5 de Junho | Dia Mundial do Ambiente

O Dia Mundial do Ambiente, estabelecido em 1972 pela Assembleia Geral das Nações Unidas, é celebrado, todos os anos, a 5 de Junho. A celebração deste dia tem como principais objetivos:

  • Mostrar o lado humano das questões ambientais;
  • Capacitar as pessoas a tornarem-se agentes pró-ativos do desenvolvimento sustentável;
  • Promover a compreensão de que é fundamental que comunidades e indivíduos mudem atitudes em relação ao uso dos recursos e das questões ambientais;
  • Estabelecer parcerias para garantir que todas as nações e povos desfrutem um futuro mais seguro e mais próspero.

O dia 5 de Junho foi escolhido para festejar a efeméride pois marca o dia em que teve início a Conferência das Nações Unidas sobre Ambiente Humano, realizada em Estocolmo, em 1972.

Todos os anos, as Nações Unidas apresentam um tema, que serve de ponto de partida para o desenvolvimento de ações de celebração do Dia Mundial do Ambiente, com o intuito de catalisar a atenção e a ação política de povos e Estados. Os eventos visam apresentar novas formas e métodos de viabilizar o futuro da Humanidade, seja através de ações individuais ou coletivas.

O tema deste ano – “Eleve a sua voz, não o nível do mar“, pretende alertar a população mundial para os desafios enfrentados pelos pequenos Estados insulares em desenvolvimento, em relação às alterações climáticas, por um lado, e apelar à participação ativa de todos os cidadãos, face a desafios ambientais globais, por outro.

As celebrações acontecem em todo o planeta e podem ser consultadas no sítio internacional do Dia Mundial do Ambiente http://www.unep.org/wed/ .

A participação de cada um determina o nosso futuro comum, por isso, sugerimos:

Age agora! Partilha boas práticas e ações positivas sobre ambiente.

“O Planeta Terra é a ilha partilhada por todos nós. Devemos unir-nos para protegê-la.”
Secretário Geral da ONU, Ban Ki-moon, durante o lançamento do Ano Internacional dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento

Texto de Marlene Marques e fotografia cedida por Ólímpio Fernandes

 

Dia Internacional dos Museus – Em Loures já podemos voltar a visitá-los aos domingos

Dia Internacional dos Museus, uma iniciativa do ICOM[i] celebrada anualmente no dia 18 de Maio, tem este ano como tema ‘Museus: As coleções criam conexões‘.

Assinalar a efeméride é uma oportunidade de reflexão sobre a história e a possibilidade de perpetuar e contextualizar as memórias e a(s) identidade(s) do município de Loures e, inerentemente, sobre a oferta cultural municipal.

Partindo do pressuposto que o principal objetivo dos museus é a recuperação, conservação, investigação e divulgação do património cultural, em Loures existe património material e imaterial que justifica estar acessível e ser divulgado, para que os munícipes, em concreto, e o público, em geral, visitem e conheçam o acervo histórico-cultural local.

O Município de Loures conta com 3 Museus Municipais:

– Museu do Vinho e da Vinha, Bucelas,

– Museu Municipal de Loures – Quinta do Conventinho, Loures

– Museu de Cerâmica de Sacavém, Sacavém

e com 2 Núcleos Museológicos:

– Núcleo Museológico Casa – Museu José Pedro, Sacavém

– Núcleo Museológico Luís Serra, Bemposta

A ADAL, no âmbito da sua missão e atividade, ao longo dos anos, tem alertado e/ ou congratulado para situações específicas do património municipal:

2014» 2ª Mostra de Fotografia “Retrato Ambiental de Loures” dedicada ao Património Cultural.

2013» Rúbrica Positivo & Negativo: Reconheceu e enalteceu a Abertura do Museu do Vinho e da Vinha, em Bucelas.

2011» Petição Pública em defesa da abertura dos Museus de Loures aos domingos.

Rúbrica Positivo & Negativo: alertou e denunciou o enfraquecimento da dinâmica de programação cultural dos Museus Municipais, de que o fecho destes equipamentos aos domingos era um perturbador sinal.

É com prazer e sentimento de dever cumprido que, neste Dia Internacional dos Museus a ADAL se congratula com a decisão de reabertura dos Museus Municipais de Loures ao domingo. Agradecemos naturalmente a todos os sócios, munícipes e defensores da cultura e do património o apoio e incentivo dado a esta causa, bem como regozijamos a Camara Municipal de Loures por esta acertada decisão!

Por fim deixamos o repto: Visite os Museus Municipais de Loures!

 


[i] ICOM = International Council of Museums» Conselho Internacional dos Museus

Pelos Trilhos … Caminhada ao Circuito de Ribas

ADAL promove uma caminhada ao Circuito de Ribas no próximo dia 24 de maio.

PARTICIPE!

Rota Histórica das Linhas de Torres (RHLT) é um projeto turístico-cultural com o objetivo de recuperar e valorizar o património histórico-militar construído no início do século XIX, pelas forças anglo-lusas comandadas pelo Duque de Wellington, para defender a cidade de Lisboa das invasões dos exércitos napoleónicos.

