Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação | 17 de Junho

Dia Mundial do Combate à Seca e à Desertificação é celebrado como forma de sensibilização para uma maior cooperação, entre países, no combate à desertificação e efeitos da seca na vida das populações.

A data foi instituída pela Assembleia-Geral das Nações Unidas, em 1994, por ocasião da aprovação da Convenção das Nações Unidas sobre a Luta contra a Desertificação. A ameaça da desertificação é um problema que afeta um terço da superfície da terra e interfere na vida de milhões de pessoas.

ADAL reconhece que cuidar dos nossos solos equivale a cuidar da vida na Terraporém sem modos de produção sustentáveis e sem um consumo responsável torna-se difícil encontrar o rumo certo.

Recorde-se que as zonas áridas são áreas de enorme produtividade e diversidade biológica e que a sua proteção e regeneração são determinantes para combater a desertificação e a degradação dos solos e para atenuar os efeitos da seca.

Dia Mundial dos Oceanos | 8 de Junho

Dia Mundial dos Oceanos é recordado com o propósito de evocar a sua importância no equilíbrio ecológico da terra e prestar-lhes um tributo sobre os produtos que fornecem.

Esta efeméride teve início em 1992, durante a Cimeira da Terra (Conferência do Rio 92), e é comemorada anualmente sob a égide da Comissão Oceanográfica Intergovernamental da UNESCO.

Apesar de Loures não ter oceano, a ADAL recorda este Dia, alertando para o papel fundamental dos oceanos no equilíbrio ecológico do planeta. Afinal os rios correm para o mar e os mares enchem os rios!

… “uma pescadinha de rabo na boca”, o que nos remete para a problemática do consumo excessivo de peixe e consequente redução das espécies e risco de extinção de muitas delas. E aqui tod@s podemos ter um papel importante, não consumindo peixe no seu período de reprodução.

Dia Mundial do Ambiente

Dia Mundial do Ambiente é comemorado com o intuito de assinalar ações positivas de proteção e preservação do ambiente e alertar as populações e os governos para a necessidade de preservar o ambiente.

Esta efeméride teve início em 1972, ano em que começaram as Conferências das Nações Unidas sobre o meio ambiente, e todos os anos as Nações Unidas apresentam um tema, sendo o tema do presente ano “Economia Verde: Será que isso o inclui?”.

ADAL comemora o Dia do Ambiente 2012 com a entrega dos certificados relativos à 5ª edição do Positivo & Negativo (referente ao ano 2011), ação através da qual se destacam anualmente factos relevantes que marcaram a área do Ambiente, procurando assim apoiar e estimular as melhores práticas, bem como denunciar as que que se apresentam em contradição com o interesse e bem-estar coletivos.

O facto positivo é atribuído à Simtejo, pela Intervenção na Ribeira do Prior Velho, e o facto negativo aos Serviços Municipalizados de Loures, resultante das insuficiências e deficiências nos serviços de recolha de Resíduos Sólidos Urbanos.

Hoje, 2 de Fevereiro, comemora-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas

Esta data coincide com aquela em que, em 1971, foi assinada a Convenção de Ramsar (Irão) que define as zonas húmidas como “zonas de pântano, charco, turfeira ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas cuja profundidade na maré baixa não exceda os seis metros”.

As condições para a selecção destes sítios estão relacionadas com

  • Representatividade e unicidade do ecossistema;
  • Valores da fauna e flora;
  • Importância na conservação de aves aquáticas;
  • Importância na conservação de peixes

Sendo ecossistemas muito sensíveis, encontram-se gravemente ameaçados, a nível mundial, por circunstâncias de expansão urbanística, industrialização, intensificação da agricultura, pesca e piscicultura, caça ilegal, poluição, abandono e turismo desregulado, entre outros factores.

Em Portugal…

Em Portugal estão identificadas cerca de 50 zonas húmidas, mas só 28 preenchem os requisitos para integrarem a lista da Convenção sobre Zonas Húmidas: 16 em Portugal continental e 12 nos Açores. Estes locais já se encontram mencionados em http://www.ramsar.org/doc/sitelist.doc

Apesar de estarem definidas medidas para a sua protecção, estas zonas continuam a exigir uma atenção especial devido aos perigos que ainda as afectam.

(Fonte: Ponto focal da Convenção de Ramsar para Portugal – ICNB)

No concelho de Loures…

No concelho de Loures ainda existe um pequeno paul, o Paul das Caniceiras, que, apesar do insuficiente cuidado e pouca atenção que lhe têm sido dedicadas, ainda constitui um importante refúgio para diversas espécies de aves aquáticas.

O Paul das Caniceiras fica a cerca de 2 km a leste da Urbanização do Infantado, na Várzea de Loures, já na Freguesia de Santo Antão do Tojal. http://www.panoramio.com/photo/8360263

São vários os problemas que afectam e põem em risco este habitat, desde logo as contaminações por escorrências provenientes de terrenos agrícolas e das estradas situadas nas proximidades, as descargas pontuais de fossas, a sobre extracção de água para irrigação de áreas agricultadas…mas também a falta de reconhecimento do seu valor ambiental.

Perante as ameaças que esta zona húmida enfrenta, é realmente urgente e prioritária a adopção de medidas concretas com vista à conservação deste ecossistema, designadamente o cumprimento da legislação e das disposições regulamentares aplicáveis, o desenvolvimento de um plano de ordenamento e de gestão, a realização de intervenções de recuperação, que contemplem um usufruto regulado e sustentável por parte de visitantes, a par da divulgação, sensibilização e educação ambientais.

É portanto com grande esperança e expectativa que a ADAL acompanhará os desenvolvimentos, em Loures, das acções previstas no âmbito do Projecto Naturba (aprovado em Junho de 2009 e com conclusão em Novembro de 2011), o qual reconhece e prevê a valorização da singularidade paisagística e biológica desta zona húmida, no contexto da Várzea de Loures.

http://www.cm-loures.pt/doc/projectos/naturba/naturba.pdf

Se esta pequena zona húmida resistir às ameaças a que tem estado sujeita, poderá continuar a cumprir a sua.

Se bem gerida, poderá igualmente ser usufruída e valorizada enquanto importante ponto de observação de aves, e de desenvolvimento de actividades educativas e de lazer, na Natureza.

Não podemos perder esta oportunidade!

Neste Dia Mundial das Zonas Húmidas, a ADAL compromete-se a manter este assunto em agenda e apela a todos os munícipes para que se mantenham igualmente vigilantes.