Assembleias Gerais da ADAL

No passado dia 11 de Janeiro realizaram-se as Assembleias Gerais – Extraordinária e Ordinária – da ADAL.

Da Assembleia Extraordinária realce para a decisão de recomposição dos órgãos sociais, garantindo a continuidade no cumprimento dos objectivos que constituem as suas linhas de acção em prol de um melhor ambiente e de um melhor património no Concelho de Loures.

Foi aprovada por unanimidade a recomposição dos órgãos sociais que vão dirigir os destinos da ADAL até 2024.

Os dirigentes e respectivos pelouros são:

Assembleia Geral

Presidente – Eduardo Brissos

Primeira Secretária – Anabela Santos

Segundo Secretário – Miguel Ferreira

Direcção

Presidente – Ana Paula Lopes

Vice-presidente – Tiago Pratas

Secretária – Florbela Estevão

Tesoureiro – Rui Pinheiro

Vogal – Ana Almeida

Conselho Fiscal

Presidente – Ana Mata

Secretária – Isabel Rodrigues

Relator – Paulo Félix Rodrigues

Na Assembleia Geral Ordinária  foi apresentado e aprovado o Plano de Actividades e Orçamento, com as propostas de trabalho para o ano de 2023 organizado em três eixos:

  • Dinâmica associativa e Comunicação
  • Relações institucionais, Parcerias e Colaborações
  • Programa Linha de Defesa

A linha dorsal da intervenção situa-se ao nível da defesa de determinadas Causas, algumas delas já com longos anos, outras mais recentes e, certamente, outras que surgirão, em função das dinâmicas de gestão do território. Destaque para os processos participativos, como por exemplo, Eco Alerta, Loures por Dentro, Pelos Caminhos do Património, Positivo/Negativo, muito importantes no quadro da consolidação associativa e de divulgação da existência da associação.

Contamos com os associados e amigos da ADAL para dar continuidade à intervenção da associação em prol da defesa do equilíbrio ambiental e da saúde pública, bem como do património cultural.

Discussão pública da proposta de delimitação da Unidade de Execução da Quinta da Massaroca – Parecer da ADAL

No passado dia 27 de Dezembro, a ADAL remeteu ao Município de Loures parecer no âmbito da discussão pública da proposta de delimitação da Unidade de Execução da Quinta da Massaroca, com um conjunto de observações e sugestões que passamos a apresentar publicamente:

Nota prévia
A hierarquia do sistema urbano do RPDM atribui a esta Quinta, o Nível I – perímetros urbanos de maior centralidade e importância no sistema urbano do concelho de Loures.
As coordenadas geográficas da Quinta da Massaroca obrigam a ter planos de urbanização e de pormenor, para cumprir os objectivos e parâmetros urbanísticos.
Todos os procedimentos e salvaguardas legais visam contribuir naquela área geográfica do concelho, para alguns objectivos do PDM de Loures, concretamente, a salvaguarda da estrutura ecológica municipal, a reabilitação de construções com valor patrimonial na Quinta e ainda a requalificação da rede viária local.
A Quinta da Massaroca, desde o século XVII propriedade de famílias ilustres, até aos últimos proprietários, é detentora de assinalável História.
Para os habitantes locais, todo este percurso histórico, ambiental e patrimonial, torna-a um exemplar de forte significado e Memória.

Aproximação
Impõe-se, no processo em análise:
 Adopção da visão, modelo e critérios do PDM Loures para a zona a construir
 Assegurar a integração da área verde, de cedência obrigatória, na Estrutura Ecológica Municipal
 Garantir o máximo de usufruto possível pela população, atendendo ao contexto de densidade de ocupação do território, habitação e actividades económicas de toda a zona envolvente, bem como os valores patrimoniais ali plasmados
 Definir e orientar as necessidades de equipamentos colectivos que servirão a população a instalar, designadamente, equipamentos educativos, equipamentos de saúde e outros de necessidade básica de bem estar social e cultural
 Acautelar a inevitável sobrecarga viária da EN10 com entradas e saídas da via amigáveis, mas sobretudo, pugnando por viabilizar deslocações por meios de transporte alternativos ao transporte individual
 Garantir a ligação entre as duas áreas que constituem a Quinta, sem atravessamentos superficiais de ruptura na EN 10
 Garantir, absolutamente, o acompanhamento técnico, ambiental, patrimonial e arqueológico das intervenções a terem lugar na Quinta, incluindo intervenção da denominada arqueologia vertical nas Torres
 Atender aos indícios arqueológicos já registados na Carta Arqueológica do Concelho de Loures, para a movimentação dos solos

