PERCURSO POR TERRAS DE LOUSA | FONTANELAS

Percurso linear percorrido em Fontelas, na freguesia de Lousa. O ponto
de encontro é junto à Fonte de Carcavelos, local onde é possível
estacionar.


A primeira paragem é a Estação da Biodiversidade, cujo trajeto, com
cerca de um quilómetro, é complementado por nove painéis informativos
com imagens e explicações sobre as plantas e os animais comuns que
ali podem ser observados, a par de um mapa geral do percurso.


Oportunidade para desfrutar da vista e sombra do carvalho-português
ou carvalho-cerquinho, árvore centenária de porte notável, de grande
valor ambiental e paisagista. Foi classicada como árvore de
interesse público em 2008.


Havendo tempo e curiosidade aproveite para conhecer as empresas
de produção de queijos Montiqueijo e Tété, na freguesia de Lousa.
Em ambas as empresas de origem familiar poderá observar o processo
de fabrico do queijo saloio.

Clique aqui para aceder ao folheto da descrição do Percurso.

LRS Águas Mil: A ADAL e os recursos hídricos em Loures

A água é um bem essencial para a vida humana, para o equilíbrio dos ecossistemas, para a produção de alimentos, para a geração de energia e para a economia em geral. As pressões ambientais e económicas colocadas sobre este recurso natural limitado, bem como a sua relação intrínseca com outras prioridades, como a produção de energia, a adaptação às alterações climáticas e o cultivo de alimentos, contribuem para que a gestão da água e dos seus serviços se tenham tornado temas prioritários da agenda internacional.

Assim sendo, toda a legislação desenvolvida para este sector, quer europeia, quer nacional, tem como objetivo alcançar uma proteção das águas superficiais interiores, das águas de transição, das águas costeiras e das águas subterrâneas de modo a:

  • evitar a degradação, proteger e melhorar o estado dos ecossistemas;
  • promover um consumo de água sustentável;
  • reforçar e melhorar o ambiente aquático através da redução ou cessação de descargas, emissões e perdas de substâncias prioritárias;
  • assegurar a redução gradual e evitar o agravamento da poluição das águas subterrâneas;
  • contribuir para mitigar os efeitos das inundações e secas;
  • garantir, em quantidade suficiente, água de origem superficial e subterrânea de boa qualidade, visando uma utilização sustentável, equilibrada e equitativa da água;
  • proteger as águas marinhas e promover a prevenção e eliminação da poluição em ambiente marinho.

Para assegurar a adequada implementação da legislação definida para alcançar estes objetivos, é essencial monitorizar o estado das massas de água, a sua disponibilidade, a utilização de recursos hídricos e outras pressões que são exercidas sobre a água, a ocorrência de inundações e períodos de seca e a qualidade da água para consumo humano.

in https://rea.apambiente.pt/dominio_ambiental/agua?language=pt-pt

A água na fase do seu ciclo terrestre circula sob a forma de águas superficiais e subterrâneas.

A bacia hidrográfica constitui o território a partir do qual as águas fluem para o mar, sendo por isso a unidade preferencial do território onde se deve assegurar a sua gestão sustentável.

O município de Loures acolhe a bacia hidrográfica do rio Trancão, sub-bacia do rio Tejo, marcada pela ocorrência de cheias de grande intensidade.

Não obstante, as preocupações com os recursos hídricos são pertinentes e urgentes em Loures como em todo o mundo. É decisivo, em tempos de preocupantes transformações climáticas em curso, que sejam dadas as respostas preventivas e antecipadas às necessidades futuras, desenvolvendo mecanismos de defesa, preservação e sustentabilidade das águas.

Águas superficiais

Surgem na natureza em forma de nascentes, rios, lagos ou lagoas. As “nascentes” que apresentaram, em geral, melhor qualidade, foram as primeiras a serem exploradas para o abastecimento humano. Mas, com o crescimento demográfico e a consequente crescente procura de água para consumo humano iniciaram-se grandes captações de águas dos rios, lagos e lagoas.

No Concelho de Loures, o rio Trancão é o elemento central da rede hidrográfica constituída por inúmeros afluentes, salientando-se o rio de Loures e as ribeiras das Romeiras, do Boição e o rio Pequeno a norte, e as ribeiras do Mocho e do Prior Velho a Sul. Os principais afluentes do rio de Loures são a ribeira de Pinheiro de Loures, a ribeira da Póvoa, o rio de Lousa e a ribeira de Fanhões.