Circuito de Ribas, em Fanhões, integra várias fortificações da 2.ª Linha Defensiva – entre as quais o Reduto de Ribas, Mosqueiro e Montachique –, ao longo de um trajeto agradável e com a paisagem deslumbrante que carateriza a zona rural do Município de Loures.

Data 24 de maio de 2014

Hora das 09h00 às 12h00

Percurso | Inicia no Parque Municipal do Cabeço de Montachique seguindo para o Reduto do Mosqueiro, depois pela Estrada Militar até ao Reduto de Ribas e regresso, numa extensão total de cerca de 6 km (ida e volta).

Grau de dificuldade: Fácil

Local de encontro Parque Municipal do Cabeço de Montachique (entrada).

Inscrições | em adaloures@gmail.com até dia 22 de maio.

Plano Diretor Municipal (PDM)

Nota prévia

A Câmara Municipal de Loures decidiu, em Abril de 2000, dar início ao processo de revisão do Plano Director Municipal, instrumento que está em vigor desde 1994.

No corrente mês de Abril de 2014, cumprem-se 20 anos desde que o PDM está em vigor.

Assinale-se que, em boa hora, o actual executivo municipal decidiu prolongar por 90 dias a discussão pública da proposta de PDM no quadro da revisão em curso, com a promoção de cerca de duas dezenas de sessões por todo o Município, permitindo a percepção geral da proposta e, sobretudo, a participação cidadã. Com o anterior executivo, sustentado numa maioria absoluta, a revisão do PDM foi, durante 12 anos, (2002-2013) um processo lento, atomizado e escamoteado o mais possível.

Evidentemente, 14 anos depois do início do processo de revisão do PDM de Loures, impõe-se a pergunta: Como e porquê se gastou tanto tempo para chegar à actual fase do processo de revisão?

Evitando outras considerações que justificadamente tal demora poderia permitir elaborar, julga-se ser incontornável afirmar que com processos de planeamento morosos, como este foi, a resultante só pode ser falta de eficiência e eficácia no ordenamento territorial e no urbanismo municipal.

Note-se, entretanto, a dificuldade em dispor dos documentos certos e finais para apreciação e análise. O sítio na internet do Município, disponibiliza documentos datados de há tanto tempo, que não é com segurança que se adotam para o pronunciamento que se pretenda fazer. As sessões públicas de esclarecimento ocorridas no período adicional de discussão pública, determinado pela nova Administração Municipal com frequência introduziram alguma dúvida acrescida sobre a fidelidade dos materiais disponibilizados.

Primeira aproximação

Uma primeira aproximação que inevitavelmente se impõe a este processo, é o enquadramento e o balanço de aplicação que levaram a determinar a revisão do PDM.

Quanto ao enquadramento:

• Substanciais alterações ao regime legal enquadrador;
• O desenvolvimento do Plano Regional de Ordenamento do Território (PROT) da AML;
• Experiência urbanística associada à realização da EXPO-98;
• Construção da Ponte Vasco da Gama e seus impactos no território;
• Conclusão da quase totalidade do sistema viário regional implantado no Concelho de Loures;
• Criação do Município de Odivelas, com a alteração da expressão territorial do Concelho de Loures;
• Desenvolvimento dos instrumentos sectoriais de planeamento de carácter municipal, como o Plano Director de Acessibilidades Municipais (PDAM) e as diferentes “Cartas”;
• A evolução dos sistemas de informação geográfica e dos recursos de inventariação, tratamento e análise de dados nos domínios relevantes para a leitura do território, da população, actividades e gestão urbanística
No que respeita ao balanço de aplicação do PDM, aprovado em 1994:

•Constrangimentos ao desenvolvimento de Planos de Urbanização e de Pormenor;
• Preocupação sobre a suficiência dos perímetros urbanos em ordem às necessidades de fixação da população, particularmente no contexto de expansão de actividades económicas;
• Constrangimentos à viabilização de habitação própria nas áreas não urbanizáveis;
• Contradição entre o baixo nível de ocupação de áreas programadas para a fixação de actividades económicas e as pressões de localização das mesmas em solos não previstos para o efeito;
• Desajustamentos às condições de reconversão das áreas urbanas de génese ilegal, actuação quanto às AUGI sem possibilidades de reconversão e atitude face a loteamentos clandestinos com baixa ocupação à data da elaboração do PDM.
Tendo sido estes os aspectos que se conhecem das motivações à época da Administração Municipal, independentemente da sua justeza e pertinência – alguns dos motivos são de duvidoso interesse e outros têm natureza circunstancial – importa destacar que, entretanto, decorreu mais de uma década, durante a qual, muito mudou e os paradigmas das décadas anteriores foram substancialmente alterados.

É sob novas luzes e pressupostos que a revisão do PDM deveria, em grande medida, ter lugar, sem prejuízo de se atender a tudo quanto a experiência do PDM de 1994 materializou e revelou, para o bem e para o mal.

Outras considerações

Ao longo do texto do Relatório, a anterior Administração Municipal estabelece os contornos do “novo” PDM, pejado de “lugares-comuns” e concepções “politicamente correctas”, susceptível de obter adesão daqueles que bem-intencionados se deixam captar por um discurso que lhes pode ser simpático.

