Contestação ao Relatório de Ponderação – Discussão Pública da Unidade de Execução do Quartel de Sacavém

A ADAL pronunciou-se em tempo na discussão pública da Unidade de Execução do Quartel de Sacavém. Agora, após análise ao Relatório de Ponderação elaborado, a nossa Associação oficiou o executivo municipal expressando o seu descontentamento quanto à forma como o processo da Unidade de Execução do Quartel de Sacavém está a ser conduzido e a solicitar a reanálise do referido Relatório de Ponderação, procedendo a uma efectiva análise e acolhimento às ponderadas opiniões e sugestões dos intervenientes.

O interesse da ADAL numa participação cidadã frontal, honesta e construtiva não permite que deixemos passar em claro a apreciação que fazemos do Relatório de Ponderação que nos foi presente, designadamente, porque tal ponderação e tais conclusões apontam no sentido de que toda a delimitação (que é o que está em apreciação como se assinalou na sessão pública realizada) bem como todo o contorno do projecto, são irrepreensíveis e portanto, nada há a ponderar, nada há a alterar, nada há a corrigir, nada há a concluir de diferente ao que já estava previamente concluído. Tal posição, que nunca antes havíamos visto em qualquer das discussões públicas e pareceres em que a Associação foi participante, tem um tal nível auto-justificativo que até nos interrogamos sobre se o Relatório de Ponderação terá sido elaborado no plano de distanciamento e descomprometimento exigido.

Entendemos, por isso, suscitar à Câmara Municipal de Loures uma reanálise deste Relatório de Ponderação, nomeando para essa missão técnicos municipais menos envolvidos ou menos comprometidos com o projecto, que possam proceder a uma adequada consideração das variadíssimas sugestões e propostas de elevado significado e propósito que se encontram presentes com várias origens e proponentes. Ignorar olimpicamente todas as ideias sensatas e construtivas oriundas da participação dos cidadãos, inquieta-nos e induz a ideia – certamente, errónea – de que o que está em causa antes de mais é o interesse do particular e não o interesse público.

Valerá a pena reflectir ainda sobre as sistemáticas alusões aos “termos de referência” para se alegar que tudo está em conformidade com esses termos. Ora, os “termos de referência” não foram alvo de discussão pública, pelo que os “termos de referência” não podem ser mais do que meros “termos de referência” e não elementos de condicionamento prévio e absoluto da participação dos cidadãos, sob pena de, afinal, não fazer sentido qualquer discussão pública.

Visita técnica aos Aquedutos de Santo Antão do Tojal

A Comissão de Educação, Juventude, Cultura e Desporto da Assembleia Municipal de Loures organizou uma visita aos Aquedutos de Santo Antão do Tojal e Rua dos Arcos, no passado dia 24 de Junho, na sequência do desafio lançado pela nossa associação. A ADAL integrou a delegação composta pela deputada municipal Rita Lage Sarrico, coordenadora da Comissão, e por duas arqueólogas da Unidade de Património e Museologia da Câmara Municipal de Loures.

Sendo que o aqueduto mantém a sua materialidade sólida, está em curso uma fase de estudo para aprofundar o conhecimento sobre este património e avaliar se é viável e justificável a recuperação da sua função original, segundo informação da Câmara Municipal. Este estudo culminará com a apresentação de resultados num colóquio cuja realização se prevê em 2025.

Os Aquedutos de Santo Antão do Tojal são uma causa que a ADAL não abandona! Reiteramos que importa salvaguardar e valorizar este valioso património construído, classificado como Monumento de Interesse Público.

RECUPERAR OS AQUEDUTOS DE SANTO DO TOJAL E DA RUA DOS ARCOS, em nome do património cultural, do turismo e da economia!

Aqueduto de Loures

A ADAL exige intervenção das autoridades para estudo, preservação, classificação e valorização | Posição Pública

O Aqueduto de Loures, edificado no século XVIII, desde o Planalto da Caldeira até à estrada real, onde ainda hoje se encontra o Chafariz Monumental (Largo 4 de Outubro), permitiu, à época, um acesso mais fácil da população de Loures à água potável. A evolução da cidade e a expansão da construção de edifícios de habitação e de serviços, conduziu à eliminação de partes do Aqueduto, mas algumas das suas estruturas ainda se mantêm, sendo possível visitar o seu interior em alguns locais.

As antigas infraestruturas de gestão e distribuição da água, não devem ser destruídas e ignoradas, bem pelo contrário, a evolução do clima e a necessidade de mitigar os efeitos climáticos, o esgotamento dos recursos naturais, justificam a sua preservação e recuperação.

O Aqueduto de Loures, enquanto exemplar do património construído da Freguesia e do Concelho, constitui um elemento identitário, através do qual se poderá contar a sua História e a das suas gentes, bem como deve assumir um papel pedagógico na defesa e protecção da Água, recurso vital à vida.

Lamentando que o Vereador responsável pelo Património Cultural no Município se recuse a receber a ADAL e a debater os assuntos mais problemáticos do património construído do Concelho, exige-se das autoridades competentes, designadamente da Câmara Municipal de Loures, que sejam tomadas medidas consistentes, de estudo, preservação, classificação e valorização do Aqueduto de Loures, bem como sejam tomadas medidas imediatas de identificação da situação estrutural, limpeza e acesso a investigadores e estudiosos.