Derrube de árvores na Avenida Estado da India em Sacavém | Ofício remetido ao Vereador do Ambiente da CMLRS
Acção & Eco-Alerta
No passado dia 21 a ADAL completou 17 anos enquanto associação formalmente constituída.
Queremos assinalar esta data abordando o conjunto de diligências que, embora de
forma pouco visível, vamos mantendo permanente e persistentemente, que correspondem à nossa missão, e que expressam uma constante atenção sobre o que vai acontecendo no território. Estas diligências obrigam a uma estreita comunicação com um conjunto diversificado de entidades, quer solicitando-lhes informações para um mais rigoroso conhecimento das situações, quer alertando-as para as que precisam ser fiscalizadas e corrigidas.
É assim que, com frequência, conseguimos que os problemas identificados acabem por merecer o devido tratamento. Realçamos, por exemplo, a existência de uma estrutura em ruína na Zona Especial de Protecção – ZEP dos Aquedutos de Santo Antão do Tojal, os quais integram o conjunto patrimonial (Palácio da Mitra, Igreja, Quinta, Chafariz monumental, Aqueduto e Chafariz) classificado como Monumento de Interesse Público, ou o problema da instalação e funcionamento de um parque de contentores em Bucelas, que, como se concluiu, estavam em situação ilegal – num caso confirmando-se interferência na ZEP, noutro ausência de licença para o efeito.
Mas há muitos outros temas em acompanhamento junto da Câmara Municipal de Loures, CCDR LVT, Património Cultural IP, Agência Portuguesa de Ambiente – APA, ou outras entidades, seja para o acesso a informação, seja para tomada de medidas concretas de correcção ou salvaguarda. Damos a conhecer alguns desses temas:
- Convento Nossa Senhora dos Mártires e da Conceição dos Milagres
- Projectos para a antiga Covina
- Saída da A1 na Bobadela
- Palácio barroco e Quinta do Alexandre (Sacavém)
- Manutenção e gestão do Castelo de Pirescoxe
- Mouchão da Póvoa
- Fonte das Almoínhas
- Aqueduto de Loures
- Ocupações ilegais das margens do rio Trancão
- Assoreamento do rio Trancão
- Utilização de águas residuais tratadas nas ETAR
- Instrumento de gestão para a globalidade da Frente Ribeirinha
- Parque de contentores na Apelação
A participação de todos os associados, de todos os munícipes, neste esforço contínuo é essencial para que consigamos manter uma adequada vigilância sobre o território, pela salvaguarda do seus Recursos Naturais e Culturais, pelo Ambiente, pelo Património, por uma melhor qualidade de vida.
Convidamo-vos a entrar aqui https://adaloures.pt/breve-historia/ para uma viagem no ‘nosso’ tempo.

Obra de substituição de passagens hidráulicas na EN115
Em Janeiro passado demos conta do ECO-ALERTA de munícipe relativo a obra de substituição de passagens hidráulicas na EN115, nas imediações do entroncamento para A-das-Lebres, da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal. Nesse processo solicitámos também esclarecimentos à Câmara Municipal de Loures relativos ao impacto futuro da intervenção.
Neste contexto partilhamos a agora comunicação recebida via Departamento de Obras Municipais da autarquia:
“No seguimento do vosso pedido de esclarecimento, somos a informar que as quatro passagens hidráulicas (PH) reformuladas, constituem uma obra da responsabilidade das Infraestruturas de Portugal, S.A. (IP), sendo que a última PH no sentido N/S (Sto. Antão Tojal – Loures), foi compatibilizada pelas IP com o projeto de execução da Rotunda de À-Das-Lebres, elaborado pela Câmara Municipal de Loures.
– Esta última PH faz parte de um estudo pormenorizado dos dispositivos destinados a assegurar a drenagem transversal (das linhas de água existentes) à EN115, que têm por fim garantir através da construção de passagens hidráulicas, o restabelecimento das condições de escoamento das linhas de água naturais intercetadas pela construção da nova via/rotunda.
– Este estudo teve em consideração a dimensão e forma das bacias hidrográficas ou bacias de drenagem (área da extensão de escoamento de um rio e seus afluentes), as intensidades de precipitação, condições locais, respetivos tempos de concentração e intervalo de recorrência.
– Com base nestes dados foi efetuada uma análise de risco e o dimensionamento das travessias necessárias (secção de vazão das PH’s), tendo em conta os cálculos dos caudais de ponta de cheia para um período de retorno de 100 anos, com o objetivo de minimizar os efeitos prejudiciais de certos fenômenos naturais, nomeadamente chuvas torrenciais.
– Esclarece-se ainda que o projeto da CM Loures teve a apreciação e aprovação da APA – Agência Portuguesa do Ambiente, que se encontra atualmente a validar a obra executada pelas Infraestruturas de Portugal, S.A., no sentido de confirmar que a obra dá resposta às preocupações constantes no referido projeto.”

