Contestação ao Relatório de Ponderação – Discussão Pública da Unidade de Execução do Quartel de Sacavém

A ADAL pronunciou-se em tempo na discussão pública da Unidade de Execução do Quartel de Sacavém. Agora, após análise ao Relatório de Ponderação elaborado, a nossa Associação oficiou o executivo municipal expressando o seu descontentamento quanto à forma como o processo da Unidade de Execução do Quartel de Sacavém está a ser conduzido e a solicitar a reanálise do referido Relatório de Ponderação, procedendo a uma efectiva análise e acolhimento às ponderadas opiniões e sugestões dos intervenientes.

O interesse da ADAL numa participação cidadã frontal, honesta e construtiva não permite que deixemos passar em claro a apreciação que fazemos do Relatório de Ponderação que nos foi presente, designadamente, porque tal ponderação e tais conclusões apontam no sentido de que toda a delimitação (que é o que está em apreciação como se assinalou na sessão pública realizada) bem como todo o contorno do projecto, são irrepreensíveis e portanto, nada há a ponderar, nada há a alterar, nada há a corrigir, nada há a concluir de diferente ao que já estava previamente concluído. Tal posição, que nunca antes havíamos visto em qualquer das discussões públicas e pareceres em que a Associação foi participante, tem um tal nível auto-justificativo que até nos interrogamos sobre se o Relatório de Ponderação terá sido elaborado no plano de distanciamento e descomprometimento exigido.

Entendemos, por isso, suscitar à Câmara Municipal de Loures uma reanálise deste Relatório de Ponderação, nomeando para essa missão técnicos municipais menos envolvidos ou menos comprometidos com o projecto, que possam proceder a uma adequada consideração das variadíssimas sugestões e propostas de elevado significado e propósito que se encontram presentes com várias origens e proponentes. Ignorar olimpicamente todas as ideias sensatas e construtivas oriundas da participação dos cidadãos, inquieta-nos e induz a ideia – certamente, errónea – de que o que está em causa antes de mais é o interesse do particular e não o interesse público.

Valerá a pena reflectir ainda sobre as sistemáticas alusões aos “termos de referência” para se alegar que tudo está em conformidade com esses termos. Ora, os “termos de referência” não foram alvo de discussão pública, pelo que os “termos de referência” não podem ser mais do que meros “termos de referência” e não elementos de condicionamento prévio e absoluto da participação dos cidadãos, sob pena de, afinal, não fazer sentido qualquer discussão pública.

ADAL e Sociedade 1º de Agosto fomentam relação bilateral

A ADAL e a Sociedade 1º de Agosto Santairiense reuniram, no passado dia 03 de julho, na sede desta última.

A reunião teve como objetivo discutir temáticas associativas e outras relacionadas com o movimento associativo local, a freguesia e o Concelho que impactam a vida das associações, assim como dos respectivos associados e a generalidade dos santairienses.

As associações concordaram que é da responsabilidade dos seus órgaõs sociais estimular a participação e a acção cívica dos seus associados e reiteraram o seu compromisso para com os objetivos do movimento associativo.

As associações concordaram em incrementar a sua relação bilateral, dando a conhecer as atividades de cada uma das associações aos associados de ambas, bem como promovendo e partilhando experiências e conhecimentos que permitam enriquecer mutuamente ambas as organizações.

A ADAL prosseguirá o seu empenho em dinamizar e criar a cooperação activa entre diversas associações que impulsionem um movimento associativo onde haja maior partilha, mais entre-ajuda e intervenção comunitária das associações.

Degradação do património cultural construído do concelho

Observando o estado de degradação física muito evidente dos locais patrimoniais Palácio Barroco e Quinta do Alexandre, ambos sitos na cidade de Sacavém, a ADAL questionou o executivo municipal sobre a respectiva situação patrimonial e as perspectivas que o Município tem para o seu futuro destino.

Palácio da antiga Quinta do Olival da Vitória (também conhecido como Palacete Braancamp)
Palácio neo-Barroco há muito em ruinas, onde uma parte da fachada principal já colapsou. O edifício principal estava integrado numa quinta, a Quinta do Olival, e presenta uma planta em U, sendo que um dos corpos está adossado à Capela da Vitória.
No século 19, este palacete era propriedade da família Braancamp, da qual era figura destacada Anselmo José Braancamp (1817- 1885), conselheiro, ministro e presidente do conselho de ministros de D. Luís I. Ainda no século 19, a quinta que incluía o palacete, passa para a posse da Casa de Bragança.

Quinta do Alexandre
A Quinta do Alexandre atualmente em ruina, apresenta para além do edifício principal o portão de acesso, ladeado por dois pequenos painéis de azulejos, o alusivo a São Luís e outro a São Jozé, datados dos séculos 17 e 18. Salienta-se a existência de um grande tanque, possivelmente associado à produção agrícola desta propriedade.