A propósito da Semana Europeia da Mobilidade 2026 | Mobilidade para todos

A ADAL – Associação de Defesa do Ambiente de Loures, no âmbito da Semana Europeia da Mobilidade, que decorre de 16 a 22 de setembro, torna pública a sua posição sobre a urgência de uma mobilidade verdadeiramente inclusiva e intergeracional no concelho de Loures.

Uma campanha europeia, um desafio local.

A Semana Europeia da Mobilidade é a principal campanha Europeia para a sensibilização sobre mobilidade urbana sustentável, coordenada em Portugal pela Agência Portuguesa do Ambiente.

A edição de 2026, tem como tema “Mobilidade para todos – Justiça entre gerações” e convida as cidades e comunidades a desenvolver sistemas de transporte acessíveis, inclusivos e capazes de responder às diferentes necessidades de crianças, jovens, adultos e idosos.

Garantir mobilidade para todos significa assegurar que todas as pessoas têm acesso a opções de transporte sustentáveis, independentemente dos seus rendimentos, localização, género ou capacidades.

A ADAL e a mobilidade sustentável

Enquanto associação dedicada às causas do Ambiente e do Património no concelho de Loures, a ADAL tem vindo a afirmar o seu compromisso com os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, considerando-os como vertentes fundamentais de trabalho na construção de um território mais justo e sustentável.

A ADAL partilha as preocupações quanto à importância e gravidade de questões como as alterações climáticas, o esgotamento dos recursos naturais e a persistência das desigualdades económicas e sociais. Neste contexto, a mobilidade sustentável e inclusiva constitui um pilar essencial para a concretização de vários ODS, desde a saúde e bem-estar até às cidades e comunidades sustentáveis.

A nossa visão para o Concelho de Loures

A ADAL entende que a Semana Europeia da Mobilidade não deve ser apenas um momento formal de narrativas redondas e inconsequentes, mas uma oportunidade para exigir compromissos concretos e duradouros. Neste sentido, vimos:

1. Defender uma mobilidade verdadeiramente inclusiva

A mobilidade para todos exige que se pense nas diferentes necessidades que nos acompanham ao longo da vida – das crianças e jovens aos adultos e às pessoas mais velhas. É fundamental construir sistemas de transporte e espaços públicos capazes de servir, de forma inclusiva, as gerações de hoje sem comprometer as que virão amanhã.

2. Exigir acessibilidade universal nos transportes públicos

As pessoas com mobilidade condicionada, os idosos e as crianças continuam a enfrentar barreiras significativas nas suas deslocações diárias. É urgente garantir que os transportes públicos e o espaço público sejam acessíveis a todos, sem excepção.

3. Promover a mobilidade activa e a intermodalidade

A promoção do transporte público colectivo, bem como a mobilidade pedonal e ciclável, bem como soluções de mobilidade partilhada, devem constituir prioridades.

4. Reforçar a segurança rodoviária

A segurança de peões e ciclistas, especialmente das crianças e dos mais vulneráveis, deve ser uma prioridade absoluta. A criação de condições para que todos possam circular em segurança e conforto é essencial.

5. Valorizar o espaço público como lugar de encontro

A mobilidade sustentável não é apenas uma questão de transporte, mas de qualidade de vida urbana. O espaço público deve ser valorizado como lugar de encontro e convivência e cidadania.

Menos promessas, mais acção

A ADAL insta as entidades públicas com responsabilidades na área da mobilidade – Governo, Área Metropolitana de Lisboa, Câmara Municipal de Loures e Juntas de Freguesia, bem como empresas de transporte – que assumam compromissos concretos e mensuráveis para uma mobilidade mais inclusiva, acessível e sustentável.

Exigimos que os planos e investimentos em mobilidade:

• Tenham lugar nos respectivos orçamentos anuais e plurianuais;

• Garantam a acessibilidade universal;

• Priorizem os modos de transporte com menor impacto ambiental;

• Contemplem as necessidades específicas de todas as faixas etárias;

• Sejam desenvolvidos com a participação activa das populações.

A mobilidade é um direito, não um privilégio.