Movimento Associativo Popular e as relações com o Poder Central

Realizou-se no passado dia 31 de outubro, na Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários de Sacavém, um encontro de associações, promovido pela Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto.

Pretendia-se refletir sobre a relação das associações com os outros poderes e, em especial, com o denominado Estado central. Fazer o diagnóstico e avançar também com algumas propostas de atuação.

Depois de três intervenções iniciais, duas das quais de dirigentes do Concelho de Loures (Patrícia Silva e Anabela Feliciano), seguiu-se um interessante período de debate com todos os presentes.

A ADAL esteve presente (com três dos seus dirigentes) e participou no debate, apresentando aos participantes as seguintes reflexões:

⁠. As diversas confederações do movimento associativo, colectividades, ambiental, social e outras, deviam constituir um fórum de partilha das suas principais necessidades e reivindicações para obterem em conjunto, dos, dos governos compromissos e orçamentos adequados ao desenvolvimento das actividades associativas. (…)

. O movimento associativo não pode deixar de recordar permanentemente ao Estado que o está a substituir nas suas obrigações quanto às actividades culturais, desportivas, sociais e ambientais. O dinheiro usado é público e, portanto, os apoios ao movimento associativo não são dádivas, nem favores;

⁠. É necessário que o movimento associativo encontre mecanismos de comunicar com os cidadãos o seu papel e as suas actividades. A comunicação deixou de ser social, pelo que não se pode contar com ela para chegar à comunidade;