Água suporte da vida, água para a vida

O Município de Loures é percorrido por uma vasta rede hidrográfica e integra-se na sub-bacia Estuário, da Rede Hidrográfica do Tejo.

As actividades humanas têm vindo a ser identificadas como uma das maiores ameaças ambientais, sociais e económicas que o planeta e a humanidade enfrentam.

A mudança climática provocada tem especial destaque nas emissões de gases com efeito de estufa e nas alterações muito significativas no uso do solo.

As perspectivas de evolução do clima ao longo do século XXI, apresentadas para 2100, prevêem, em geral, um aumento da temperatura do ar durante o período de Verão entre 4 e 6ºC e no período de Inverno entre 2 e 3ºC, e um aumento da precipitação durante os meses de Inverno e uma diminuição acentuada da precipitação no período de Verão e Outono.

Neste cenário de alterações, prevê-se também uma maior incidência de fenómenos extremos, com o aumento de episódios de precipitação intensa durante curtos períodos no Inverno e o aumento do número de dias consecutivos com temperaturas máximas acima dos 35ºC, que poderão passar de cerca de 10 a 20 dias, para 30 a 40 dias consecutivos

Antevê-se, portanto, que as alterações previstas para o clima tenham impactos substantivos nos recursos hídricos, em especial na diminuição das disponibilidades hídricas, no aumento de eventos meteorológicos extremos, na degradação da qualidade da água e, paralelamente, no aumento do seu consumo.

Por outro lado, os estudos indicam que, embora rica em recursos hídricos superficiais e subterrâneos, a região está submetida a perdas elevadas de água, quer nos sistemas urbanos, quer, principalmente, nos sistemas agrícolas.

Estas razões conjugadas, determinaram a preocupação e a iniciativa da ADAL de lançar o projecto “LRS – águas mil” que se constitui em iniciativa de cidadania, desencadeando o alerta e a exigência às autoridades públicas, aos agentes económicos e aos cidadãos, sobre a incontornável necessidade de desenvolver, desde já, acções objectivas de poupança e protecção para a sustentabilidade dos recursos hídricos, sejam eles superficiais ou subterrâneos, e nas quais ninguém está dispensado de se envolver e participar.

A água é o suporte básico da existência, todos precisamos de água para a vida.

Mais um passo dado na reabilitação do Palácio e Quinta de Valflores

A ADAL é, desde 2016, parceira da Câmara Municipal de Loures no processo de salvaguarda, valorização e reabilitação da Quinta e Palácio de Valflores, no âmbito da candidatura ao POR Lisboa. 

Concluída em 2020 a primeira fase do projecto de intervenção no Palácio de Valflores, a qual permitiu a consolidação estrutural do edifício do século XVI, foi já adjudicada pela Câmara Municipal a empreitada referente à segunda e à terceira fases da obra, relativas ao restauro e protecção dos elementos arquitectónicos. Finda esta fase, com duração aproximada de um ano, será possível realizar visitas públicas a todos os espaços que constituem o Palácio. 

Em reunião com a Câmara Municipal de Loures, realizada no dia 10 de Março, a ADAL foi informada sobre os estudos e análises em curso para definição das funções futuras do equipamento, tendo aproveitado a oportunidade para reiterar a proposta já apresentada em 2014, que aponta para a ideia de criação de um pólo universitário de investigação ambiental em Loures.

Palácio Valflores, ca(u)sa nossa!

Causas da ADAL em debate com a Câmara Municipal de Loures

Na consolidação da missão e inerente plano de actividades que a ADAL definiu e que caracterizam a sua actuação, o relacionamento institucional com a Câmara Municipal de Loures assume uma importância decisiva para a dinâmica de algumas acções promovidas em prol do ambiente e cultura local.

No dia 19 de Novembro, a ADAL reuniu com os Presidente e Vice-Presidente da autarquia para debate de temas relacionados com as causas que a Associação tem vindo a defender, com destaque para o Paul das Caniceiras.

Aproveitou ainda a oportunidade para partilhar as preocupações motivadas pela recente concessão feita pela IP-Infraestruturas de Portugal do parque sul do Complexo Ferroviário da Bobadela, em contraciclo com o curso de conversão e requalificação da Frente Ribeirinha do Tejo em Loures. 

ADAL denuncia retrocesso na requalificação da Frente Ribeirinha do Tejo no Concelho de Loures NÃO MAIS CONTENTORES

Foi recentemente publicamente conhecido que a IP – Infraestruturas de Portugal concessionou de novo o parque sul do Complexo Ferroviário da Bobadela, em contra-ciclo com o curso de conversão e requalificação da Frente Ribeirinha do Tejo em Loures.

A insensata decisão e o seu despropósito são não apenas surpreendentes, como susceptíveis de configurar grave penalização para o Estado português e os contribuintes, quando é sabido que as Câmaras Municipais de Loures e Lisboa e o Governo português pretendem acolher naquele espaço as Jornadas Mundiais da Juventude a realizar em 2022.

Ao realizar uma concessão por cinco anos com possibilidades de renovação por mais dois anos, a IP-Infraestruturas de Portugal, está a criar condições para que o operador privado de contentores venha a receber uma importante indemnização, caso venha a ser removida a sua concessão para a implantação das infraestruturas das Jornadas Mundiais da Juventude.

Esta decisão inqualificável, pelos prejuízos, atrasos e condicionamentos que provoca à requalificação da Frente Ribeirinha, ao ambiente da zona oriental de Loures e à qualidade de vida das populações, é merecedora do mais veemente protesto e exige uma actuação imediata, firme e inequívoca do Governo, que tutela a IP – Infraestruturas de Portugal.

A ADAL- Associação de Defesa do Ambiente de Loures vem, há anos, tornando públicas as suas preocupações com a situação de pressão desqualificadora na Frente Ribeirinha do Tejo em Loures e rejeita liminarmente que no preciso momento em que se vão reunindo condições objectivas para encetar o ordenamento, qualificação e usufruto do espaço, haja quem, à revelia da vontade política das autoridades locais e centrais, actue como um estado dentro do Estado, ignorando todos os sinais públicos, todas as justas aspirações manifestas, todos os objectivos de  desenvolvimento sustentável.

O que se exige para a Frente Ribeirinha do Tejo em Loures, é:

  1. Erradicar os problemas da desqualificação territorial, ambiental e económica e acção mitigadora dos impactos das actuais actividades, impedindo ali novas actividades inadequadas e impróprias de um espaço de elevada nobreza e valor ambiental;
  2. A elaboração urgente de um Plano de Ordenamento para a Frente Ribeirinha do Tejo, como instrumento de gestão sustentável do território e alavanca de protecção ambiental e de desenvolvimento económico equilibrado;
  3. Reunir sob os mesmos propósitos, o governo, as autarquias, as empresas e os cidadãos em ordem à valorização da frente Tejo nas suas diferentes dimensões, das económicas às lúdicas, das ambientais às turísticas.

NÃO MAIS CONTENTORES.
LOURES TAMBÉM TEM TEJO !