Outras considerações
Do ponto de vista ambiental e do ordenamento do território:
 Será indispensável considerar e cuidar das linhas de água que atravessem ou confinem com a área da Quinta;
 Qualificar a área verde de cedência;
 Determinar o transplante das oliveiras a remover, para outras áreas da Quinta que não dispõem da espécie;
 Indispensável fixar antecipadamente o número de fogos a construir para boa determinação do número de pessoas a impactar na freguesia, na área e no Município;
 Perspectivar a articulação da área da Quinta com o Passeio Ribeirinho do Tejo, previsto nascer sobre o sapal entre Santa Iria de Azóia e o Rio Trancão;

Do ponto de vista patrimonial:
Está-se perante um conjunto muito completo e importante de testemunhos históricos e de arte que importa salvaguardar e, posteriormente valorizar:
 a contemplação do rio Tejo e da sua lezíria;
 o tanque, que se constitui como espelho de água completa um conjunto de outros elementos que lhe concedem uma interessante função estética;
 azulejos de finais do século XVIII inícios do século XIX pavimento antigo formado por lajes de pedra de grandes dimensões a capela da Quinta na torre nascente, onde restam ainda vestígios dos nichos que assinalam o lugar dos altares;
 o que poderá ter sido símbolo da Ordem de Cristo, (muitos dos proprietários da Quinta, foram comendadores desta ordem) está visível numa pedra esculpida que se encontra no exterior;
 o corpo residencial perpendicular à casa das 2 torres, datará do século XVIII o picadeiro e o edifício adjacente a sul definem a forma e o ambiente nobre do pátio;
 reabilitação da Casa da Quinta, recuperação do Solar e das Cavalariças, proporcionando a investigação adequada;

Conclusões
Em conclusão, a ADAL entende que:
O território do Concelho de Loures e, em particular a sua zona oriental, foi durante muitas décadas vítima de usos e ocupações que o desvalorizaram e desqualificaram.
No século XXI, exige agora que todas as decisões a respeito da sua ocupação sejam informadas, ponderadas e participadas, obedecendo a uma visão de desenvolvimento que aposte não em mero crescimento, mas em desenvolvimento humano, nos termos definidos pelas Nações Unidas.
Os termos em que a Câmara Municipal de Loures definir a reabilitação e reutilização da Quinta da Massaroca será referência para visão que os munícipes e empreendedores adoptarão para o nosso território.

ASSEMBLEIAS GERAIS DA ADAL | 11 de Janeiro

No próximo dia 11 de Janeiro realizam-se as Assembleias Gerais da ADAL, no Espaço A, Casa do Adro, na Rua Padre António Vieira, em Loures (junto à Igreja Matriz), com as seguintes Ordens de Trabalho:

ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA – 20h30

1- Recomposição dos Órgãos Sociais para completar o Mandato Junho 2020-Março 2024
2- Apresentação e votação das atas
3- Tomada de posse dos Órgãos eleitos

Confira aqui a lista nominal para completar o Mandato Junho 2020 – Março 2024.

ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA – 21H30

1- Plano de Actividades e Orçamento para 2023 – apreciação, discussão e votação
2- Informações
3- Apresentação e votação da acta

Se à hora marcada não estiverem presentes 50% dos associados, as Assembleias reunem-se em segunda convocação meia hora depois, qualquer que seja o número de associados presentes.

A participação dos sócios e amigos da ADAL é importante para vincular e fundamentar a actividade da nossa associação e – JUNTOS – garantirmos a defesa do Ambiente e do Património de Loures.

PARTICIPE!