2012

A atual Direção da ADAL, eleita em Março de 2012, propôs-se prosseguir com os programas e projetos que a associação vinha desenvolvendo, prestando melhor atenção aos aspetos da divulgação, através de uma utilização mais adequada dos meios ao seu dispor, designadamente site e redes sociais, com a finalidade de assegurar um contacto mais regular e atualizado com os seus sócios e amigos, bem como com a comunicação social.

Igualmente se propôs reforçar o seu papel de vigilância e advertência sobre problemas ambientais e patrimoniais locais que de alguma forma contrariassem os objetivos de uma gestão sustentável do território, colocando em causa o bem estar das populações.

Se é possível fazer uma apreciação positiva relativamente ao primeiro propósito, já relativamente ao segundo nos parece termos ficado aquém do necessário e justificável, como poderemos constatar face ao número reduzido de Posições ou Informações Públicas, instrumentos preferenciais para a denúncia de situações e ocorrências negativas observadas no território concelhio (Loures).

No domínio do reforço dos contactos com os sócios e outros munícipes que nos acompanham, realçamos como positivo a regularidade das notícias associadas a efemérides, que se enquadram numa perspetiva de informação e sensibilização para as boas práticas: ao longo do ano a ADAL emitiu 20 notícias divulgadas através de newsletters, utilizando igualmente o site e as redes sociais (facebook) para chegar ao maior número possível de destinatários.

Realizou ainda duas atividades, uma no âmbito do Programa Pelos trilhos do Património e da Natureza (passeio pedestre em Santo Antão do Tojal) e outra no âmbito do Programa Um olhar por dentro (visita ao Núcleo Museológico Luís Serra – Bemposta), ambas com ênfase no património cultural.

No programa Linha de Defesa, os projetos Eco-alerta e Banco de Ideias Anticrise não obtiveram sinais significativos de adesão por parte daqueles a quem se destinam, sendo de questionar a sua manutenção e, em caso afirmativo, em que moldes e com que estratégias de divulgação, com vista a um maior conhecimento destas plataformas de partilha.

Nas Ações de Advertência, onde se enquadram, para além de outras iniciativas, as informações e posições públicas ou promoção de reuniões, destaca-se a concretização, em Março, da seleção do Positivo e Negativo de 2011, tendo merecido destaque os seguintes aspetos:

Positivo – Património: Rota Histórica das Linhas de Torres, com particular ênfase para a inauguração do Percurso Pedestre Alrota – Arpim (Entidade: CM Loures).

Positivo – Ambiente: Intervenção na Ribeira do Prior Velho (Entidade: Simtejo).

Negativo – Património: Enfraquecimento da dinâmica de programação cultural dos Museus.Municipais, de que o respetivo fecho aos domingos constitui um inquietante sinal (Entidade: CM Loures).

Negativo – Ambiente: Insuficiências e deficiências nos serviços de recolha de Resíduos Sólidos Urbanos (Entidade: SMAS de Loures).

Quanto a Posições Públicas emitidas, foram em número de três, tendo sito tratados os seguintes aspetos: Positivo e Negativo de 2011, Rede de Museus Municipais de Loures e Frente Ribeirinha do Tejo em Loures.

Nos contactos institucionais, a nova Direção da ADAL privilegiou a Câmara Municipal de Loures, designadamente os vereadores do Ambiente e da Cultura, não só com a finalidade de apresentar os novos Órgãos Sociais, mas também para analisar assuntos que já tinham justificado contactos anteriores e que se encontravam sem resposta ou sem desenvolvimentos.

Assinalamos como lamentável o facto de nenhuma das cartas enviadas pela ADAL ter merecido resposta, e não podemos deixar de interpretar esta atitude como uma manifestação de falta de sensibilidade e de capacidade da atual administração autárquica para prosseguir um diálogo aberto e responsável com a única associação de defesa do ambiente e do património, com estatuto de ONGA, existente no município.

Um Olhar por Dentro … do Núcleo Museológico Luís Serra

A ADAL organiza uma visita ao Núcleo Museológico Luís Serra, na Bemposta*, no dia 24 de novembro – sábado – às 15 horas.

Núcleo Museológico Luís Serra é um espaço dedicado à preservação e divulgação do folclore da região saloia de Loures, resultante da atividade de recolha, estudo e salvaguarda dos costumes tradicionais por parte do Rancho de Folclore e Etnografia “Os Ceifeiros da Bemposta”.

O acervo expositivo deste núcleo museológico integra peças raríssimas do quotidiano saloio, apresentando peças de traje, algumas com mais de um século, alfaias e transportes agrícolas, louças e mobílias.

Contamos com a vossa participação!

ADAL no âmbito da sua missão de defesa do equilíbrio ambiental e do património cultural!

Inscrições gratuitas aqui ou para o email adaloures@gmail.com até dia 22 de novembro

* Morada: Rua da Capela, 1, na Bemposta, freguesia de Bucelas

Vamos Conhecer o Património de Santo Antão do Tojal

O convite foi lançado e os amigos da ADAL aceitaram-no! Obrigada pela Vossa companhia!

Numa manhã típica de Outono, com sol e chuva a espreitarem por entre as nuvens altas, este grupo de 25 pessoas ouviu as histórias e factos narrados por José Júlio Morais, Comissário de Turismo de Santo Antão do Tojal, ex-Presidente desta autarquia, freguês e morador, conhecedor, defensor e apaixonado pelo valioso património desta freguesia de Loures.

Neste percurso pedestre de cerca de 2 horas, em ritmo de passeio e conversa informal, houve tempo para conhecer figuras chaves da terra – como Avelar Brotero e Augusto Dias da Silva – para visitar património cultural e patrimonial – como o Cruzeiro, a Igreja Matriz, o Palácio dos Arcebispos, o Palácio Fonte-Monumental, o Chafariz dos Arcos, entre outros – para perceber o esforço de valorização patrimonial no qual também a população se envolveu e ainda para observar e fotografar estes registos de identidade local.

Reiteramos os agradecimentos ao nosso guia pela agradável manhã e deixamos um agradecimento especial também à Junta de Freguesia de Santo Antão do Tojal, que apoiou esta visita e brindou todos os participantes com um mapa roteiro da freguesia, para que a memória do património perdure.

Esta é uma das freguesias que é insensato e despropositado acabar ou integrar noutra. Perder-se-ia o sentido da história e séculos de referências.