  • Qualidade da água do Rio Tejo
  • Qualidade da água do Rio Trancão
  • Qualidade da água dos afluentes do Rio Trancão
  • Preservação do nível de água do Paul das Caniceiras
  • Denúncia de descargas ilegais nas linhas de água e exigência de penalizações substanciais aos prevaricadores
  • Recuperação e preservação das margens das linhas de água concelhias, removendo todas as ocupações ilegais e ilegítimas
  • Constituição de galerias ripícolas

Águas subterrâneas

As águas subterrâneas encontram-se em massas e lençóis de águas debaixo da terra. Essas reservas podem ser de grande ou pequena capacidade, de boa ou má qualidade.

A gestão sustentável da água quanto à sua qualidade e quanto à sua quantidade requer a proteção das áreas que apresentam condições favoráveis à infiltração e recarga dos aquíferos. Tais áreas, também exploradas para usos particulares quer no abastecimento doméstico, quer na atividade agrícola, são estratégicas.

Segundo o Atlas de Loures, no concelho de Loures, as áreas preferenciais de infiltração estão principalmente associadas à formação carbonatada do Cretácico associada ao Complexo Vulcânico de Lisboa que se desenvolve na zona envolvente a Montachique e Montemor, e às formações carbonatadas do Jurássico Superior quando associadas a sistemas de falhas, em Bucelas e Freixial.

  • Completa proibição de captações em zonas servidas por rede pública
  • Obrigatoriedade de regularização de antigas captações, poços e minas
  • Pugnar por uma actuação urbanística que não admita impermeabilizações absolutas dos solos urbanos e que assegure a viabilização das infiltrações da água da chuva nos solos e, logo, a recarga dos aquíferos.

Gestão da água em meio urbano

Nos nossos dias um dos maiores desafios, para além de proporcionar o acesso democrático e justo à água potável, é proceder à sua gestão sustentável, social, económica e ambiental.

É um desígnio político elementar a que nenhum agente institucional se pode eximir, a que nenhuma empresa, família ou individuo se pode furtar

  • Oposição às lavagens não essenciais de arruamentos com a proibição de uso de água potável e incremento de reutilização de águas tratadas de ETAR’s
  • Exigir redução substancial das perdas na rede pública de distribuição, através da recuperação das redes de abastecimento e da sua constante monitorização com meios tecnológicos adequados
  • Reclamar por Regulamentos e fiscalização municipal que impeçam o uso indevido de água potável pública para lavagem de viaturas na via pública, e abastecimentos irregulares, nomeadamente a actividades agro-pecuárias e empresas do sector secundário e terciário
  • Requerer regulamentação e atuação urbanística que promova a criação e zonas verdes com espécies autóctones e de baixo consumo de água
  • Pugnar por um sistema de tarifas penalizador de consumos excessivos quer no domínio doméstico, quer no domínio dos consumidores empresariais
  • Oposição absoluta a implantação de campos de golfe no Concelho de Loures
  • Propor que o Regime Jurídico da Urbanização e Edificação imponha aos agentes de construção a adopção nos edifícios, de sistemas de poupança e reaproveitamento das águas usadas, bem como sistemas de captação, armazenamento e uso ulterior da água da chuva.
  • Propor que sejam estudados e implementados sistemas públicos de aproveitamento, armazenagem e uso das águas pluviais.

Clique para download do documento em formato PDF.

Assembleia Geral aprova Plano de Actividades e Orçamento para 2022

A ADAL reuniu em Assembleia Geral Ordinária no dia 14 de Dezembro, tendo sido aprovado o Plano de Actividades e Orçamento para o ano de 2022.

Da avaliação que se faz do ano que agora termina, no decurso do qual ainda se verificaram importantes perturbações decorrentes da pandemia COVID19, mantemos a convicção de que, embora com algumas dificuldades e com a necessidade de lidar com factores imprevisíveis, teremos condições para dar continuidade ao que acreditamos ser essencial, no quadro dos objectivos genéricos da Associação, particularmente no que respeita às suas principais causas, mantendo um espírito construtivo na abordagem dos problemas e continuando a granjear a confiança dos associados, dos parceiros e da comunidade em geral.

