Hoje, 2 de Fevereiro, comemora-se o Dia Mundial das Zonas Húmidas

Esta data coincide com aquela em que, em 1971, foi assinada a Convenção de Ramsar (Irão) que define as zonas húmidas como “zonas de pântano, charco, turfeira ou água, natural ou artificial, permanente ou temporária, com água estagnada ou corrente, doce, salobra ou salgada, incluindo águas marinhas cuja profundidade na maré baixa não exceda os seis metros”.

As condições para a selecção destes sítios estão relacionadas com

  • Representatividade e unicidade do ecossistema;
  • Valores da fauna e flora;
  • Importância na conservação de aves aquáticas;
  • Importância na conservação de peixes

Sendo ecossistemas muito sensíveis, encontram-se gravemente ameaçados, a nível mundial, por circunstâncias de expansão urbanística, industrialização, intensificação da agricultura, pesca e piscicultura, caça ilegal, poluição, abandono e turismo desregulado, entre outros factores.

Em Portugal…

Em Portugal estão identificadas cerca de 50 zonas húmidas, mas só 28 preenchem os requisitos para integrarem a lista da Convenção sobre Zonas Húmidas: 16 em Portugal continental e 12 nos Açores. Estes locais já se encontram mencionados em http://www.ramsar.org/doc/sitelist.doc

Apesar de estarem definidas medidas para a sua protecção, estas zonas continuam a exigir uma atenção especial devido aos perigos que ainda as afectam.

(Fonte: Ponto focal da Convenção de Ramsar para Portugal – ICNB)

No concelho de Loures…

No concelho de Loures ainda existe um pequeno paul, o Paul das Caniceiras, que, apesar do insuficiente cuidado e pouca atenção que lhe têm sido dedicadas, ainda constitui um importante refúgio para diversas espécies de aves aquáticas.

O Paul das Caniceiras fica a cerca de 2 km a leste da Urbanização do Infantado, na Várzea de Loures, já na Freguesia de Santo Antão do Tojal. http://www.panoramio.com/photo/8360263

São vários os problemas que afectam e põem em risco este habitat, desde logo as contaminações por escorrências provenientes de terrenos agrícolas e das estradas situadas nas proximidades, as descargas pontuais de fossas, a sobre extracção de água para irrigação de áreas agricultadas…mas também a falta de reconhecimento do seu valor ambiental.

Perante as ameaças que esta zona húmida enfrenta, é realmente urgente e prioritária a adopção de medidas concretas com vista à conservação deste ecossistema, designadamente o cumprimento da legislação e das disposições regulamentares aplicáveis, o desenvolvimento de um plano de ordenamento e de gestão, a realização de intervenções de recuperação, que contemplem um usufruto regulado e sustentável por parte de visitantes, a par da divulgação, sensibilização e educação ambientais.

É portanto com grande esperança e expectativa que a ADAL acompanhará os desenvolvimentos, em Loures, das acções previstas no âmbito do Projecto Naturba (aprovado em Junho de 2009 e com conclusão em Novembro de 2011), o qual reconhece e prevê a valorização da singularidade paisagística e biológica desta zona húmida, no contexto da Várzea de Loures.

http://www.cm-loures.pt/doc/projectos/naturba/naturba.pdf

Se esta pequena zona húmida resistir às ameaças a que tem estado sujeita, poderá continuar a cumprir a sua.

Se bem gerida, poderá igualmente ser usufruída e valorizada enquanto importante ponto de observação de aves, e de desenvolvimento de actividades educativas e de lazer, na Natureza.

Não podemos perder esta oportunidade!

Neste Dia Mundial das Zonas Húmidas, a ADAL compromete-se a manter este assunto em agenda e apela a todos os munícipes para que se mantenham igualmente vigilantes.

PATRIMÓNIO CONSTRUIDO DE LOURES NA RUINA

Assinalou-se ontem, 18 de Abril, o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios.

A este propósito, a ADAL, vem mais uma vez alertar para o estado de degradação geral do património cultural construído do Concelho de Loures, fruto do alheamento, desinteresse e desrespeito com que tem sido tratado pelas entidades responsáveis.

