
Remetido ofício à CMLoures dando conhecimento da Posição Pública
STOP à impermeabilização! É URGENTE E NECESSÁRIO UM SOBRESSALTO CÍVICO
Posição Pública
O concelho de Loures está a ser alvo de um apetite para construção nunca visto. Moradias e Edifícios de Habitação, Armazéns, Centros Logísticos e Parques Logísticos. Por todos os cantos se intensifica a construção e, por essa via, se dá pasto à especulação.
Todos podemos verificar que está em curso um vendaval de construção e a ADAL suspeita que se está a preparar a sua aceleração, num ataque sem precedentes ao território, com a maximização da ocupação dos solos com betão e alcatrão, o que conduzirá a uma taxa recorde de impermeabilização do solo.
Preocupações acrescidas resultam da recente alteração à Lei dos Solos, de autoria do governo, que permite às Câmaras Municipais a transformação de terrenos rústicos em urbanos em modo “simplex”, viabilizando-se a ocupação contra-natura de terrenos agrícolas e de áreas da reserva agrícola e de reserva ecológica.
Os riscos da impermeabilização generalizada e da construção sobre e junto a linhas de água, num contexto de alterações climáticas, que exacerba os fenómenos meteorológicos, conduzem a ocorrências como a que recentemente se observou em Valência de Novembro de 2024.
Não podemos fazer por ignorar agora, para nos virmos a queixar e a lamentar mais tarde.
É preciso impor um STOP à impermeabilização. É necessário e urgente um sobressalto cívico que obrigue os decisores políticos a pararem com a insensatez da intensificação da construção desmedida e desnecessária.
Merecemos um futuro mais tranquilo, mais equilibrado e mais saudável.
ADAL reúne com Águas do Tejo Atlântico (AdTA)
A pedido da ADAL junto da Águas do Tejo Atlântico, fomos recebidos no passado dia 5 de Dezembro, por Marcos Batista e Jorge Gomes, na Fábrica da Água de Beirolas, para esclarecimentos sobre a utilização de águas residuais tratadas.
Tomámos conhecimento da capacidade de volume diário nas três linhas de produção existentes, bem como dos destinos dados às águas tratadas, quer para fornecimento externo, quer para consumo interno. Lamentavelmente, a capacidade instalada não está a ser rentabilizada como seria desejável, nomeadamente pelo município de Loures, seja pelas autarquias, seja pelo tecido empresarial, situação que urge alterar no âmbito do uso de tão importante recurso, cujos princípios defendemos intransigentemente: Reduzir (o consumo), Reciclar (a água usada) e Reutilizar.
Tivemos ainda oportunidade para trocar impressões sobre o projecto Sollagua, que visa promover o desenvolvimento de uma economia circular baseada na reutilização das águas residuais locais, através de soluções baseadas na natureza (SBN), para a reutilização da água em áreas rurais (Espanha, Portugal e França).
Não deixámos de abordar as eventuais possibilidades de abranger o Paul das Caniceiras num projecto que possa não só criar melhores condições de subsistência do ecossistema que lhe está associado, mas também providencie água para usos diversos na actividade agrícola e pecuária.
Igualmente referenciamos a Boga de Boca Arqueada de Lisboa, espécie em risco que vive no Paul, para eventual abordagem no quadro do projeto Peixes Nativos, lançado em novembro de 2017 e desenvolvido em parceria entre o ISPA – Instituto Universitário e a Águas do Tejo Atlântico.

