Rio Trancão, assoreamento é perigoso?

A ADAL dirigiu-se já às várias entidades com responsabilidades diversas, quer na gestão do Rio Trancão, quer na assunção do combate a consequências por problemas originados na importante linha de água.

A Agência Portuguesa do Ambiente, a Administração do Porto de Lisboa, a Câmara Municipal de Loures, a Junta de Freguesia de Sacavém e os Grupos Políticos na Assembleia de Freguesia de Sacavém foram alertados para os riscos acrescidos de cheias na zona baixa de Sacavém, dada a redução visível do leito.

Portanto, seria do maior interesse colectivo que a Câmara Municipal de Loures e a Junta de Freguesia de Sacavém diligenciassem junto das autoridades competentes para que sejam tomadas, em tempo, as medidas adequadas para evitar problemas no próximo inverno caso seja propício a chuvas intensas e a cheias.

Responsavelmente, a ADAL alertou quem precisava ser alertado. 

Quinta do Alexandre e Palácio Barroco: ADAL exige respostas

A Associação de Defesa do Ambiente de Loures (ADAL) continua a acompanhar de perto o futuro do Palácio Barroco e da Quinta do Alexandre, em Sacavém, um imóvel de inegável valor histórico e arquitetónico que se encontra em estado de abandono.

Em 1 de junho de 2025, a ADAL enviou um ofício ao Presidente da Câmara Municipal de Loures (CMLRS) solicitando informações sobre o estudo que a Autarquia está a desenvolver para o local. Esta ação surge na sequência de um pedido de esclarecimento feito pela ADAL em Junho de 2024. Na altura, a CMLRS informou que ainda não existia um projeto de recuperação e que o futuro do palácio se encontrava em fase de estudo.

Considerando o tempo decorrido, a ADAL agora exige saber em que fase se encontra o referido estudo e, de forma proativa, questiona a CMLRS se equaciona envolver a Associação nesse processo.

A ADAL reitera a sua total disponibilidade para colaborar na procura de soluções que garantam a recuperação e o uso público deste património. Acreditamos que a participação da sociedade civil em processos de planeamento tão importantes é fundamental para garantir a transparência e a melhor solução para os bens históricos do nosso concelho.

A defesa do património cultural e histórico é uma das principais missões da ADAL.

MORADORES CONTESTAM PARQUE DE CONTENTORES ILEGAL NA APELAÇÃO

Residentes na Apelação, preocupados com a sua qualidade de vida e a preservação ambiental da respectiva área de residência e trabalho, lançaram um abaixo-assinado para manifestar a preocupação com a presença e operação de um parque de contentores ilegal localizado junto à N250 na Apelação.

Esse parque de contentores, que a Câmara Municipal de Loures já confirmou ser ilegal, está a provocar sérios impactos ambientais e sociais, de que os promotores destacam:

. Impermeabilização não autorizada do solo

. Ocupação de área da Reserva Agrícola Nacional

. Contaminação do solo

. Contaminação de linha de água

. Contaminação do ar

. Produção de resíduos perigosos

. Impactos sobre fauna e flora silvestres

. Poeiras lançadas sobre a Entrada Nacional 250

. Provável contaminação de lençóis freáticos

. Aumento da insegurança viária e riscos à saúde pública

Por se tratar de um protesto justificado e justo, a ADAL apoia a iniciativa e associa-se à exigência de medidas efectivas das autoridades.

Acompanhamento do Projecto de Regulamento da Reserva Natural Local do Paul das Caniceiras

Em março deste ano foi finalmente aprovada, por unanimidade, a “Proposta de Classificação da Reserva Natural Local – Início do procedimento – Fixação do prazo para a constituição de interessados e a apresentação de contributos – A respectiva publicitação visando a elaboração do Projecto de Regulamento da Reserva Natural Local do Paul das Caniceiras”.

No mesmo mês, a ADAL solicitou ao Vereador do Ambiente, o agendamento de uma reunião para análise conjunta dos contributos que poderiam mobilizar-se para o processo, bem como das metodologias de trabalho a adoptar, com o objectivo de promover a participação e impulsionar a concretização da classificação e dos instrumentos necessários a uma boa gestão do Paúl.

Em concreto, a ADAL manifestou inteira disponibilidade para participar em reuniões bimestrais com o Departamento de Ambiente, que permitissem o conhecimento, acompanhamento e eventual actuação de apoio ao projecto.

Estranhamente, esta disponibilidade da ADAL não mereceu qualquer resposta, apesar das insistências, pelo que a Associação desconhece quais as diligências desenvolvidas desde Março e qual o estado de evolução dos trabalhos.

Não podendo participar de forma mais directa e próxima, não desistiremos de o fazer por todas as vias que estiverem ao seu alcance, porque acreditamos que, numa democracia, a participação dos cidadãos é um direito e um dever essencial para o desenvolvimento de políticas mais eficazes e justas.