Concentração pela reversão da privatização da VALORSUL

nullA ADAL, em conjunto com outras associações, promoveu um protesto pela reversão da privatização da EGF/VALORSUL.

A Valorsul cumpriu as regras ambientais a que estava obrigada e, simultaneamente, apresentou sempre lucros, por isso, não há forma de compreender as razões que levam um governo a privatizar uma empresa praticamente exemplar com gestão pública.

Não hesitamos, por isso, em desafiar desde já as forças políticas concorrentes às eleições legislativas de Outubro próximo a fazerem regredir este processo inacreditável de uma privatização insensata e disparatada.

Leia aqui na íntegra a comunicação proferida pela ADAL.

A única solução é manter a Valorsul na esfera pública. A solução correcta é os municípios deterem a maioria do capital da empresa, para a pôr a coberto das tropelias dos governos e as ilegítimas ambições dos grupos privados para quem objectivamente o governo trabalha.

TODOS temos a obrigação e a responsabilidade de lutar por esta causa!

 

CONTAMOS COM TODOS!

Oposição à privatização da VALORSUL

A Câmara Municipal de Loures e a “Plataforma em defesa da VALORSUL como empresa pública”, da qual a ADAL é uma das Organizações integrantes, deram, no passado dia 29 de Julho, uma conferência de imprensa à porta da sede da VALORSUL, em São João da Talha, reagindo à decisão da Autoridade da Concorrência que anunciou a não oposição à concentração de empresas no processo de privatização da Valorsul.

Em causa está o processo de alienação de 100% do capital estatal da EGF, responsável pela recolha, transporte, tratamento e valorização de resíduos urbanos, através de 11 sistemas multimunicipais de norte a sul do país.

Relembramos que também a ADAL, enquanto associação ambientalista de Loures, está preocupada  com as  consequências ambientais da  privatização e  activa nesta  causa  comum. Já em Julho, por ocasião de mais um protesto pela reversão da privatização – o qual mereceu destaque na última edição do Linha de Defesa – a ADAL explicava a completa ausência de fundamentos lógicos para privatizar a EGF e, consequentemente, a empresa de resíduos Valorsul.

De referir que uma das propostas da SUMA é de fundir a Valorsul com a empresa de resíduos da Amarsul (Margem sul do Tejo) e criar uma linha na central de incineração de Loures, o que, no entender da ADAL, além de colocar em causa as metas ambientais é um processo à revelia daquilo que eram os compromissos do estado com as populações quando aqui foi instalada a incineradora da Valorsul.

PROTESTO PELA REVERSÃO DA PRIVATIZAÇÃO DA VALORSUL | 8 de Julho

A ADAL, nesta fase decisiva da luta contra a privatização da EGF/Valorsul, apela à convergência e união de esforços da população de Loures e de outros municípios, das associações suas congéneres, dos sindicatos, dos autarcas, do movimento associativo, das forças políticas que se opõem a esta privatização, para a constituição duma Plataforma Cívica que eleve, intensifique e diversifique acções contra este ataque aos direitos das populações e dos trabalhadores.

PARTICIPE na CONCENTRAÇÃO E PROTESTO pela reversão da privatização da Valorsul, a ter lugar no próximo dia 8 de Julho, pelas 18 horas, no Largo da Sociedade 1º de Agosto, em S. Iria de Azóia.

CONTAMOS COM TODOS OS QUE NÃO DESISTEM!

ADAL assinala Palácio de Valflores como ponto negativo do concelho

Fonte: Câmara Municipal de Loures | http://www.cm-loures.pt/Conteudo.aspx?DisplayId=1036

PATRIMÓNIO E AMBIENTE

Associação de Defesa do Ambiente de Loures assinala pontos positivos e negativos do concelho

Reabertura dos museus municipais de Loures ao domingo valorizada pela Associação de Defesa do Ambiente de Loures (ADAL), que entregou, no dia 5 de junho, na Câmara Municipal de Loures, os certificados relativos aos aspetos positivos e negativos nas áreas do Ambiente e do Património.

Os certificados, relativos ao ano de 2014, são emitidos pela ADAL como forma de assinalar o Dia Mundial do Ambiente, onde se destacam os factos mais relevantes e positivos, alertando para os que se apresentam em contradição com o bem-estar coletivo.

Como pontos positivos, a ADAL assinala a reabertura dos museus municipais de Loures aos domingos e ainda a discussão pública do PDM, aberta à participação de toda a população.

Já a privatização da Valorsul foi classificada de negativa, facto que a Câmara de Loures tem tentado contrariar através de múltiplas ações: providências cautelares, sessões públicas de esclarecimento, manifestações, concentrações, conferências de imprensa, entre muitas outras formas de luta.

Na área do Património, o Palácio de Valflores, em Santa Iria de Azóia, e o risco de destruição deste edifício histórico, tiveram uma classificação negativa por parte da ADAL. Também aqui a Autarquia tem dado passos importantes na sua preservação. Após a constituição de um grupo de trabalho interno, entre outubro de 2013 e novembro de 2014, foram desenvolvidas várias ações. Uma das primeiras decisões foi reunir com a Direção Geral do Património Cultural (DGPC), onde se apresentou proposta e orçamento para consolidação do palácio e aqueduto e se procurou saber da disponibilidade deste organismo para apoiar a intervenção. A 1 de novembro de 2013, a Câmara de Loures apresentou uma candidatura ao Programa 7 Sítios Mais Ameaçados, da Europa Nostra, representada em Portugal pelo Centro Nacional de Cultura, mas sem resultados.

Já no início ano de 2014, a Quinta de Valflores recebeu uma visita técnica da DGPC para uma vistoria técnica do imóvel. Procedeu-se, então, à remoção de colunelo, capitel e base da loggiado palácio e posterior depósito no Museu Municipal de Loures, assim como à reposição da tela e chapas de cobertura danificadas na estrutura de proteção do palácio. Remetida foi também, pela Autarquia, uma proposta de caderno de encargos para intervenção de consolidação no imóvel e aqueduto à DGPC. A 26 de junho de 2014, Valflores recebe a visita do Secretário de Estado da Cultura, com o intuito de aprofundar parcerias para melhorar o apoio técnico e avaliar em conjunto formas e meios de valorização do património.