ADAL propõe Palácio de Valflores e Sifão do Canal do Alviela para selos postais em 2022

Pelo segundo ano consecutivo, a ADAL remeteu aos CTT – Correios de Portugal SA sugestões de temas para ilustrar os selos postais.

Para lá de reiterar a proposta do Sifão do Canal do Alviela, foi ainda justificado o destaque merecido ao Palácio de Valflores, em Santa Iria de Azóia.

O Palácio de Valflores é um elemento patrimonial com grande importância histórica e arquitectónica não só para o Concelho de Loures, mas também para a região.

Trata-se de um valor único na região de Lisboa, uma vez que estamos perante um imóvel que conservou, até à actualidade, as principais características de uma casa renascentista, onde se destaca a sua magnifica loggia, enquadrada por arcos assentes em colunelos, virada ao rio Tejo. Este exemplar da arquitectura residencial renascentista em Portugal está classificado como Imóvel de Interesse Público, desde 1982 (DR, 1.a série, n.o 47 de 26 Fevereiro 1982), o que corrobora o seu valor.

O edifício foi mandado construir por Jorge de Barros e Vasconcelos, entre 1532 a 1558, depois do seu regresso da Flandres, onde exerceu o cargo de feitor do rei D. João III. O palácio mostra uma organização espacial concebida a partir de uma divisão essencial: piso térreo reservado a lojas e pavimentos superiores para habitação.

Recentemente foi concluída uma importante fase de obras de consolidação e conservação que o salvou da ruína e possível colapso. Recordamos que, em 2015 o Palácio de Valflores chegou a integrar uma lista dos monumentos mais ameaçados da Europa, elaborada pela organização de defesa do património Europa Nostra.

O esforço dos poderes públicos e da sociedade civil em assegurar a salvaguarda e a valorização deste importante bem reforça o nosso pedido, junto da Vossa instituição, no sentido da emissão de um selo, como contributo não só para a sua valorização, mas também para a sua divulgação junto do público.

Aguardamos com expectativa a inclusão da(s) proposta(s) no plano filatélico de emissões de 2022.

Exposição de bolso “Santa Iria de Azóia, de Aterro a Parque Urbano – Narrativa ilustrada de um (Re)Nascimento”

A ADAL não podia deixar de se associar ao esforço que a ADPAC vem desenvolvendo com vista ao conhecimento, valorização e salvaguarda de Vale de Flores.

Foi por isso que se associou à iniciativa Dias de Renascimento que ocorreu durante todo o mês de Outubro, celebrando diversas efemérides que ocorrem neste mês, tendo especial significado em Santa Iria de Azóia.

Uma dessas efemérides é o aniversário do Parque Urbano de Santa Iria de Azóia, no dia 21, facto que levou a ADAL a optar por desenvolver o seu contributo em torno da história deste Parque: a exposição de bolso Santa Iria de Azóia, de Aterro a Parque Urbano – Narrativa ilustrada de um (Re)Nascimento.

Assinalamos como muito positiva a iniciativa da ADPAC, pelo que proporcionou quer na valorização do património local, quer nas dinâmicas de cooperação interassociativa.

ZONA ESPECIAL DE PROTECÇÃO DA QUINTA DE VALFLORES | Parecer da ADAL

Na sequência do Anúncio nº 189/2017, A ADAL emitiu parecer no âmbito da Consulta Pública relativo à revisão da Zona Especial de Proteção da Quinta de Valflores, em Santa Iria de Azoia.

No sentido de assegurar a salvaguarda e valorização da Quinta de Valflores, e na perspetiva da sua reclassificação como Monumento Nacional, a ADAL considera que será de maior interesse o desenvolvimento de um Plano de Pormenor de Salvaguarda para o local.

