A ADAL – Associação de Defesa do Ambiente de Loures entregou um Parecer na discussão pública da Unidade de Execução do Cabeço da Rosa, em Bucelas, alertando que os Termos de Referência precisam de ajustamentos significativos. A área, com cerca de 15,15 hectares, integra condicionantes como Reserva Ecológica Nacional, Estrutura Ecológica Municipal e riscos de erosão hídrica e instabilidade de vertentes.
A ADAL reconhece a oportunidade de reestruturar o antigo estaleiro da Construtora do Tâmega, mas critica a intenção de substituir o polo de emprego terciário previsto no PDM por habitação. Recorda-se que Loures tem mais de 8.500 alojamentos vagos e que a área que se pretende ocupar inclui zonas da REN, não se enquadrando na 8.ª alteração do PDM para habitação pública.
O parecer considera ainda que a proposta contraria o Plano de Ação Climática de Loures e os ODS 11, 13 e 15. A ADAL defende a redução da edificabilidade e da ocupação, sobretudo habitacional; o aumento do índice de permeabilidade para valores superiores a 0,50; a protecção dos sobreiros e a criação de corredores ecológicos ligados à Ribeira das Romeiras; estudos geotécnicos e hidrológicos com cenários climáticos; um plano de drenagem sustentável; e a audição vinculativa da CCDR-LVT e da APA. Pede também um estudo de tráfego para a EN116.
Para a ADAL, é essencial conciliar o desenvolvimento económico e a geração de emprego qualificado com a preservação do património natural e a Região Demarcada dos Vinhos de Bucelas.