Positivo & Negativo 2024

Em Assembleia Geral realizada no dia 2 de Abril foram eleitos os aspectos Positivos e Negativos de 2024, nos domínios do Ambiente e do Património, tendo merecido consenso os seguintes:

2024POSITIVONEGATIVO
AMBIENTE  * Início da construção do Parque Verde na Frente Ribeirinha do Tejo (Secretaria Geral da Presidência do Conselho de Ministros e Câmara Municipal de Loures)  
* Regresso dos contentores marítimos à Frente Ribeirinha do Tejo e armazenamentos ilegais em Bucelas e na Apelação (Câmara Municipal de Loures e Ministério das Infraestruturas e Habitação)
PATRIMÓNIO  * Visita da Secretária de Estado da Cultura ao Conjunto Patrimonial de Santo Antão do Tojal (Secretaria de Estado da Cultura)    * Monumento ao Carnaval, em Loures, por não representar adequada e condignamente o Carnaval de Loures e o Património Cultural Imaterial do concelho (Câmara Municipal de Loures, Junta de Freguesia de Loures, Associação de Carnaval de Loures)
* Desprezo a que está votado o edifício 4 de Outubro, em Loures (Câmara Municipal de Loures)

Refira-se que pela primeira vez foi efectuada uma auscultação à comunidade ADAL no whatsapp, tendo sido debatidas, também, as escolhas verificadas, maioritariamente coincidentes com as que vieram a ser os resultados da votação na Assembleia.

Como tem sido hábito, os certificados serão remetidos às entidades responsáveis no próximo dia 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente.

DIA INTERNACIONAL DAS ZONAS HÚMIDAS | ADAL espera outra atitude da Câmara de Loures e respeito pelas zonas mais sensíveis

Hoje, dia 2 de Fevereiro, assinala-se o Dia Internacional das Zonas Húmidas.

A Câmara Municipal de Loures, curiosamente, não fez, até ao momento, qualquer referência ao assunto como – o que é pior – parece partilhar os propósitos daqueles que pretendem ver urbanizado cada palmo de terra.

É momento para recordar que a Câmara e Assembleia Municipal de Loures aprovaram resoluções, no já longínquo ano 2002, no sentido de integrar o Paul das Caniceiras – área do maior interesse ecológico na área metropolitana de Lisboa – na Reserva Ecológica Nacional.

Hoje, luta-se para evitar a destruição daquele património natural único, definindo uma Área Protegida de Âmbito Local/Regional. Todas as formações partidárias afirmaram o seu apoio a tal objectivo, mas o Município continua sem concretizar o necessário, que é de sua responsabilidade primeira.

De um modo geral, toda a rede hidrográfica do Concelho de Loures, bem como a frente ribeirinha do Tejo, mantêm-se como motivo de grande preocupação face aos renovados apetites urbanísticos e especulativos que visam contruir por todo lado, intensificando uma impermeabilização do território sem precedentes, com riscos insensatos e muito perigosos.

É preciso mudar de atitude, na Câmara Municipal de Loures, na CCDR-LVT e no Ministério do Ambiente. Loures não pode manter-se como a porta das traseiras da Capital.

STOP à impermeabilização! É URGENTE E NECESSÁRIO UM SOBRESSALTO CÍVICO

Posição Pública

O concelho de Loures está a ser alvo de um apetite para construção nunca visto. Moradias e Edifícios de Habitação, Armazéns, Centros Logísticos e Parques Logísticos. Por todos os cantos se intensifica a construção e, por essa via, se dá pasto à especulação.

Todos podemos verificar que está em curso um vendaval de construção e a ADAL suspeita que se está a preparar a sua aceleração, num ataque sem precedentes ao território, com a maximização da ocupação dos solos com betão e alcatrão, o que conduzirá a uma taxa recorde de impermeabilização do solo.

Preocupações acrescidas resultam da recente alteração à Lei dos Solos, de autoria do governo, que permite às Câmaras Municipais a transformação de terrenos rústicos em urbanos em modo “simplex”, viabilizando-se a ocupação contra-natura de terrenos agrícolas e de áreas da reserva agrícola e de reserva ecológica.

Os riscos da impermeabilização generalizada e da construção sobre e junto a linhas de água, num contexto de alterações climáticas, que exacerba os fenómenos meteorológicos, conduzem a ocorrências como a que recentemente se observou em Valência de Novembro de 2024.

Não podemos fazer por ignorar agora, para nos virmos a queixar e a lamentar mais tarde.

É preciso impor um STOP à impermeabilização. É necessário e urgente um sobressalto cívico que obrigue os decisores políticos a pararem com a insensatez da intensificação da construção desmedida e desnecessária.

Merecemos um futuro mais tranquilo, mais equilibrado e mais saudável.

Loures também tem Tejo | A ADAL manifesta-se contra um novo depósito de resíduos nucleares à superfície em Almaraz

A utilização da energia nuclear tem sido problemática, desde sempre, por motivo da falta de solução eficaz para tratamento e/ou inertização dos resíduos nucleares produzidos.

A Central Nuclear em Almaraz, Espanha, sempre foi e continua a ser uma ameaça significativa para Portugal, pela sua localização junto ao Rio Tejo e, por isso, capaz de, em caso de incidente grave, contaminar o rio, da fronteira ao oceano, afectando as populações, as actividades, a economia e a saúde no nosso país.

A prevista cessação da exploração das Unidades I e II da Central Nuclear de Almaraz, está previsto para o final de 2027 e 2028, respetivamente. Este encerramento ocorrerá com mais de 20 anos de atraso, dado que a central já ultrapassou o seu horizonte operacional em 2010, potenciando assim o risco de acidente, comporta a construção de um dito “Armazém Temporário Individualizado (ATI 20)”, que agora se viu evoluir para um ATI 100 que a concretizar-se, significará estender por mais quatro décadas o armazenamento à superfície dos resíduos da Central Nuclear de Almaraz, com todos os riscos potenciais que se podem calcular.

Este processo foi iniciado por Espanha sem dar conhecimento a Portugal, apesar da proximidade territorial e das evidentes implicações transfronteiriças decorrentes do facto de o armazém estar localizado na Bacia do Tejo. Apenas sob pressão política o governo português se viu obrigado a apresentar queixa na UE. Bem estiveram aqueles que exerceram tal pressão e alertaram para a necessidade do envolvimento de Portugal na Avaliação de Impacto Ambiental deste novo e perigoso armazém.

Por isso, a ADAL, porque Loures também tem Tejo, secunda a posição do Partido Ecologista Os Verdes no âmbito da Avaliação de Impacto Ambiental e manifesta a sua profunda discordância com a manutenção do estado de insegurança das populações que este novo armazém de resíduos nucleares à superfície representa.

O nuclear não é uma solução segura, é uma solução muito arriscada, portanto, não deve ser considerado como solução para as respostas energéticas que as sociedades actuais requerem. A ciência e a tecnologia devem ser orientadas noutras direcções.