UM OLHAR POR DENTRO ao edifício do Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas

Sócios e amigos da ADAL deram Um Olhar por Dentro ao edifício do Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas (MFA), instalado no então Regimento de Engenharia n.º 1 da Pontinha, local de onde foi liderado o golpe militar de 25 de Abril de 1974, responsável pela restauração da Democracia em Portugal.

A visita foi guiada pelo sócio e dirigente da ADAL Miguel Ferreira, que conduziu os presentes numa viagem ao passado recente, dando a conhecer aos mais novos e recordando aos demais os acontecimentos que marcaram a história do nosso país, num local que foi parte integrante do concelho de Loures.

Já no interior do pavilhão pré –fabricado onde tudo aconteceu, percebemos que a escolha do local  teve então em consideração a proximidade da capital, aliada ao relativo isolamento e discrição das instalações, bem como do facto de o Regimento de Engenharia n.º 1 ser uma unidade de confiança dos revolucionários. Para melhor recordar o ambiente que se vivia e algumas das personagens que deram corpo à Revolução dos Cravos, oportunidade para visionar um excerto do filme “A hora da Liberdade”, uma recriação histórica produzida pela SIC por ocasião comemorações do 25º aniversário da data.

Depois do filme, somos conduzidos ao Núcleo Museológico do MFA, que reproduz as condições do espaço no dia 25 de Abril de 1974, com a sala de operações integralmente montada, e que reúne um conjunto de equipamentos como rádios, telefones e transmissores, assim como armas, munições e mapas.

Tempo ainda para observar duas exposições, que retratam as horas decisivas deste dia, ilustrada com fotografias da época.

Evidenciando o valor histórico e memorial, e o elevado conteúdo simbólico, o edifício do Posto de Comando do Movimento das Forças Armadas, incluindo o património integrado, é classificado como monumento nacional em 2015.

Viva a LIBERDADE!

Causas da ADAL em debate com a Câmara Municipal de Loures

Na consolidação da missão e inerente plano de actividades que a ADAL definiu e que caracterizam a sua actuação, o relacionamento institucional com a Câmara Municipal de Loures assume uma importância decisiva para a dinâmica de algumas acções promovidas em prol do ambiente e cultura local.

No dia 19 de Novembro, a ADAL reuniu com os Presidente e Vice-Presidente da autarquia para debate de temas relacionados com as causas que a Associação tem vindo a defender, com destaque para o Paul das Caniceiras.

Aproveitou ainda a oportunidade para partilhar as preocupações motivadas pela recente concessão feita pela IP-Infraestruturas de Portugal do parque sul do Complexo Ferroviário da Bobadela, em contraciclo com o curso de conversão e requalificação da Frente Ribeirinha do Tejo em Loures. 

ADAL denuncia retrocesso na requalificação da Frente Ribeirinha do Tejo no Concelho de Loures NÃO MAIS CONTENTORES

Foi recentemente publicamente conhecido que a IP – Infraestruturas de Portugal concessionou de novo o parque sul do Complexo Ferroviário da Bobadela, em contra-ciclo com o curso de conversão e requalificação da Frente Ribeirinha do Tejo em Loures.

A insensata decisão e o seu despropósito são não apenas surpreendentes, como susceptíveis de configurar grave penalização para o Estado português e os contribuintes, quando é sabido que as Câmaras Municipais de Loures e Lisboa e o Governo português pretendem acolher naquele espaço as Jornadas Mundiais da Juventude a realizar em 2022.

Ao realizar uma concessão por cinco anos com possibilidades de renovação por mais dois anos, a IP-Infraestruturas de Portugal, está a criar condições para que o operador privado de contentores venha a receber uma importante indemnização, caso venha a ser removida a sua concessão para a implantação das infraestruturas das Jornadas Mundiais da Juventude.

Esta decisão inqualificável, pelos prejuízos, atrasos e condicionamentos que provoca à requalificação da Frente Ribeirinha, ao ambiente da zona oriental de Loures e à qualidade de vida das populações, é merecedora do mais veemente protesto e exige uma actuação imediata, firme e inequívoca do Governo, que tutela a IP – Infraestruturas de Portugal.

A ADAL- Associação de Defesa do Ambiente de Loures vem, há anos, tornando públicas as suas preocupações com a situação de pressão desqualificadora na Frente Ribeirinha do Tejo em Loures e rejeita liminarmente que no preciso momento em que se vão reunindo condições objectivas para encetar o ordenamento, qualificação e usufruto do espaço, haja quem, à revelia da vontade política das autoridades locais e centrais, actue como um estado dentro do Estado, ignorando todos os sinais públicos, todas as justas aspirações manifestas, todos os objectivos de  desenvolvimento sustentável.

O que se exige para a Frente Ribeirinha do Tejo em Loures, é:

  1. Erradicar os problemas da desqualificação territorial, ambiental e económica e acção mitigadora dos impactos das actuais actividades, impedindo ali novas actividades inadequadas e impróprias de um espaço de elevada nobreza e valor ambiental;
  2. A elaboração urgente de um Plano de Ordenamento para a Frente Ribeirinha do Tejo, como instrumento de gestão sustentável do território e alavanca de protecção ambiental e de desenvolvimento económico equilibrado;
  3. Reunir sob os mesmos propósitos, o governo, as autarquias, as empresas e os cidadãos em ordem à valorização da frente Tejo nas suas diferentes dimensões, das económicas às lúdicas, das ambientais às turísticas.

NÃO MAIS CONTENTORES.
LOURES TAMBÉM TEM TEJO !