PARECER:

Proposta de revisão, de acordo com o nº2 do artigo 77.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de outubro, da zona especial de proteção (ZEP) da Quinta de Valflores, em Santa Iria de Azoia, União das Freguesias de Santa Iria de Azoia, São João da Talha e Bobadela, concelho de Loures, distrito de Lisboa, fixada pela Portaria n.º 129/99, publicada no DR, II Série, n.º 35, de 11 de fevereiro

Novembro de 2017

Parecer da ADAL – Associação de Defesa do Ambiente de Loures

Relativamente à redefinição de uma zona de proteção para a Quinta de Valflores, com a designação de dois zonamentos (zona 1 e 2), a ADAL manifesta concordância genérica com a proposta apresentada.

Consideramos que as medidas expostas no documento, nomeadamente com a inclusão de uma zona de sensibilidade arqueológica, favorecem um conjunto de ações de salvaguarda e valorização do bem classificado em análise e sua envolvente.

Não obstante a concordância geral, consideramos que a fundamentação para a obliteração da “área non aedificandi” exposta no ponto 7.5.1 a) carece de fundamentação e mesmo de pertinência, designadamente focando os instrumentos de gestão territorial e de defesa do património que constituem as alternativas à salvaguarda que o documento legal visa assegurar. Somos portanto de parecer que deve ser mantida a “área non aedificandi” adequada.

Assinalamos a importância da inclusão da ideia de desenvolvimento do processo de salvaguarda e valorização da Quinta de Valflores, nomeadamente com a alteração da classificação de Imóvel de Interesse Público para Monumento Nacional. A ADAL propõe que na fase de reclassificação deste bem patrimonial se alarguem os limites da zona classificada, de modo a incorporar as estruturas hidráulicas preexistentes, já inventariadas e localizadas junto ao curso de água.

 

ZONA ESPECIAL DE PROTECÇÃO DA QUINTA DE VALFLORES

Na sequência do Anúncio nº 189/2017, A ADAL emitiu parecer no âmbito da Consulta Pública relativo à revisão da Zona Especial de Proteção da Quinta de Valflores, em Santa Iria de Azoia.

No sentido de assegurar a salvaguarda e valorização da Quinta de Valflores, e na perspetiva da sua reclassificação como Monumento Nacional, a ADAL considera que será de maior interesse o desenvolvimento de um Plano de Pormenor de Salvaguarda para o local.

PARECER:

Proposta de revisão, de acordo com o nº2 do artigo 77.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de outubro, da zona especial de proteção (ZEP) da Quinta de Valflores, em Santa Iria de Azoia, União das Freguesias de Santa Iria de Azoia, São João da Talha e Bobadela, concelho de Loures, distrito de Lisboa, fixada pela Portaria n.º 129/99, publicada no DR, II Série, n.º 35, de 11 de fevereiro

Novembro de 2017

Parecer da ADAL – Associação de Defesa do Ambiente de Loures

Relativamente à redefinição de uma zona de proteção para a Quinta de Valflores, com a designação de dois zonamentos (zona 1 e 2), a ADAL manifesta concordância genérica com a proposta apresentada.

Consideramos que as medidas expostas no documento, nomeadamente com a inclusão de uma zona de sensibilidade arqueológica, favorecem um conjunto de ações de salvaguarda e valorização do bem classificado em análise e sua envolvente.

Não obstante a concordância geral, consideramos que a fundamentação para a obliteração da “área non aedificandi” exposta no ponto 7.5.1 a) carece de fundamentação e mesmo de pertinência, designadamente focando os instrumentos de gestão territorial e de defesa do património que constituem as alternativas à salvaguarda que o documento legal visa assegurar. Somos portanto de parecer que deve ser mantida a “área non aedificandi” adequada.

Assinalamos a importância da inclusão da ideia de desenvolvimento do processo de salvaguarda e valorização da Quinta de Valflores, nomeadamente com a alteração da classificação de Imóvel de Interesse Público para Monumento Nacional. A ADAL propõe que na fase de reclassificação deste bem patrimonial se alarguem os limites da zona classificada, de modo a incorporar as estruturas hidráulicas preexistentes, já inventariadas e localizadas junto ao curso de água.