NOTA DE CONCLUSÕES | Cimeira pelo Património de Santo Antão do Tojal

As entidades participantes na Cimeira pelo Património de Santo Antão do Tojal, realizada em 17 de Abril de 2026 no Palácio dos Arcebispos, em Santo Antão do Tojal, considerando os desafios comuns identificados ao longo do debate acordam nas seguintes conclusões:

  1. Verificou-se uma participação empenhada de todas as entidades com responsabilidades ou relação com o património de Santo Antão do Tojal;
  2. Ocorreu um reconhecimento da valia muito relevante do património material e imaterial de Santo Antão do Tojal;
  3. É vontade comum às partes aprofundar estudos, proteger e valorizar o conjunto patrimonial de Santo Antão do Tojal e cada um dos seus elementos;
  4. Constatou-se que os utilizadores do património construído têm projectos concretos para o seu bom uso e desenvolvimento de actividades que vivificam os elementos patrimoniais e a comunidade;
  5. Existe uma perspectiva partilhada de que a Zona Especial de Protecção (ZEP) precisa ser revista e alargada para incluir o património actualmente não considerado;
  6. As partes afirmam a sua disposição em prosseguir contactos activos que possam conduzir a medidas e projectos concretos de salvaguarda e valorização do património de Santo Antão do Tojal.

ADAL e Junta de Freguesia de Lousa reúnem a propósito do património natural e hídrico

A Direção da ADAL reuniu recentemente com o Presidente da Junta de Freguesia de Lousa para abordar a salvaguarda de dois marcos fundamentais da biodiversidade e geologia local da freguesia e concelho: a Estação da Biodiversidade de Fontelas e a Diáclase das Salemas.

Sensível às preocupações transmitidas pelos munícipes, a ADAL propôs a colocação de sinalização informativa na Diáclase das Salemas. Esta sugestão foi prontamente acolhida pela Junta de Freguesia, que vê nesta medida uma forma de valorizar o sítio e reforçar o combate à deposição ilegal de resíduos e ao uso indevido do espaço. No que toca a Fontelas, a Junta de Freguesia (JF) confirmou que mantém a manutenção regular do espaço, prevendo ainda a recuperação de um tanque histórico; contudo, assinalou que a gestão da Estação da Biodiversidade é da competência direta da Câmara Municipal de Loures.

A reunião revelou também haver concordância da presença de um elevado potencial para o turismo sustentável e pedagógico nas Minas de Água de Monte Gordo. Uma destas minas, que alimenta seis fontes da vila, e uma outra de água férrea, são alvos de interesse para a eventual criação de percursos didáticos. A ADAL comprometeu-se a realizar, em breve, uma visita ao local para ajudar a equacionar estratégias de valorização deste património hídrico e a partilhar o levantamento técnico do percurso “Por Terras de Lousa”, realizado pela associação em 2022.

Na ótica da ADAL, a preservação destes locais não é apenas uma questão ambiental, mas um pilar essencial da identidade cultural de Lousa e do Concelho de Loures.

A ADAL prossegue assim estreitos contactos com as autarquias procurando sensibilizar todas e cada uma para a potenciação dos valores naturais e patrimoniais do Concelho.