Dia Mundial da Árvore | 21 de Março

COMEMORAR PARA CONSCIENCIALIZAR
Dia Mundial da Árvore | 21 de Março

Evidenciar o Arvoredo de Interesse Público no Concelho de Loures

Neste dia Mundial da Árvore é recorrente recordarmos e refletirmos quanto à importância das árvores e da floresta. E de facto continua a ser pertinente sensibilizar para o valor das árvores e da floresta na manutenção da vida na Terra.

As árvores, seres vivos com riqueza, diversidade e caraterísticas únicas, têm atributos múltiplos na preservação ambiental. Referimo-nos a aspetos facilmente  observáveis como o ensombramento, as flores/frutos/sementes, a madeira/resina/casca, mas também a detalhes mais técnicos, se ponderarmos quanto à regularização da temperatura, à riqueza da biodiversidade, à redução da poluição sonora e do ar, à melhoria das condições dos solos, atingindo ainda particularidades científicas como serem produtoras de oxigénio e sumidouros de dióxido de carbono, permitindo contribuir para a redução do aquecimento global do planeta.

E porque a história das árvores, para lá das qualidades já evidenciadas, também se conta a partir da sua idade, tamanho, beleza, adquire uma riqueza ainda maior quando a sua história tem ligações às pessoas e ao território. Nesta efeméride, oportunidade para destacar dois exemplares no concelho de Loures classificados enquanto Arvoredo de Interesse Público(1).  Referimo-nos a árvores com localização isolada, porém com referência suficiente para reunir as autoridades locais e a população em torno da sua classificação, defesa e notoriedade.
A merecer um olhar atento, a ADAL apresenta:

• A Oliveira Milenar, Olea europea L. var. europaea, com 2850 anos. Localizada no Bairro da Covina, em Santa Iria da Azóia.

• O Carvalho-Português ou Cerquinho, Quercus faginea Lambert, árvore centenária. Localizada no Casal do Tufo – Fontelas, na Freguesia de Lousa.

E recomenda, oportunamente, uma visita. A longevidade e imponência destas árvores merecem a nossa deferência, atenção, protecção e valorização!

Loures, 21 de Março de 2018

 

(1) O Arvoredo de Interesse Público compreende exemplares isolados ou conjuntos arbóreos que, pela sua representatividade, raridade, porte, idade, historial, significado cultural ou enquadramento paisagístico, possam ser considerados de relevante interesse público e se recomenda a sua cuidadosa conservação.

Apoio Movimento Associativo 2017

A Câmara Municipal de Loures, no âmbito da sua política de estímulo ao movimento associativo municipal, concede apoios financeiros para a dinamização de actividades de carácter sociocultural, recreativo, desportivo e/ou juvenil.

Neste contexto, a ADAL candidatou-se a este apoio e no ano de 2017 foi-nos atribuída uma verba, em consonância com as regras estabelecidas.

Valorizando a transparência e a prestação de contas, publicitamos a recepção deste subsídio.

Posição Pública – ADAL saúda Fanhões, CAPITAL DO CALCETEIRO

Os Órgãos Directivos da ADAL- Associação de Defesa do Ambiente de Loures, reunidos oportunamente em Loures, decidiram apresentar públicas saudações à Junta de Freguesia de Fanhões pela sua iniciativa de proclamar Fanhões, Capital do Calceteiro.

A iniciativa tem a maior relevância para a valorização do património construído daquela freguesia, mas também para o património imaterial, a memória colectiva, o valor do trabalho, a arte e o ofício.

Importa recordar que a calçada portuguesa – que é motivo de orgulho em Lisboa e referência de Portugal no Mundo – foi, na sua maioria, executada por gente de Fanhões, pelo que se entende que faz todo o sentido homenagear o labor, o saber-fazer, a dedicação, a profissão, mas sobretudo as pessoas.

A ADAL releva ainda o esforço que vem sendo desenvolvido pela Freguesia no propósito da preservação, salvaguarda e valorização do património rural local, tarefa a que a Associação emprestará toda a colaboração que esteja ao seu alcance.

QUINTA DA FRANCELHA | Posição da ADAL

A ADAL foi alertada, através da comunicação social local, para protestos de moradores e detentores de actividades económicas nas proximidades da Quinta da Francelha de Cima, no Prior Velho, a propósito da existência de um estaleiro de obras da empresa Alves Ribeiro e das actividades que ali vêm sendo desenvolvidas, com efeitos negativos sobre a qualidade de vida e o ambiente geral da zona.

A Associação expôs à Câmara Municipal de Loures a sua posição, da qual destacamos:

3. O volume de inertes ali operados é susceptível de provocar imensas poeiras, o que não é de todo saudável e justificava, quer-nos parecer, medidas mitigadoras correspondentes, que o Município não terá imposto;

5. Requeriam-se, objectivamente, medidas de controlo das quantidades de inertes presentes, da emissão e disseminação das poeiras, de lavagem de rodados das viaturas (…), e a exigência de limpeza urbana e lavagem quotidiana das artérias afectadas pela actividade;

6. Parece-nos possível concluir ainda que em nenhum momento participaram no processo técnicos da área ambiental, o que pode estar na origem da menor sensibilidade aos impactos que adviriam da instalação de um estaleiro daquela dimensão e intensidade de trabalho;

10. A ADAL reitera a sua perspectiva de que a assunção do princípio da sustentabilidade como eixo fundamental da actuação municipal, a que toda a sua manobra se subordine, pode ser a resposta global e eficaz na prevenção de problemas ambientais de que este é apenas um exemplo.

LER NA ÍNTEGRA: