Dia Mundial da Conservação da Natureza

O Dia Mundial da Conservação da Natureza que se comemora a 28 de Julho, foi criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas com a finalidade de alertar os cidadãos para a importância da Natureza e dos problemas que lhe estão associados, nomeadamente os da sua conservação.

A Natureza e os seus ecossistemas fornecem serviços essenciais à vida humana à manutenção do equilíbrio ecológico, como a purificação do ar e da água, a regulação dos fenómenos climáticos, os processos de decomposição (repondo a matéria mineral nos solos), o controle da erosão, a reprodução da vegetação através da polinização e dispersão de sementes, o controle de pragas e o sequestro de carbono através dos processos de fotossíntese, entre outros. Fornecem alimento, matéria-prima e medicamentos e não podem tão-pouco ser esquecidos os seus valores culturais, estéticos e turísticos, bem como o simbolismo que a natureza representa ainda para muitos povos, à qual se encontram fortemente ligados através de rituais e tradições ancestrais.
Existe ainda imenso por descobrir acerca dos ecossistemas e das suas riquezas. Supõe-se que haverá cerca de 14 milhões de espécies no planeta mas apenas 13% destas se encontram descritas, o que permite pensar nas potencialidades que poderão representar para a Humanidade a vários níveis, nomeadamente a sua aplicação no domínio da medicina.
Por “conservação da Natureza” entende-se “a gestão da utilização humana da natureza, de modo a compatibilizar de forma perene o seu uso e a capacidade de regeneração de todos os recursos vivos”, ou seja, uma gestão e utilização sábias dos recursos naturais.
No entanto o crescimento da população mundial – atualmente de 7,2 mil milhões de pessoas prevendo-se atingir os 9,6 mil milhões em 2050 – e a consequente exigência de suprir as suas necessidades, conduz a uma sobreexploração desenfreada dos recursos provocando perturbações significativas que levam ao seu esgotamento, contribuem para as alterações climáticas e para o elevado ritmo de extinção de espécies.
Será tempo então de repensar as nossas condutas diárias e o nosso modo de vida. Tomar consciência de que qualquer iniciativa legal deverá ser apoiada pela ação de todos e qualquer um de nós enquanto cidadãos, através de atitudes e gestos simples que minimizem os danos que inevitavelmente causamos, permitindo às gerações futuras desfrutar de todo um legado natural que nos foi entregue. Porque não começar já hoje, saindo para passear na Natureza, olhando-a e vivendo-a como o tesouro que realmente é e pelo qual somos responsáveis?

Links recomendados:
http://www.icnf.pt/portal/agir/comemora/dia-conserv-nat
https://dre.pt/pdf1sdip/2014/04/07300/0240002404.pdf

Texto: SETA – Sociedade Portuguesa para o desenvolvimento da Educação e do Turismo Ambientais
Fotografia: João Lopes (I Mostra de Fotografia Retrato Ambiental de Loures, 2013)

O Dia Mundial do Combate à Desertificação seguido de a Desertificação Vista pela Janela

Comemora-se hoje, pela 19ª vez, o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, instituído pelas Nações Unidas e que visa alertar para este problema que afeta cerca de um sexto da população mundial e 30 % das zonas continentais do planeta.

De acordo com a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), este fenómeno corresponde à degradação da terra, nas zonas áridas, semiáridas e sub-húmidas secas, em resultado da influência de vários fatores, incluindo as variações climáticas e as atividades humanas.

As causas apontadas pela UNCCD para a Região Mediterrânea Norte, em que Portugal se insere, são, em síntese:

  • Condições climáticas semiáridas, grande variabilidade pluviométrica e chuvadas repentinas e de grande intensidade;
  • Solos pobres e suscetíveis à erosão;
  • Relevo acidentado;
  • Grandes perdas no coberto vegetal resultantes da severidade regional dos incêndios florestais;
  • Crise na agricultura tradicional, associada ao abandono da terra e à deterioração das estruturas de proteção do solo e de conservação da água;
  • Exploração não sustentável dos recursos hídricos, causadora de prejuízos ambientais graves, neles se incluindo a poluição química, a salinização e o esgotamento dos aquíferos; e
  • Concentração das atividades económicas no litoral, como resultado do crescimento urbano, da atividade industrial, do turismo e da agricultura de regadio.»

As consequências incluem o aumento da erosão e da salinização dos solos, da alteração do ciclo da água com redução da infiltração da água da chuva e aumento do escoamento superficial, a redução da biodiversidade e da produtividade dos solos, conduzindo ao empobrecimento das comunidades humanas deles dependentes.

No Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação (PANCD), aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 69/99, de 17 de Junho e em revisão, é referido que a desertificação “é um processo complexo, no qual muitas vezes as causas se confundem com os efeitos e em que intervêm não apenas os agentes mais próximos, mas muitos outros não diretamente envolvidos e muitas vezes não identificáveis”, sendo que “a mais ampla expressão da problemática causa-efeito na desertificação observada no território português é o despovoamento”, uma vez que “nas condições mediterrânicas que predominam no território continental, a presença do homem é fator determinante para a moldagem da Natureza: quando está presente, o homem constitui-se como vigilante e como arquiteto e escultor dos recursos naturais e da paisagem; quando se ausenta, o homem deixa atuar sobre os solos, por si muitas vezes fragilizados, os agentes naturais.”

Assim, a manutenção da população ativa nas zonas rurais é um dos eixos do PANCD, a par da conservação do solo e da água; da recuperação das áreas mais ameaçadas; da investigação, experimentação e divulgação e ainda da integração da problemática da desertificação nas políticas de desenvolvimento.

À escala da Área Metropolitana de Lisboa, onde se verificou em muitas áreas, e num passado recente, a transformação rápida do uso rural do solo para o urbano consolidado, nem sempre fará ainda sentido falar-se da problemática da desertificação. Mas não é esse o caso do Concelho de Loures, em que cerca de metade do território permanece rural mas muitas vezes desvalorizado, votado ao abandono e sofrendo episódios algo frequentes de incêndios e de erosão de zonas vulneráveis.

Sendo certo que a desertificação será mais intensa e frequente quanto menos pessoas viverem nos espaços rurais, menos meios de intervenção e incentivos sociais e financeiros para a manutenção desses espaços tiverem, quanto menor for o preço dos bens e serviços produzidos e menor o interesse em reabilitar cooperativas e associações de produtores, concluímos que, não obstante a desertificação ser um problema à escala mundial, há muito a fazer à porta de casa.

Links recomendados:

http://www.unccd.int/en/Pages/default.aspx

http://www.icnf.pt/portal/naturaclas/ei/unccd-PT

http://dre.pt/pdf1sdip/1999/07/158B00/43004305.pdf (Resolução do Conselho de Ministros n.º 69/99, de 17 de Junho, que aprova o Programa de Acção Nacional de Combate à Desertificação (PANCD) e estabelece procedimentos relativamente à sua concretização)

Fotografia: Erosão (extraído de http://pt.dreamstime.com/imagens-de-stock-royalty-free-teste-padr%C3%A3o-da-eros%C3%A3o-de-solo-image12548799)

Teresa Santos

 

5 de Junho | Dia Mundial do Ambiente

O Dia Mundial do Ambiente, estabelecido em 1972 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, é celebrado, todos os anos, a 5 de Junho. A celebração deste dia tem como principais objetivos:

  • Mostrar o lado humano das questões ambientais;
  • Capacitar as pessoas a tornarem-se agentes pró-ativos do desenvolvimento sustentável;
  • Promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos e das questões ambientais;
  • Estabelecer parcerias para garantir que todas as nações e povos desfrutem um futuro mais seguro e mais próspero.

O dia 5 de Junho foi escolhido para festejar a efeméride pois marca o dia em que teve início a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente Humano, realizada em Estocolmo, em 1972.

Todos os anos, as Nações Unidas apresentam um tema, que serve de ponto de partida para o desenvolvimento de ações de celebração do Dia Mundial do Ambiente, com o intuito de catalisar a atenção e a ação política de povos e Estados. Os eventos visam apresentar novas formas e métodos de viabilizar o futuro da Humanidade, seja através de ações individuais ou coletivas.

O tema deste ano – “Eleve a sua voz, não o nível do mar“, pretende alertar a população mundial para os desafios enfrentados pelos pequenos Estados insulares em desenvolvimento, em relação às alterações climáticas, por um lado, e apelar à participação ativa de todos os cidadãos, face a desafios ambientais globais, por outro.

As celebrações acontecem em todo o planeta e podem ser consultadas no sítio internacional do Dia Mundial do Ambiente http://www.unep.org/wed/ .

A participação de cada um determina o nosso futuro comum, por isso, sugerimos:

Age agora! Partilha boas práticas e ações positivas sobre ambiente.

“O Planeta Terra é a ilha partilhada por todos nós. Devemos unir-nos para protegê-la.”
Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon, durante o lançamento do Ano Internacional dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento

Texto de Marlene Marques e fotografia cedida por Ólímpio Fernandes

 

Dia Mundial dos Rios | Último domingo de setembro

Dia Mundial dos Rios é assinalado com o objetivo de celebrar os rios e contribuir para a sua preservação.

A data surge na sequência do lançamento pela Nações Unidas, em 2005, da Década “Água para a Vida”, com o intuito de consciencializar para a necessidade de cuidar melhor dos recursos hídricos, neste caso dos rios em específico.

ADAL alia-se à celebração deste importante dia, pela necessidade de alerta para as muitas e graves ameaças que os rios sofrem, quer as associadas ao desenvolvimento e à poluição, como às mudanças climáticas.

Uma dica: Em ritmo de passeio ou na prática de exercício físico, usufrua das margens dos rios Trancão e Tejo!