A proposta de Plano de Actividades e Orçamento / 2022 que a Direcção da ADAL apresentou à Assembleia Geral Ordinária de 14 de Dezembro de 2021 organiza-se na habitual matriz construída em torno de seis eixos:

  1. Consolidação associativa
  2. Comunicação
  3. Relações institucionais
  4. Parcerias e colaborações
  5. Programa Linha de Defesa
  6. Efemérides

Na consolidação associativa, para além das actividades habituais, diligenciar-se-á no sentido de reatar o contacto com os associados que a campanha de actualização de dados efectuada em 2021 veio a evidenciar como estando há muito arredados do processo de comunicação regular com a associação. Consideramos de extrema importância concluir este processo e retomar a relação com os vinte associados identificados neste grupo. Por outro lado, consideramos uma prioridade a captação de novos associados.

Continuando a assumir que a intervenção da ADAL tem essencialmente um caracter de advertência relativamente quer às causas, quer aos problemas nos domínios do Ambiente e do Património que vão sendo identificados no território, a comunicação deve continuar a exigir-nos a maior atenção, dando a conhecer as causas que defendemos, as soluções que preconizamos e as diligências que tomamos, para além de informar regularmente sobre os recursos ambientais e patrimoniais do território e sensibilizar para a necessidade da sua defesa e preservação.

Mantemos a convicção de que o estabelecimento de relações institucionais assentes na confiança serão importantes contributos para a resolução dos problemas verificados no território pelo que continuaremos a privilegiar essa postura, com espírito crítico, construtivo e colaborativo.

Com o Programa Linha de Defesa, que integra um conjunto diversificado de actividades – percursos pedonais, visitas, edição de informações e posições públicas e de exposições de bolso, elaboração de pareceres, prestação de informação sobre os desenvolvimentos verificados no âmbito das causas e os projectos participativos, como o Eco Alerta e Positivo e Negativo do Ano – continuaremos a desenvolver, na medida das nossas disponibilidades e de acordo com o evoluir da situação pandémica, algumas actividades de grupo com caracter presencial que proporcionem o convívio e o conhecimento do concelho de Loures e dos seus valores ambientais e patrimoniais. 

Sempre que se justifique daremos relevância a determinadas efemérides associadas a temas e problemáticas locais, ou que, enquadrando-se numa escala de carácter nacional ou internacional, tenham alguma relação directa ou indirecta com a escala local.

JUNTE-SE a nós na defesa do ambiente e do património local!

Um olhar por dentro no Museu da Água

A ADAL realizou, no passado dia 27 de Novembro, mais uma etapa deste seu programa
de acção, anualmente consignado no plano de actividades da Associação.

“Um olhar por dentro” ao Museu da Água, classificado pela DGPC, desde 2010 como Conjunto de Interesse Público, foi a proposta da ADAL que levou à Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, 11 associados.

A Dr.ª Margarida Ramos, Técnica Superior do Museu, orientou de forma muito cativante e competente as duas partes da visita. A primeira, na interpretação e conhecimento de todo o processo histórico que nos tráz Água desde há milénios; Mesopotâmia, Egipto Faraónico, Roma e Lisboa ao longo de todos os séculos, com o momento crucial a partir de D. João V…, o Aqueduto das Águas Livres, as fontes da cidade de Lisboa e o abastecimento a toda a área metropolitana.

A segunda parte consistiu na observação das quatro máquinas a vapor (oficinas de E.W.Windsor, de Ruão, França) que eram acionadas por cinco caldeiras alimentadas a carvão. Máquinas que elevavam a água do rio Alviela, armazenadas depois no reservatório dos Barbadinhos que abastecia outros reservatórios e cisternas. Funcionaram entre 1880 e 1928. Foi-nos dado a observar, durante alguns minutos, uma das máquinas a laborar.

No final, no balanço da iniciativa que foi exclusiva para a ADAL (aos fins de semana no
museu não está aberto), o grupo exprimiu o seu agrado pela excelente visita, num museu muito interessante e actual, que a ADAL enquadra também na sua causa LRS Águas MIL, como experiência de conhecimento.

Porque, depois de podermos observar e manipular o importante painel “Água
Invisível”, a nossa ‘Atitude’ face à Água vai ter forçosamente outras interpretações e,
necessariamente, alterações. Para que seja um “Bem Infinito”!