No Dia Internacional dos Monumentos e Sítios, ADAL relembra petição pela classificação do Convento de Nossa Senhora dos Mártires e da Conceição dos Milagres

É público o estado de completo abandono e destruição que está a acontecer com o Convento de Nossa Senhora dos Mártires e da Conceição dos Milagres, em Sacavém.

A petição da ADAL pretende que o Estado desenvolva todas as diligências necessárias e ao seu alcance, para a classificação patrimonial do primeiro grande passo para a sua SALVAGUARDA e VALORIZAÇÃO.

Assine a petição aqui.

No Dia Internacional dos Monumentos e Sítios

Posição Publica da ADAL sobre a Escavação de Emergência em Bucelas.


“(…) A ADAL valoriza e agradece a atitude exemplar da população de Bucelas, fundamental para a criação de um ambiente que favorece o desenrolar dos trabalhos, mas também o bom acolhimento de investigadores e da comunicação social em geral.

A ADAL valoriza ainda o esforço financeiro e de informação à população que a Câmara Municipal e a própria Junta de Freguesia têm empenhado nesta importante intervenção, ao contrário do organismo de tutela, a DGPC – Direção-Geral do Património Cultural – que não tem qualquer acção de apoio a intervenções de emergência como a que está em curso. (…)”

Clique aqui para ler na integra a Posição Pública da ADAL sobre a Escavação de Emergência em Bucelas.

HORTAS URBANAS: A ADAL PROPÕE NOVO IMPULSO NO CONCELHO DE LOURES

Posição Pública

HORTAS URBANAS
ADAL propõe novo impulso no Concelho de Loures

Assinalando o Dia Mundial da Alimentação

As hortas urbanas têm vindo a ganhar cada vez mais adeptos no nosso país, sendo bem patentes as dimensões social e ambiental das mesmas, já que promovem o convívio e a relação de vizinhança, as relações inter-geracionais, o contacto com a natureza, a eco sustentabilidade e, mesmo que com pequeno significado, alguma redução da factura alimentar das famílias.

O desenvolvimento e a boa gestão destas hortas enquadram-se nos Objectivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), uma vez que contrariam, em certa medida, alguns dos problemas ambientais mais comuns, associados à grande concentração populacional dos centros urbanos e às deslocações de veículos de transporte de mercadorias, como a poluição dos solos, do ar e dos recursos hídricos, entre outros que advêm de um sistema que promove o consumo irracional, o desperdício e a produção de resíduos.

Não será muito difícil identificar a função que as hortas urbanas podem desempenhar no quadro de medidas que contribuam para a sustentabilidade urbana, como a existência de espaços verdes na proximidade dos aglomerados habitacionais, destinados ao recreio activo, a recuperação da agricultura urbana e periurbana, a integração das infra-estruturas na cidade, a requalificação dos espaços não utilizados, a não ocupação, por novas construções, dos solos ainda disponíveis nas cidades, ou a criação de margens nas linhas de água, entre outros exemplos que se contrapõem às condições de vida cada vez mais sedentárias e mais distantes da natureza.

Enquanto entidade que subscreve a Carta de Aalborg para a implementação da Agenda 21 Local e que se identifica com as preocupações subjacentes aos ODS, a ADAL não pode deixar de apoiar todas as medidas que visem o desenvolvimento sustentável num plano local, reconhecendo que a dinamização das hortas urbanas se insere claramente nesse âmbito.

Alerta, no entanto, para a necessidade de se respeitarem requisitos básicos para a sua instalação, quer seja exclusivamente para consumo próprio, quer contemple a possibilidade de comercialização, designadamente em mercados realizados para o efeito, no quadro de um programa mais vasto de dinamização local.

Desde já a ADAL identifica como fundamental salvaguardar os seguintes requisitos:

  • Localização adequada (aspecto com forte impacto na qualidade dos alimentos e na segurança);

  • Características do solo (igualmente com impacto na qualidade dos alimentos e no desenvolvimento do trabalho, que exclui o uso de máquinas);

  • Recursos hídricos, sua qualidade, disponibilidade e proximidade, tendo em conta também as necessidades de rega;

  • Condições atmosféricas e qualidade do ar, que tem que considerar, naturalmente, os diferentes usos do solo nas redondezas, uma vez que podem constituir potenciais ou reais fontes de poluição;

  • Escolha das espécies a cultivar, de acordo com as condições existentes, designadamente o clima e o solo.

Com estes pressupostos, a ADAL manifesta-se favorável à promoção e incremento de projectos de hortas urbanas e à possibilidade de os mesmos se compatibilizarem com o desenvolvimento da rede de parques e zonas verdes do município de Loures.

Concelho de Loures, 16 de Outubro de 2018

Para mais informações

Rui Pinheiro

919 538 842

adaloures@gmail.com

Dia Mundial da Árvore | 21 de Março

COMEMORAR PARA CONSCIENCIALIZAR
Dia Mundial da Árvore | 21 de Março

Evidenciar o Arvoredo de Interesse Público no Concelho de Loures

Neste dia Mundial da Árvore é recorrente recordarmos e refletirmos quanto à importância das árvores e da floresta. E de facto continua a ser pertinente sensibilizar para o valor das árvores e da floresta na manutenção da vida na Terra.

As árvores, seres vivos com riqueza, diversidade e caraterísticas únicas, têm atributos múltiplos na preservação ambiental. Referimo-nos a aspetos facilmente  observáveis como o ensombramento, as flores/frutos/sementes, a madeira/resina/casca, mas também a detalhes mais técnicos, se ponderarmos quanto à regularização da temperatura, à riqueza da biodiversidade, à redução da poluição sonora e do ar, à melhoria das condições dos solos, atingindo ainda particularidades científicas como serem produtoras de oxigénio e sumidouros de dióxido de carbono, permitindo contribuir para a redução do aquecimento global do planeta.

E porque a história das árvores, para lá das qualidades já evidenciadas, também se conta a partir da sua idade, tamanho, beleza, adquire uma riqueza ainda maior quando a sua história tem ligações às pessoas e ao território. Nesta efeméride, oportunidade para destacar dois exemplares no concelho de Loures classificados enquanto Arvoredo de Interesse Público(1).  Referimo-nos a árvores com localização isolada, porém com referência suficiente para reunir as autoridades locais e a população em torno da sua classificação, defesa e notoriedade.
A merecer um olhar atento, a ADAL apresenta:

• A Oliveira Milenar, Olea europea L. var. europaea, com 2850 anos. Localizada no Bairro da Covina, em Santa Iria da Azóia.

• O Carvalho-Português ou Cerquinho, Quercus faginea Lambert, árvore centenária. Localizada no Casal do Tufo – Fontelas, na Freguesia de Lousa.

E recomenda, oportunamente, uma visita. A longevidade e imponência destas árvores merecem a nossa deferência, atenção, protecção e valorização!

Loures, 21 de Março de 2018

 

(1) O Arvoredo de Interesse Público compreende exemplares isolados ou conjuntos arbóreos que, pela sua representatividade, raridade, porte, idade, historial, significado cultural ou enquadramento paisagístico, possam ser considerados de relevante interesse público e se recomenda a sua cuidadosa conservação.