Contudo, a verdade é que a proposta de revisão do PDM sofre de um pecado original: Não tem uma ideia estratégica para o Concelho. Não define um rumo, um caminho, um objectivo central.

Para 10 anos de avaliação do anterior PDM, de reflexão, de análise e de estudos, consideramos que se chegou a confrangedoramente pouco.

É ainda pior, a adopção subserviente da visão que o PROT AML tem para o Município de Loures, ao conferir-lhe um mero papel de suporte logístico à Capital. Pela parte da ADAL, considera-se que tal visão deveria ser liminarmente rejeitada. A proximidade com Lisboa, a diversidade e vitalidade económica, social, política e cultural deste território obriga a convocar uma visão ambiciosa e determinada para o horizonte do Plano.

Em geral, a ausência de uma linha estratégica clara, parece remeter o PDM para uma configuração de resposta a um somatório de pretensões de particulares e acolhimento às pressões urbanísticas que marcaram grande parte da década em que a proposta de revisão do PDM esteve em elaboração a que são associadas ideias soltas e desconexas de “qualidade urbana”, “sustentabilidade”, “protecção dos resursos” e outras vulgatas, que não encontram tradução prática nos aspectos operacionais do Plano, bem pelo contrário, já que a materialização do PDM, parece contrariar as frases feitas, por ventura, bem intencionadas, mas que não veem, verdadeira oportunidade de concretização.

De resto, o documento prevê reclassificar 1710ha de solo rural em solo urbano, dos quais 395ha para actividades económicas, 273ha para novos edifícios habitacionais e perto de 600ha para funções de turismo, verde misto, verde de protecção e enquadramento e verde de recreio e lazer.

Ou seja, são cerca de mais 700 a 800ha disponíveis para edificações, no que poderia configurar um negócio imobiliário muito substancial. Com esse nível de urbanização, pode estimar-se que se libertaria para o “mercado” terrenos num valor global de 14 milhões de euros, que a prazo seriam susceptíveis de se valorizar (se o “mercado” estivesse para aí virado) de mais de 2.000 milhões de euros.

Salvo melhor opinião, é aqui que reside o alfa e o ómega desta proposta de PDM.

Perspectiva essa que resulta reforçada, pela alegada carência global de 6.500 fogos no Concelho de Loures, aponta o Relatório da Proposta do PDM, ignorando que em 2001, estavam devolutos 8.400 fogos no território, volume que seguramente se terá alargado nos últimos anos.

Loures, precisa de reabilitação e regeneração urbana e não de densificar e alastrar as manchas urbanas.

Os dados demográficos oficiais recentes, vêm patentear poderosamente, a insensatez do crescimento urbanístico e das opções de ordenamento territorial adoptadas.

É também possível constatar que são ignorados importantes estudos e projectos encomendados pela Câmara Municipal de Loures ao longo dos anos e cujo nível técnico e visão prospectiva justificavam serem acolhidos pelo PDM e mesmo constituírem importantes âncoras da sua estruturação e integrarem o acervo das suas propostas. O Projecto Trancão e o Plano Municipal de Intervenção na Floresta, entre outros documentos que não deveriam ter sido ignorados.

De destacar ainda a “vertigem” orçamental que se adoptou para o Plano, de mais de 480 milhões de euros, bem ilustrativa da desconexão e irrealismo do PDM em revisão.

Não se vislumbra que os valores ambientais, patrimoniais, culturais e sociais, apesar de vasta e sucessivamente alegados, tenham o papel estrutural que deveriam assumir na conformação do PDM, que deveria orientar-se para as pessoas e para a sua universalidade intrínseca e necessária e não para os negócios e para os “consumidores”.

Conclusões

Em conclusão, a ADAL entende que:

• Esta proposta de PDM não serve os interesses do Concelho, do território e das populações e é insensata para as gerações futuras;
• Esta proposta do PDM não adopta verdadeiramente, como devia, a sustentabilidade ambiental, económica, social, cultural e demográfica enquanto pilares de um desenvolvimento integrado e harmonioso do território;
• Em circunstâncias normais, esta proposta de PDM só poderia merecer rejeição;
Recomendações

Contudo, a ADAL procedendo ao exigível esforço de entendimento do contexto em que a actual Administração Municipal herdou o documento e ao enquadramento a que está sujeita, recomenda:

• Que após a aprovação e publicação legalmente previstas do documento em apreço, a Câmara Municipal de Loures reabra o processo de Revisão do PDM tão brevemente quanto a Lei lho permita, em ordem à elaboração de um PDM que possa corresponder ao interesse público e às aspirações colectivas;
•Que a Câmara Municipal de Loures, lance, com a brevidade possível um Debate Público sobre a Estratégia para o Desenvolvimento e a Sustentabilidade do Município de Loures, em que possam tomar opinião as Instituições, Associações e demais organizações com presença e/ou intervenção no território concelhio, para além da participação individual dos cidadãos, com o propósito de iniciar com método, participação, envolvimento, dinâmica e criatividade, a preparação de um PDM que Loures mereça;