Causas da ADAL em debate com a Câmara Municipal de Loures

Na consolidação da missão e inerente plano de actividades que a ADAL definiu e que caracterizam a sua actuação, o relacionamento institucional com a Câmara Municipal de Loures assume uma importância decisiva para a dinâmica de algumas acções promovidas em prol do ambiente e cultura local.

No dia 19 de Novembro, a ADAL reuniu com os Presidente e Vice-Presidente da autarquia para debate de temas relacionados com as causas que a Associação tem vindo a defender, com destaque para o Paul das Caniceiras.

Aproveitou ainda a oportunidade para partilhar as preocupações motivadas pela recente concessão feita pela IP-Infraestruturas de Portugal do parque sul do Complexo Ferroviário da Bobadela, em contraciclo com o curso de conversão e requalificação da Frente Ribeirinha do Tejo em Loures. 

ADAL denuncia retrocesso na requalificação da Frente Ribeirinha do Tejo no Concelho de Loures NÃO MAIS CONTENTORES

Foi recentemente publicamente conhecido que a IP – Infraestruturas de Portugal concessionou de novo o parque sul do Complexo Ferroviário da Bobadela, em contra-ciclo com o curso de conversão e requalificação da Frente Ribeirinha do Tejo em Loures.

A insensata decisão e o seu despropósito são não apenas surpreendentes, como susceptíveis de configurar grave penalização para o Estado português e os contribuintes, quando é sabido que as Câmaras Municipais de Loures e Lisboa e o Governo português pretendem acolher naquele espaço as Jornadas Mundiais da Juventude a realizar em 2022.

Ao realizar uma concessão por cinco anos com possibilidades de renovação por mais dois anos, a IP-Infraestruturas de Portugal, está a criar condições para que o operador privado de contentores venha a receber uma importante indemnização, caso venha a ser removida a sua concessão para a implantação das infraestruturas das Jornadas Mundiais da Juventude.

Esta decisão inqualificável, pelos prejuízos, atrasos e condicionamentos que provoca à requalificação da Frente Ribeirinha, ao ambiente da zona oriental de Loures e à qualidade de vida das populações, é merecedora do mais veemente protesto e exige uma actuação imediata, firme e inequívoca do Governo, que tutela a IP – Infraestruturas de Portugal.

A ADAL- Associação de Defesa do Ambiente de Loures vem, há anos, tornando públicas as suas preocupações com a situação de pressão desqualificadora na Frente Ribeirinha do Tejo em Loures e rejeita liminarmente que no preciso momento em que se vão reunindo condições objectivas para encetar o ordenamento, qualificação e usufruto do espaço, haja quem, à revelia da vontade política das autoridades locais e centrais, actue como um estado dentro do Estado, ignorando todos os sinais públicos, todas as justas aspirações manifestas, todos os objectivos de  desenvolvimento sustentável.

O que se exige para a Frente Ribeirinha do Tejo em Loures, é:

  1. Erradicar os problemas da desqualificação territorial, ambiental e económica e acção mitigadora dos impactos das actuais actividades, impedindo ali novas actividades inadequadas e impróprias de um espaço de elevada nobreza e valor ambiental;
  2. A elaboração urgente de um Plano de Ordenamento para a Frente Ribeirinha do Tejo, como instrumento de gestão sustentável do território e alavanca de protecção ambiental e de desenvolvimento económico equilibrado;
  3. Reunir sob os mesmos propósitos, o governo, as autarquias, as empresas e os cidadãos em ordem à valorização da frente Tejo nas suas diferentes dimensões, das económicas às lúdicas, das ambientais às turísticas.

NÃO MAIS CONTENTORES.
LOURES TAMBÉM TEM TEJO !

ADAL PREPARA LANÇAMENTO DE UMA PETIÇÃO | CONVENTO DE NOSSA SENHORA DOS MÁRTIRES E DA CONCEIÇÃO DOS MILAGRES, DE SACAVÉM

O Convento de Nossa Senhora dos Mártires e da Conceição dos Milagres, de Sacavém por indicação de Miguel de Moura, escrivão de D. Sebastião, foi construído no século XVI, sobre ruínas de um outro templo edificado no século XII, em pleno reinado de D. Afonso Henriques.

Do seu património, em permanente risco de completa destruição e furto, salientamos azulejos dos séculos XVI, XVII e XVIII.

Os efeitos danosos causados pelas centenas de anos de vida deste exemplar do nosso património, aliados aos danos provocados pelo abandono a que esteve sujeito, conduziram-no a um estado de destruição que a ADAL por diversas vezes tem vindo a denunciar, quer através de Posições Públicas, quer no âmbito do Positivo e Negativo do Ano, como sucedeu este ano.

Porque corre o sério risco de ficar completamente destruído, consideramos que se justifica a dinamização de um movimento de opinião da população do Concelho de Loures e da cidade de Sacavém, em particular, para a salvaguarda e valorização do Convento de Nossa Senhora dos Mártires e da Conceição dos Milagres.

Esta é a finalidade da petição que a ADAL tenciona divulgar proximamente, e que será enviada à Senhora Ministra da Cultura, para que o Estado desenvolva todas as providências necessárias e ao seu alcance, para a classificação patrimonial do Convento.

Exposição de bolso “Santa Iria de Azóia, de Aterro a Parque Urbano – Narrativa ilustrada de um (Re)Nascimento”

A ADAL não podia deixar de se associar ao esforço que a ADPAC vem desenvolvendo com vista ao conhecimento, valorização e salvaguarda de Vale de Flores.

Foi por isso que se associou à iniciativa Dias de Renascimento que ocorreu durante todo o mês de Outubro, celebrando diversas efemérides que ocorrem neste mês, tendo especial significado em Santa Iria de Azóia.

Uma dessas efemérides é o aniversário do Parque Urbano de Santa Iria de Azóia, no dia 21, facto que levou a ADAL a optar por desenvolver o seu contributo em torno da história deste Parque: a exposição de bolso Santa Iria de Azóia, de Aterro a Parque Urbano – Narrativa ilustrada de um (Re)Nascimento.

Assinalamos como muito positiva a iniciativa da ADPAC, pelo que proporcionou quer na valorização do património local, quer nas dinâmicas de cooperação interassociativa.