São disso exemplo:

Edifício 4 de Outubro em Loures, em acelerada degradação, no ano em que se comemora o Centenário da República;

Palácio de Valflores em Santa Iria de Azóia, embrulhado em ráfia, para deixar de se ver o estado lamentável em que encontra;

Castelo de Pirescoxe em Santa Iria de Azóia, onde faltam concluir as obras de consolidação de parte da sua muralha, ao mesmo tempo que se acentua a degradação das instalações inicialmente recuperadas;

Igreja de Santa Maria da Vitória em Sacavém, completamente desprezada;

Convento dos Mártires e da Conceição em Sacavém, em decadência e prestes a ser “sufocado” por mais uma urbanização;

Monumento Megalítico de Casaínhos em Fanhões, do qual a Câmara de Loures já nem apresenta foto no seu site na internet;

Quinta da Abelheira no Zambujal, São Julião do Tojal, deixada à sua sorte;

Paço Real de Frielas, estação arqueológica romana e medieval, sem evolução, nem acompanhamento especializado;

Quinta da Massaroca em São João da Talha, onde para além da decadência deve estar em preparação mais uma operação urbanística de larga escala;

Os Fortes e as Linhas de Torres em toda a zona norte do Concelho, com as intervenções a decorrerem a um ritmo que põe em causa o objectivo das mesmas e o usufruto por parte das populações.

E de um modo geral o património que segundo a Câmara de Loures está “classificado ou em vias de classificação”, e cujas referências podem ser encontradas em: http://www.cm-loures.pt/MiniPatrimonio/index.htm

Há já perdas irrecuperáveis em inúmeros destes e de outros monumentos do Concelho.

A ADAL teme que a voracidade urbanística que avassala o Concelho seja a principal aliada da inércia do IGESPAR e da Câmara de Loures, gerando-se as condições de abandono, decadência e derrocada de inúmeros espaços e edifícios do maior valor histórico, cultural e social.

A ADAL lamenta profundamente o estado de degradação do património construído no Concelho de Loures e apela à Câmara Municipal de Loures e ao IGESPAR, a urgente intervenção na preservação e salvaguarda deste património, expressão real da nossa identidade e memória colectiva.

O Palácio de Valflores não pode cair

ADAL oferece porquinho-mealheiro a decisores políticos

A ADAL assinala o  dia 18 de Abril – proclamado pela UNESCO Dia Internacional dos Monumentos e Sítios – com a oferta de um porquinho-mealheiro para alerta e sensibilização das instituições com responsabilidades na salvaguarda do Palácio de Valflores em Santa Iria de Azóia, Loures.

O porquinho-mealheiro é a resposta da ADAL – acessível e útil – aqueles que argumentam com a falta de dinheiro – que há tanto para tantas outras coisas de duvidoso interesse público – para não preservarem o património cultural: permite-lhes à boa maneira caritativa, “recolher contributos” para fazerem face às insuficiências que mostram enquanto gestores da coisa pública e dos interesses do país.

O que se simboliza é que se nada mais fazem, pelo menos, se empenhem numa simpática “recolha de fundos” que a ADAL terá todo o gosto em patrocinar e apoiar.

Serão agraciados com a oferta do simpático mealheiro:

  • O Senhor Presidente da Câmara Municipal de Loures;
  • O Senhor Vereador da Cultura;
  • O Senhor Presidente da Assembleia Municipal;
  • Os Gabinetes dos Senhores Vereadores do PS, CDU e PSD na Câmara de Loures;
  • O Senhor Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional;
  • O Senhor Ministro da Cultura;
  • O Senhor Presidente do IGESPAR;
  • À Comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República.

Recorda-se que o Palácio está em risco de derrocada e a cada ano que passa se torna mais e mais premente fazer uma intervenção regeneradora, o que a Valorsul esteve disponível para fazer mas foi impedida pelo Ministro do Ambiente, perante o silêncio, inacção e laxismo dos responsáveis da cultura e da Câmara de Loures.

A ADAL defende a instalação naquele espaço de um pólo de investigação e centro de documentação para a sustentabilidade ambiental.

UM FAX POR DIA para Salvar o Palácio de Valflores

A ADAL irá assinalar o próximo dia 18 de Abril – proclamado pela UNESCO Dia Internacional dos Monumentos e Sítios – com uma iniciativa de alerta e sensibilização das instituições com responsabilidades na salvaguarda do Palácio de Valflores em Santa Iria de Azóia, Loures.

A jornada consiste na remessa diária de um fax, durante a semana de 14 a 20 de Abril para os seguintes destinatários:

  • Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional:
  • Ministro da Cultura
  • IPPAR
  • Presidente da Câmara Municipal de Loures
  • Gabinete dos Vereadores do PS na Câmara Municipal de Loures
  • Gabinete dos Vereadores da CDU na Câmara Municipal de Loures
  • Gabinete dos Vereadores do PSD na Câmara Municipal de Loures

Espera-se recordar que o Palácio está em risco de derrocada e a cada ano que passa se torna mais e mais imperioso fazer uma intervenção regeneradora, o que a Valorsul esteve disponível para fazer mas foi impedida pelo Ministro do Ambiente, perante o silêncio, inacção e laxismo dos responsáveis da cultura e da Câmara de Loures.

A ADAL defende a instalação naquele espaço de um pólo de investigação e centro de documentação para a área da sustentabilidade ambiental.