ADAL recomenda … Em Loures, pensar e agir pelo nosso bom Ambiente!

A Associação de Defesa do Ambiente de Loures (ADAL) vai ter um espaço diário de recomendações, na emissão da rádio Horizonte FM.

Até ao final do ano, os ouvintes desta rádio poderão ficar a conhecer os concelhos da ADAL no que diz respeito às boas práticas ambientais e, através dessas orientações, contribuir de forma decisiva para a melhoria do ambiente no concelho.

A não perder, de segunda a sexta-feira, às 9h40 e 18h40, na Horizonte FM.

Em Loures, pensar e agir pelo nosso bom ambiente!

VALORSUL | ADAL presente na reunião da Comissão de Acompanhamento

A Comissão de Acompanhamento Local da Central de Tratamento de Resíduos Sólidos Urbanos da Valorsul reuniu, pela primeira vez, no passado dia 3 de julho, em Loures.

A Associação de Defesa do Ambiente de Loures (ADAL) é uma das entidades que fazem parte desta comissão, criada pelo Despacho n.º10682/2011 publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º164, de 26 de agosto de 2011 (este despacho revogou o Despacho n.º 16111/99, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 193, de 19 de agosto de 1999, data de criação da anterior comissão de acompanhamento desta instalação), e que visa acompanhar e avaliar a atividade e os impactes que esta central produz em São João da Talha e toda a zona envolvente.

Entre as diversas matérias que estiveram em discussão, a ADAL fez questão de salientar a importância da Valorsul acautelar a clareza e o rigor dos dados técnicos apresentados publicamente, comprometendo-se a associação em prestar todas as informações que decorram do funcionamento da comissão e da própria central incineradora.

A ADAL aproveitou ainda para reiterar a sua posição no que diz respeito à necessidade urgente de requalificar, de forma integrada, a Frente Ribeirinha do Tejo no concelho de Loures, disponibilizando-se para cooperar com todos os agentes económicos instalados e com a autarquia.

O Dia Mundial do Combate à Desertificação seguido de a Desertificação Vista pela Janela

Comemora-se hoje, pela 19ª vez, o Dia Mundial de Combate à Desertificação e à Seca, instituído pelas Nações Unidas e que visa alertar para este problema que afeta cerca de um sexto da população mundial e 30 % das zonas continentais do planeta.

De acordo com a Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), este fenómeno corresponde à degradação da terra, nas zonas áridas, semiáridas e sub-húmidas secas, em resultado da influência de vários fatores, incluindo as variações climáticas e as atividades humanas.

As causas apontadas pela UNCCD para a Região Mediterrânea Norte, em que Portugal se insere, são, em síntese:

  • Condições climáticas semiáridas, grande variabilidade pluviométrica e chuvadas repentinas e de grande intensidade;
  • Solos pobres e suscetíveis à erosão;
  • Relevo acidentado;
  • Grandes perdas no coberto vegetal resultantes da severidade regional dos incêndios florestais;
  • Crise na agricultura tradicional, associada ao abandono da terra e à deterioração das estruturas de proteção do solo e de conservação da água;
  • Exploração não sustentável dos recursos hídricos, causadora de prejuízos ambientais graves, neles se incluindo a poluição química, a salinização e o esgotamento dos aquíferos; e
  • Concentração das atividades económicas no litoral, como resultado do crescimento urbano, da atividade industrial, do turismo e da agricultura de regadio.»

As consequências incluem o aumento da erosão e da salinização dos solos, da alteração do ciclo da água com redução da infiltração da água da chuva e aumento do escoamento superficial, a redução da biodiversidade e da produtividade dos solos, conduzindo ao empobrecimento das comunidades humanas deles dependentes.

No Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação (PANCD), aprovado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 69/99, de 17 de Junho e em revisão, é referido que a desertificação “é um processo complexo, no qual muitas vezes as causas se confundem com os efeitos e em que intervêm não apenas os agentes mais próximos, mas muitos outros não diretamente envolvidos e muitas vezes não identificáveis”, sendo que “a mais ampla expressão da problemática causa-efeito na desertificação observada no território português é o despovoamento”, uma vez que “nas condições mediterrânicas que predominam no território continental, a presença do homem é fator determinante para a moldagem da Natureza: quando está presente, o homem constitui-se como vigilante e como arquiteto e escultor dos recursos naturais e da paisagem; quando se ausenta, o homem deixa atuar sobre os solos, por si muitas vezes fragilizados, os agentes naturais.”

