Dia Internacional dos Museus O PODER DOS MUSEUS PASSA POR AQUI…

É comum neste dia, 18 de Maio, as entidades museológicas – museus nacionais, museus de autarquias, museus de empresas e museus de outras diferentes tutelas e mesmo tipologias – abrirem as suas portas às colecções, às exposições e por vezes às suas reservas.

Neste dia comemorativo, a Associação de Defesa do Ambiente de Loures (ADAL) volta a sua atenção para os “Centros de Documentação em Museus” um serviço e uma componente muitas vezes desconsiderados. Nalguns casos as suas instalações dentro do museu são mesmo consideradas sem utilidade, conduzindo por vezes a outras utilizações, nada consentâneas com as suas funções.

Uma leitura breve da bibliografia da especialidade refere que esta área museológica foi uma prioridade da museologia setecentista, evoluindo de forma consistente nos séculos seguintes, até aos dias de hoje.

Num importante momento de debate museológico e patrimonial em Outubro de 1998, no «9º Encontro Nacional – Museologia e Autarquias» que decorreu no Museu Municipal–Quinta do Conventinho, foi pedra angular o reconhecimento do «importante papel dos Centros de Documentação na salvaguarda, conservação, valorização e divulgação do património documental, o Município de Loures tem assumido o papel de dinamizador e promotor de reflexão em torno desta temática.»

De tal forma foi fundamental esta reflexão ocorrida há um quarto de século, que o Museu de Cerâmica de Sacavém tomou a iniciativa de criar espaços de intervenção e debate em Encontros Nacionais de Centros de Documentação em Museus. E já aconteceram quatro: 2004, 2012, 2014 e 2017, que registam a presença de muitos dos mais importantes museus portugueses.

Com a abordagem das múltiplas pistas teóricas decorrentes destes Encontros, os museus municipais do nosso concelho têm levado à prática os ensinamentos obtidos, cumprindo desta forma o seu importante papel de organizar, catalogar e inventariar todo o acervo documental que possuem, oferecendo-nos muitas possibilidades de trabalho nos seus três centros de documentação:
• Centro de Documentação Anselmo Braamcamp Freire, no Museu da Quinta do Conventinho, Loures
• Centro de Documentação Manuel Joaquim Afonso, no Museu de Cerâmica de Sacavém
• Centro de Documentação Camilo Alves, no Museu do Vinho e da Vinha, Bucelas

Aqui podemos consultar arquivos fotográficos, espólios pessoais, imagens do passado e do presente, documentação singular do património etnográfico e industrial do concelho e ainda múltipla bibliografia. Toda esta oferta permite, através da leitura presencial, realizar trabalhos académicos, fazer investigação aprofundada e consequentemente conhecer melhor a história, os costumes e as memórias de Loures.

A criação de “pontes” entre os centros de documentação e os munícipes/leitores é axial para que a Memória de Loures seja salvaguardada, valorizada e difundida.

Por estes motivos, a ADAL no Dia Internacional dos Museus, sugere que façamos dos Centros de Documentação dos Museus de Loures, lugares de utilização frequente.

A nossa presença aí, enriquecerá o seu potencial informativo e reforçará o nosso capital de conhecimento!

Paul das Caniceiras, Património Natural Húmido que exige acção imediata | POSIÇÃO PÚBLICA

A ADAL insta uma vez mais, publicamente, a Câmara Municipal de Loures a desenvolver as diligências necessárias para assegurar o processo de classificação do Paul das Caniceiras como Área Protegida de Âmbito Local.

Face ao ano de seca que se perspectiva, a Associação de Defesa do Ambiente de Loures reclama as acções necessárias para a preservação deste ecossistema de zona húmida, único na região de Lisboa, sublinhando com ênfase que a falta de medidas concretas ameaça irreversivelmente a sua requalificação e mesmo até a sua existência.

Invocamos as reuniões realizadas pela ADAL com as forças políticas com assento na Câmara Municipal e Assembleia Municipal de Loures, em ordem a sensibilizar e envolver todos na discussão e solução futura. Contudo é a Câmara Municipal que tem competência para propor a deliberação pela Assembleia Municipal da respectiva classificação, o que se aguarda incompreensivelmente há tempo de mais.

A ADAL insiste por isso nas suas propostas de:

  • Classificação do Paul das Caniceiras como Área Protegida de Âmbito Regional/Local;
  • Cuidada intervenção na área do Paul, apoiada tecnicamente, de modo a permitir visitas e observação das espécies;
  • Instalação de um Centro de Observação e Interpretação do ecossistema de zona húmida com objectivos pedagógicos, científicos e turísticos.

26 de Novembro – Dia Mundial da Oliveira

Temos uma que é milenar!

Em 2019 o Conselho Executivo da UNESCO recomendou que no dia 26 de Novembro de cada ano fosse comemorado o Dia Mundial da Oliveira para se assinalar o significado desta árvore ancestral como símbolo universal de paz e harmonia. Foi então enfatizado que a oliveira contribui para o desenvolvimento econômico e social sustentável de muitos países de seis continentes, bem como para a preservação dos recursos naturais.

Esta árvore de origens mediterrânicas pode viver séculos, não deixando de dar frutos mesmo em condições adversas, razão pela qual também é vista como símbolo da resistência.

Neste dia não podemos deixar de referir a oliveira milenar que vive em Santa Iria de Azóia, no Bairro da Covina. Tem mais de 2800 anos e foi identificada por um grupo de investigadores da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro como uma das árvores mais velhas do país.

A “nossa” magnífica Oliveira, contemporânea da ocupação romana da Península, é o que resta de um antigo olival próximo das ruínas do Castelo de Pirescouxe e merece uma visita.

Por isso sugerimos a realização do percurso “do Palácio ao Castelo”, totalmente percorrido na freguesia de Santa Iria de Azóia. Começa em Via Rara, junto ao Palácio e Quinta de Valflores, atravessa o canal do Alviela, passa na Igreja Matriz e junto à Oliveira Milenar, terminando no Castelo de Pirescoxe.

Este percurso pode ser consultado no site da ADAL: