Realizou-se no dia 23 de Junho a reunião descentralizada do primeiro semestre deste ano.
Esta reunião foi acolhida pelo Grupo de Amigos do Zambujal nas instalações da Associação de Reformados, Pensionistas e Idosos do Zambujal, entidades a quem a ADAL agradece a disponibilidade.
Houve oportunidade para uma troca de impressões sobre as problemáticas locais que, na opinião dos participantes, assumem algum significado na dinâmica social e na qualidade de vida local, a saber:
- Crescente de ocupação de terrenos por empresas de venda e aluguer de automóveis, fenómeno que exige medidas de regulação urgentes;
- Desconhecimento sobre o destino que irá ser dado à Cooperativa Panificadora Zambujalense, cujas instalações a autarquia não chegou a adquirir, não obstante se ter comprometido a tal. Na opinião dos moradores perde-se, assim, uma oportunidade para resolver carências em equipamentos e serviços ao serviço da populção;
- Desconhecimento sobre o projecto para a Quinta da Abelheira, actualmente em ruínas;
- Estado em que se encontra o rio Trancão, no troço entre a ponte do Ferrador (perto da Quinta dos Melos) e a antiga Fapajal, troço este que não chegou a ser alvo de limpeza, como aconteceu noutras zonas do seu curso;
- Tem-se verificado um aumento do tráfego que atravessa a localidade do Zambujal. Há consciência de que na rua principal, do lado do café, o facto de se permitir o estacionamento automóvel constitui um risco em situações de emergência, pois a rua tem dois sentidos, bloqueando quando passam viaturas de maior dimensão. Apesar dos alertas junto das autoridades, o facto é que não se observa a sua intervenção. Consideram que uma das soluções, no imediato, passaria por criar circulação num só sentido;
- Crescimento de uma vacaria contígua ao Bairro da Milharada, estando actualmente muito próximo das habitações do bairro, com todas as consequências negativas em termos de saúde pública e bem-estar, quer ao nível da qualidade do ar, quer porque se apercebem de despejos na linha de água que passa no terreno. A população do Bairro acredita que esta vacaria não cumpre os critérios mínimos para a dimensão que tem, exigindo-se um Estudo de Impacto Ambiental, entre outras medidas de fiscalização da situação. Sentem-se desprotegidos porque já fizeram inúmeros contactos com várias entidades com responsabilidades neste domínio, vendo, com estranheza, que o assunto fica esquecido, ou é arquivado, apesar de terem a certeza da sua razão e da ilegalidade da situação. Consertaram-se algumas acções colaborativas, a ADAL informou de algumas iniciativas que já tomou relativamente a alguns dos problemas assinalados e aproveitou para fazer um ponto de situação a respeito do Património de Santo Antão do Tojal e do Paul das Caniceiras, cujo processo de classificação, estranhamente, parece ter estagnado.

