Plataforma Ambiental para a Reciclagem na Valorsul exige melhor meta de reciclagem no novo PERSU

Valorsul apenas recicla 14% dos resíduos recicláveis

Na proposta do novo PERSU (Plano Estratégico para os Resíduos Sólidos Urbanos para o período 2014 – 2020), tendo como principal condicionante a meta comunitária de 50% de reciclagem dos materiais recicláveis em 2020 e cujo período de consulta pública terminou a 8 de Setembro, a meta de reciclagem para a Valorsul é de apenas 42%, o que para nós é inaceitável!

De facto, nos sistemas de gestão com incineradora, Valorsul e Lipor, as metas previstas na proposta são consideravelmente abaixo dos 50%; 42% e 35% respetivamente, fazendo assim recair um esforço acrescido nos sistemas com Tratamento Mecânico e Biológico (TMB), para que a nível nacional se tente o cumprimento da meta exigida.

Com esta estratégia ardilosa, dá o Ministério do Ambiente razão às associações de defesa do ambiente, que sempre defenderam que a incineração compromete a reciclagem e que a melhor solução para a gestão dos RSU assenta no TMB.

A título de exemplo, a taxa de reciclagem proposta pelo Ministério do Ambiente para os sistemas que possuem unidades de TMB é de 80%, o que demonstra que a Plataforma Ambiental para a Reciclagem na Valorsul tinha razão quando propôs esta solução como forma de aumentar a reciclagem na Valorsul.

O novo PERSU revela ainda que não está comprometido numa regulação eficaz do sector, nem com questões de mera justiça territorial. É pois escandaloso que sejam os sistemas periféricos e com menor população servida, a suportar o esforço que sistemas com maior população servida deveriam fazer. De notar que estes últimos ainda beneficiam de subsídio, que consideramos injusto, através da venda de energia, dita “renovável”, à rede elétrica nacional, quando grande parte dessa energia é obtida a partir da incineração de plásticos, que libertam carbono fóssil e que são materiais que devem ser reciclados.

É urgente alargar o sistema de recolha porta-a-porta

Para além do tratamento dos resíduos propriamente dito, é fundamental melhorar a recolha seletiva para aumentar as taxas de reciclagem. De facto, a recolha através dos ecopontos tem evidentes limitações físicas, pelo que é essencial alargar o sistema de recolha porta-a-porta, na área servida pela Valorsul. Atualmente, este tipo de recolha já é praticado em Lisboa, sendo a taxa de recicláveis a que apresenta valores muito superiores aos ecopontos.

Fraco desempenho atual da Valorsul – taxa de reciclagem ronda os 14%

A Valorsul gere cerca de um quinto do total de RSU produzidos em Portugal. Em 2013 recebeu 918.567 toneladas, estimando-se que 73% são resíduos recicláveis. Dos resíduos recebidos apenas 68.950 toneladas referem-se a vidro, papel/cartão e embalagens, sendo retomadas pela Sociedade Ponto Verde (SPV) 61.854. Acrescendo a este valor a matéria orgânica recolhida seletivamente (34.047 toneladas), conseguimos apurar uma taxa de reciclagem de apenas 10,4% em relação ao total dos resíduos e 14,3% em relação ao total de resíduos recicláveis estimados, valor aplicável à avaliação da meta comunitária.

Será necessário um esforço e empenho sérios da parte da Valorsul, para atingir as metas de reciclagem, que desde sempre deveriam ter existido, para que, chegados aqui, não estivéssemos perante tão fraco desempenho.

O facto da consulta pública, sobre uma matéria tão importante para a sociedade portuguesa, ter decorrido durante o período habitual de férias, revela falta de respeito para com os cidadãos.

Por uma questão de justiça e legalidade, a Plataforma Ambiental pela Reciclagem na Valorsul só pode esperar que a situação seja devidamente considerada no pressuposto da boa-fé do Ministério do Ambiente.


Sócios e Amigos da ADAL visitaram o Arquivo Nacional de Imagens em Movimento

O Arquivo Nacional de Imagens em Movimento (ANIM) abriu portas, a 20 de setembro, a um grupo de sócios e amigos da Associação de Defesa do Ambiente de Loures (ADAL), para uma visita guiada a este espaço de memórias cinematográficas.

A visita, no âmbito do projeto “Um Olhar por Dentro”, foi guiada por Rui Machado e Tiago Ganhão, respetivamente, subdiretor e técnico de laboratório do ANIM, que conseguiram contagiar, os cerca de 30 participantes, com o seu entusiamo e motivação com que desempenham o trabalho nesta instituição, destinada à conservação e divulgação do património cinematográfico nacional.

