Os vizinhos do Parque de Contentores da Apelação vêm manifestando repúdio e preocupação com a presença e funcionamento de um parque de contentores ilegal localizado junto à N250 na Apelação, onde, para além do armazenamento, se procede à reparação e modificação de contentores com recurso a trabalhos de decapagem metálica, metalo-mecânicos e de pintura a céu aberto, pondo em risco a saúde pública e o ambiente.
A ADAL associou-se a esta justa reclamação daqueles que sofrem quotidianamente os efeitos perniciosos dos problemas emanados desta unidade industrial ilegal.
O referido parque de contentores, ilegal, como já confirmou oficialmente a Câmara Municipal de Loures, vem causando sérios impactos ambientais e sociais, entre os quais destacamos:
- Instalação de actividade sem licença
- Impermeabilização não autorizada do solo
- Ocupação de área da Reserva Agrícola Nacional, de Reserva Ecológica Nacional e do Domínio Hídrico.
- Actividades de decapagem de contentores marítimos, com:
- Contaminação do solo
- Contaminação de linha de água
- Contaminação do ar
- Produção de resíduos perigosos
- Impacto negativo na qualidade de vida da população residente
- Riscos para a saúde pública
- Impactos sobre vegetação, árvores de fruto e outras
- Impactos sobre fauna e flora silvestres
- Poeiras lançadas sobre a Entrada Nacional 250 e paragens de autocarros próximas
- Provável contaminação de lençóis freáticos
- Aumento da insegurança viária

Vários jornalistas e órgãos de comunicação social se têm mostrado sensíveis à demonstração dos problemas que decorrem daquela laboração imprópria e perigosa e têm manifestado a sua perplexidade com a tolerância das autoridades.
A nossa Associação, os vizinhos do parque, os utentes dos transportes públicos e da estrada nacional 250, bem como vários cidadãos preocupados com o bem estar colectivo têm manifestado o seu apoio, através de um abaixo-assinado que está a circular, à denúncia da situação e à exigência da sua resolução.
Todos esperam que a Câmara Municipal de Loures, designadamente, não adopte um duplo critério regulamentar em que nuns locais exige a demolição de barracas de habitação com fundamentos sanitários e, noutros, permita a existência de actividades nocivas à saúde da população, sem idêntica actuação.
Espera-se, por isso, transparência nas decisões administrativas relacionadas com o caso, o respeito escrupuloso pelos instrumentos de planeamento ao nível municipal, regional e nacional e o envolvimento da comunidade nas discussões sobre o uso e ocupação do solo na nossa região e a exigência do respeito da saúde de todos e cada um.



Os corruptos camarários, como do mesmo. Onde anda a ASAE? Estrada toda partida até Sacavém.