Assim, a manutenção da população ativa nas zonas rurais é um dos eixos do PANCD, a par da conservação do solo e da água; da recuperação das áreas mais ameaçadas; da investigação, experimentação e divulgação e ainda da integração da problemática da desertificação nas políticas de desenvolvimento.

À escala da Área Metropolitana de Lisboa, onde se verificou em muitas áreas, e num passado recente, a transformação rápida do uso rural do solo para o urbano consolidado, nem sempre fará ainda sentido falar-se da problemática da desertificação. Mas não é esse o caso do Concelho de Loures, em que cerca de metade do território permanece rural mas muitas vezes desvalorizado, votado ao abandono e sofrendo episódios algo frequentes de incêndios e de erosão de zonas vulneráveis.

Sendo certo que a desertificação será mais intensa e frequente quanto menos pessoas viverem nos espaços rurais, menos meios de intervenção e incentivos sociais e financeiros para a manutenção desses espaços tiverem, quanto menor for o preço dos bens e serviços produzidos e menor o interesse em reabilitar cooperativas e associações de produtores, concluímos que, não obstante a desertificação ser um problema à escala mundial, há muito a fazer à porta de casa.

Links recomendados:

http://www.unccd.int/en/Pages/default.aspx

http://www.icnf.pt/portal/naturaclas/ei/unccd-PT

http://dre.pt/pdf1sdip/1999/07/158B00/43004305.pdf (Resolução do Conselho de Ministros n.º 69/99, de 17 de Junho, que aprova o Programa de Acção Nacional de Combate à Desertificação (PANCD) e estabelece procedimentos relativamente à sua concretização)

Fotografia: Erosão (extraído de http://pt.dreamstime.com/imagens-de-stock-royalty-free-teste-padr%C3%A3o-da-eros%C3%A3o-de-solo-image12548799)

Teresa Santos

 

ADAL entregou certificados do Positivo e Negativo em 2013 nas áreas do Ambiente e Património

No Dia Mundial do Ambiente (5 de Junho), a ADAL foi recebida, ao fim da manhã, pelo Presidente da Câmara Municipal de Loures, Dr. Bernardino Soares e pelo Vereador do Ambiente do Município, Engº Tiago Matias, a quem procedeu à entrega, em mão, dos CERTIFICADOS POSITIVO e NEGATIVO 2013, que foram atribuídos, como se indica:

 

POSITIVO NEGATIVO
AMBIENTE
  • Intervenção regeneradora nas galerias ripícolas do Rio Trancão em Bucelas/S. Julião do Tojal;
  • Estado de degradação e desaproveitamento do Parque Urbano de Santa Iria de Azóia;
  • Situação do Parque Urbano de Montemor
PATRIMÓNIO
  • abertura do Museu do Vinho e da Vinha, em Bucelas
  • Decadência do Palácio de Valflores;
  • Estado do Edifício histórico 4 de Outubro – Loures;

Saliente-se que é a primeira vez que a administração municipal e, em particular o Presidente da Câmara Municipal de Loures, aceita receber os Certificados e proceder a uma apreciação sobre os temas sobre os quais incidiram as decisões dos associados da Associação de Defesa do Ambiente de Loures.

De facto, nunca o Presidente do anterior executivo municipal aceitou abordar, olhos nos olhos, os assuntos, em cada ano, destacados pela ADAL. Em regra, os Certificados que cabiam ao Município, eram deixados na recepção e desconhece-se se alguma vez algum responsável político para eles olhou.

Destacamos, pois, com satisfação, a nova atitude do novo Presidente que, num campo mais, rompe com as práticas anteriores, que deixaram à ADAL e ao ambiente e património do Concelho, muito poucas saudades.

O Presidente Bernardino Soares, fez questão de se deter e informar a ADAL, sobre cada um dos aspectos positivos e negativos referidos, que passou agora a conhecer as diligências municipais para incrementar os aspectos positivos, bem como, as acções que estão a ser levadas a cabo, para solucionar ou minimizar os aspectos negativos. Só o Parque Urbano de Montemor, sujeito a vandalização, não tem ainda perspectivas de recuperação, já que os materiais de construtivos ali instalados foram retirados ilegitimamente por Juntas de Freguesia e pelos próprios serviços municipais, o que obrigaria a uma reconstrução completa e para a qual o Município não dispõe agora de meios.

A ADAL disponibilizou-se – como sempre tem feito com todos os responsáveis políticos locais – para colaborar com as iniciativas municipais nos domínios do ambiente e património.