Património em Foco: ADAL reúne com Junta de Freguesia sobre Aqueduto de Loures e Fonte das Almoinhas

No passado dia 19 de Janeiro, a pedido da ADAL, a nossa associação reuniu com a Junta de Freguesia de Loures para abordar o “futuro” do Aqueduto de Loures, património muito importante da cidade.

O Aqueduto de Loures, datado do século XVIII, inicia no Planalto da Caldeira e termina no Chafariz Monumental, no Largo 4 de Outubro, em Loures.

Este património construído de Loures, é fundamental para a cidade e também para o Concelho. Pela sua história, pelas suas múltiplas utilizações, pela população!

A reunião decorreu com a cordialidade de duas instituições que pugnam pela defesa do património e, naturalmente foram observadas as preocupações de ambas e, pela ADAL, sugeridos contributos que possam ser muito importantes para a preservação, valorização e fruição do Aqueduto de Loures.

Não constava do objecto da reunião, mas também foi abordado o estado de absoluta degradação da Fonte das Almoinhas, património muito importante para as gerações que usufruíram da sua beleza arquitectónica e da sua água. É matéria que vai constar da ordem de trabalhos de futuras reuniões.

Participaram pela ADAL, Rui Pinheiro, presidente da direcção e Miguel Ferreira, da mesa da assembleia geral. Pala Junta de Freguesia, participaram Eugénio Oliveira, presidente e Tatiana Almeida, vogal.

Aqueduto de Loures

A ADAL exige intervenção das autoridades para estudo, preservação, classificação e valorização | Posição Pública

O Aqueduto de Loures, edificado no século XVIII, desde o Planalto da Caldeira até à estrada real, onde ainda hoje se encontra o Chafariz Monumental (Largo 4 de Outubro), permitiu, à época, um acesso mais fácil da população de Loures à água potável. A evolução da cidade e a expansão da construção de edifícios de habitação e de serviços, conduziu à eliminação de partes do Aqueduto, mas algumas das suas estruturas ainda se mantêm, sendo possível visitar o seu interior em alguns locais.

As antigas infraestruturas de gestão e distribuição da água, não devem ser destruídas e ignoradas, bem pelo contrário, a evolução do clima e a necessidade de mitigar os efeitos climáticos, o esgotamento dos recursos naturais, justificam a sua preservação e recuperação.

O Aqueduto de Loures, enquanto exemplar do património construído da Freguesia e do Concelho, constitui um elemento identitário, através do qual se poderá contar a sua História e a das suas gentes, bem como deve assumir um papel pedagógico na defesa e protecção da Água, recurso vital à vida.

Lamentando que o Vereador responsável pelo Património Cultural no Município se recuse a receber a ADAL e a debater os assuntos mais problemáticos do património construído do Concelho, exige-se das autoridades competentes, designadamente da Câmara Municipal de Loures, que sejam tomadas medidas consistentes, de estudo, preservação, classificação e valorização do Aqueduto de Loures, bem como sejam tomadas medidas imediatas de identificação da situação estrutural, limpeza e acesso a investigadores e estudiosos.