Consulte a galeria de imagens em https://www.facebook.com/adaloures#!/media/set/?set=a.452529498220974.1073741850.310188542455071&type=3

20 de Setembro | Visita ao Arquivo Nacional de Imagens em Movimento

A ADAL organiza uma visita ao Arquivo Nacional de Imagens em Movimento (ANIM) – Centro de Conservação da Cinemateca Portuguesa – Museu do Cinema IP, no próximo dia 20 de setembro (sábado), às 10 horas.

A Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema é o organismo nacional, tutelado pelo Secretário de Estado da Cultura, que tem por missão a salvaguarda e a divulgação do património cinematográfico. Foi fundada no início dos anos 50 por um dos pioneiros das cinematecas europeias, Manuel Félix Ribeiro, e tornou-se uma instituição autónoma em 1980.

Em 1996, a Cinemateca abriu, nos arredores de Lisboa, um moderno centro de conservação (ANIM), que é atualmente a base de todas as atividades de preservação, pesquisa técnica e acesso, incluindo o uso de novas tecnologias.

Venha conhecer o ANIM! o ANIM situa-se na Quinta da Cerca, Rua da República, Freixial, Bucelas (ver localização em www.cinemateca.pt/contactos)

Contamos com a vossa participação!

Inscrições gratuitas pelo email adaloures@gmail.com até 18 de setembro.

NOTA: O ponto de encontro é à porta do ANIM.

Dia Mundial da Conservação da Natureza

O Dia Mundial da Conservação da Natureza que se comemora a 28 de Julho, foi criado pela Assembleia Geral das Nações Unidas com a finalidade de alertar os cidadãos para a importância da Natureza e dos problemas que lhe estão associados, nomeadamente os da sua conservação.

A Natureza e os seus ecossistemas fornecem serviços essenciais à vida humana à manutenção do equilíbrio ecológico, como a purificação do ar e da água, a regulação dos fenómenos climáticos, os processos de decomposição (repondo a matéria mineral nos solos), o controle da erosão, a reprodução da vegetação através da polinização e dispersão de sementes, o controle de pragas e o sequestro de carbono através dos processos de fotossíntese, entre outros. Fornecem alimento, matéria-prima e medicamentos e não podem tão-pouco ser esquecidos os seus valores culturais, estéticos e turísticos, bem como o simbolismo que a natureza representa ainda para muitos povos, à qual se encontram fortemente ligados através de rituais e tradições ancestrais.
Existe ainda imenso por descobrir acerca dos ecossistemas e das suas riquezas. Supõe-se que haverá cerca de 14 milhões de espécies no planeta mas apenas 13% destas se encontram descritas, o que permite pensar nas potencialidades que poderão representar para a Humanidade a vários níveis, nomeadamente a sua aplicação no domínio da medicina.
Por “conservação da Natureza” entende-se “a gestão da utilização humana da natureza, de modo a compatibilizar de forma perene o seu uso e a capacidade de regeneração de todos os recursos vivos”, ou seja, uma gestão e utilização sábias dos recursos naturais.
No entanto o crescimento da população mundial – atualmente de 7,2 mil milhões de pessoas prevendo-se atingir os 9,6 mil milhões em 2050 – e a consequente exigência de suprir as suas necessidades, conduz a uma sobreexploração desenfreada dos recursos provocando perturbações significativas que levam ao seu esgotamento, contribuem para as alterações climáticas e para o elevado ritmo de extinção de espécies.
Será tempo então de repensar as nossas condutas diárias e o nosso modo de vida. Tomar consciência de que qualquer iniciativa legal deverá ser apoiada pela ação de todos e qualquer um de nós enquanto cidadãos, através de atitudes e gestos simples que minimizem os danos que inevitavelmente causamos, permitindo às gerações futuras desfrutar de todo um legado natural que nos foi entregue. Porque não começar já hoje, saindo para passear na Natureza, olhando-a e vivendo-a como o tesouro que realmente é e pelo qual somos responsáveis?

Links recomendados:
http://www.icnf.pt/portal/agir/comemora/dia-conserv-nat
https://dre.pt/pdf1sdip/2014/04/07300/0240002404.pdf

Texto: SETA – Sociedade Portuguesa para o desenvolvimento da Educação e do Turismo Ambientais
Fotografia: João Lopes (I Mostra de Fotografia Retrato Ambiental de Loures, 2013)