SAUDAÇÃO | Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Na véspera do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, que este ano decorre sob o tema “Património Vivo: Resposta de Emergência em contextos de Conflitos e Desastres”, a ADAL junta-se a esta reflexão global, a partir da nossa realidade local.

O “Património”, todos o partilhamos, por certo, não se esgota nos edifícios e construções. O Património que comum e colectivo habita as memórias, os saberes, os rituais e as relações que as comunidades tecem com o seu lugar.

Em Santo Antão do Tojal, esse património — que vai do riquíssimo conjunto edificado às práticas agrícolas e à memória coletiva — enfrenta ameaças que, embora nem sempre assumam a forma de conflitos armados ou catástrofes súbitas, não deixam de constituir emergências silenciosas: a pressão urbanística, a degradação, o esquecimento e a perda de transmissão geracional.

Por isso, aqui fazemos questão de saudar o enfoque do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios 2026, que nos recorda que a resposta de emergência ao património exige antecipação, preparação e o envolvimento das comunidades. Proteger o património cultural em situação de risco é também fortalecer a resiliência de quem nele vive, de quem dele depende e a quem ele é próximo.

O encontro que hoje aqui realizamos é um acto dessa resposta. Ao reunirmos agentes locais e decisores, procuramos construir um compromisso partilhado: o de que o património de Santo Antão do Tojal não será encarado como um mero recurso passivo, mas como um bem vivo, dinâmico indispensável à identidade e ao futuro da nossa terra.

Esperamos que esta Cimeira do Património de Santo Antão do Tojal faça jus ao interesse, à necessidade e à visão estratégica que o nosso Património deve merecer a todo o tempo. Que daqui saia a cooperação, o entendimento e o esforço partilhado que um “Património Vivo” e ávido de ser vivido consiga estimular em nome das gerações de ontem e, sobretudo, das gerações de amanhã.

A nossa Saudação ao Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.
A nossa Saudação aos participantes na Cimeira do Património de Santo Antão do Tojal.
A nossa Saudação ao Património e aos nossos concidadãos.

ADAL Promove Cimeira do Património de Santo Antão do Tojal: Juntar Esforços para Preservar a História

No âmbito das celebrações do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a ADAL reúne amanhã os principais intervenientes institucionais para debater a salvaguarda e valorização do valiosíssimo património desta freguesia histórica e do Concelho de Loures.

Realiza-se amanhã, dia 17 de Abril, na véspera do Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, a Cimeira do Património de Santo Antão do Tojal. Esta iniciativa, impulsionada pela ADAL, surge como um momento chave para a análise e planeamento de uma estratégia em torno de um dos conjuntos patrimoniais mais relevantes do país.

Objetivos Claros para o Futuro

A Cimeira nasce da necessidade de congregar vontades, competências, responsabilidades e usos a respeito do património construído. Os trabalhos estarão focados em três eixos fundamentais:

  1. Verificar o estado do património edificado e arqueológico de Santo Antão do Tojal.
  2. Lançar a cooperação entre entidades envolvidas no Património de Santo Antão do Tojal.
  3. Apontar a um plano de acção próximo.

Uma Mesa de Intervenientes Representativa

Sentar-se-ão à mesma mesa as entidades com poder de decisão e os agentes locais, garantindo uma visão abrangente sobre os desafios existentes. A Cimeira contará com a presença confirmada de representantes de:

  • Casa de São Francisco de Assis;
  • Câmara Municipal de Loures;
  • CCCP – Centro de Convívio e Cultura Popular.
  • CCDRLVT – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional de Lisboa e Vale do Tejo;
  • Junta de Freguesia de Santo Antão e São Julião do Tojal;
  • Paróquia de Santo Antão do Tojal;
  • Património Cultural, I.P.

O Compromisso da ADAL

Com a organização deste encontro, a ADAL reafirma o seu papel como agente mobilizador da sociedade civil e das instituições, apelando à concertação de vontades e capacidades, pelo bem comum. Santo Antão do Tojal, com o seu monumental conjunto barroco (Palácio dos Arcebispos, Igreja Matriz, Fonte Monumental e Aqueduto), exige uma atenção coordenada que ultrapasse a mera conservação pontual, visando uma valorização integrada e orgânica.

Acompanhe as conclusões desta cimeira em www.adaloures.pt e nas nossas redes sociais.

Pelo Património, por Loures.

Património em Foco: ADAL reúne com Junta de Freguesia sobre Aqueduto de Loures e Fonte das Almoinhas

No passado dia 19 de Janeiro, a pedido da ADAL, a nossa associação reuniu com a Junta de Freguesia de Loures para abordar o “futuro” do Aqueduto de Loures, património muito importante da cidade.

O Aqueduto de Loures, datado do século XVIII, inicia no Planalto da Caldeira e termina no Chafariz Monumental, no Largo 4 de Outubro, em Loures.

Este património construído de Loures, é fundamental para a cidade e também para o Concelho. Pela sua história, pelas suas múltiplas utilizações, pela população!

A reunião decorreu com a cordialidade de duas instituições que pugnam pela defesa do património e, naturalmente foram observadas as preocupações de ambas e, pela ADAL, sugeridos contributos que possam ser muito importantes para a preservação, valorização e fruição do Aqueduto de Loures.

Não constava do objecto da reunião, mas também foi abordado o estado de absoluta degradação da Fonte das Almoinhas, património muito importante para as gerações que usufruíram da sua beleza arquitectónica e da sua água. É matéria que vai constar da ordem de trabalhos de futuras reuniões.

Participaram pela ADAL, Rui Pinheiro, presidente da direcção e Miguel Ferreira, da mesa da assembleia geral. Pala Junta de Freguesia, participaram Eugénio Oliveira, presidente e Tatiana Almeida, vogal.

Aqueduto de Loures

A ADAL exige intervenção das autoridades para estudo, preservação, classificação e valorização | Posição Pública

O Aqueduto de Loures, edificado no século XVIII, desde o Planalto da Caldeira até à estrada real, onde ainda hoje se encontra o Chafariz Monumental (Largo 4 de Outubro), permitiu, à época, um acesso mais fácil da população de Loures à água potável. A evolução da cidade e a expansão da construção de edifícios de habitação e de serviços, conduziu à eliminação de partes do Aqueduto, mas algumas das suas estruturas ainda se mantêm, sendo possível visitar o seu interior em alguns locais.

As antigas infraestruturas de gestão e distribuição da água, não devem ser destruídas e ignoradas, bem pelo contrário, a evolução do clima e a necessidade de mitigar os efeitos climáticos, o esgotamento dos recursos naturais, justificam a sua preservação e recuperação.

O Aqueduto de Loures, enquanto exemplar do património construído da Freguesia e do Concelho, constitui um elemento identitário, através do qual se poderá contar a sua História e a das suas gentes, bem como deve assumir um papel pedagógico na defesa e protecção da Água, recurso vital à vida.

Lamentando que o Vereador responsável pelo Património Cultural no Município se recuse a receber a ADAL e a debater os assuntos mais problemáticos do património construído do Concelho, exige-se das autoridades competentes, designadamente da Câmara Municipal de Loures, que sejam tomadas medidas consistentes, de estudo, preservação, classificação e valorização do Aqueduto de Loures, bem como sejam tomadas medidas imediatas de identificação da situação estrutural, limpeza e acesso a investigadores e estudiosos.