo posteriormente a passar para um ramo colateral da família, em cuja descendência se conservou por 9 gerações; séc. 19 (2ª metade) – segundo Braancamp Freire, D. Pedro Climaco de Alcântara de Barros e Vasconcelos perde a quinta à mão de credores, ficando esta na posse de um brasileiro; c. 1870 – a quinta, e outras propriedades na freguesia, são adquiridas pela família inglesa Reynolds, que passa a arrendá-la; 1899 – Anselmo Braancamp Freire descreve o palácio como estando em regular estado de conservação exterior; séc. 20 – durante esta centúria a propriedade conhece exploração agrícola; 1978 (Jun.) – sob proposta da Comissão Organizadora do Instituto de Salvaguarda do Património Cultural e Natural e com Despacho do Secretário de Estado da Cultura a quinta de Valflores é classificada como Imóvel de Interesse Público, sendo logo determinado que se procedam a estudos no sentido de definir uma ampla zona especial de protecção; 1979 (Out.) – os estudos para a definição da área envolvente a proteger são realizados com a DGEMN, à data apontando-se a necessidade de, além de cuidar da preservação da envolvência, ser absolutamente urgente obviar ao péssimo estado de conservação do imóvel, sob pena de, inclusive, vir a desaparecer totalmente o que resta da cobertura mudéjar da sala principal; 1979 (Dez.) – a SEC (DG do Património Cultural), através da Câmara Municipal de Loures, notifica o proprietário do imóvel; 1980 (Fev.) – o edifício conhece uma vistoria dos técnicos da DGEMN e da CMLoures, da qual surge um plano de intervenção: consolidação estrutural, reconstrução de coberturas e restauro dos tectos primitivos (ocultos por outros mais recentes); do tecto mudéjar já nada restava; 1982 – é publicada a Zona Especial de Protecção; 1997 – um Despacho do Ministro da Cultura de 16 Setembro fixa nova ZEP, vendo-se a zona subtraída da área non-aedificandi e o seu perímetro parcialmente reduzido; 1998 – a S. é rasgado o IC10, cujo traçado obriga a amputar parte da quinta que se estendia até à EN115; 2000 – a propriedade deixou de ser objecto de exploração económica e o estado de ruína do seu edifício, por abandono progressivo, continua a acentuar-se; 2001/ Jan – abatimento de colunelo, sendo este recolhido e transportado pela Associação de Defesa do Património Ambiental e Cultural de Santa Iria de Azóia; 2001/ Set /24 – derrocada parcial da vasta arcada do 2º piso da fachada principal, e que se encontram recolhidos e à guarda do proprietário; 2005 – está em curso processo de aquisição do imóvel pela C.M. de Loures”

Pedido de Reclassificação da Quinta de Valflores como Monumento Nacional (MN) pela C. M. de Loures em 2001.

Autor e Data: Paula Noé 1991 / Filomena Bandeira 2000”

2005

31-12-2005 00:00

 

POSITIVO

NEGATIVO

AMBIENTE

Início da Recolha Selectiva de Resíduos Orgânicos, uma iniciativa da Valorsul em que o Município de Loures também participa A inexplicável ausência de Plano Director Municipal no Concelho. O PDM anterior esgotou-se em 2004 e em 2005 já não havia PDM válido e legítimo

PATRIMÓNIO

O trabalho sistemático de defesa e intervenção requalificadora do Património, pela Junta de Freguesia de Santo Antão do Tojal Inexistência de Carta do Património Cultural do Concelho.