
Um Olhar por Dentro do MOSTEIRO DE ODIVELAS | ESGOTADO


Organização Não Governamental de Ambiente | Medalha Municipal de Mérito

A Associação de Defesa do Ambiente de Loures (ADAL) apresentou denúncia ao Ministério Público sobre o processo de urbanização do antigo Quartel de Sacavém.
O cerne da denúncia:
• Demolições Ilegítimas: Todos os edifícios anexos ao Convento (antigo quartel) foram integralmente demolidos.
• Ausência de acompanhamento arqueológico: As demolições foram realizadas sem qualquer registo ou acompanhamento arqueológico, violando a Lei de Bases do Património Cultural.
• Destruição irreversível: O entulho foi triturado no local, impossibilitando a análise e recuperação de quaisquer vestígios históricos, o que configura a perda irreparável de património.
A ADAL considera que a demolição prévia e o nível de destruição configuram uma tentativa de subtrair o projeto à devida avaliação de impacte arqueológico e ambiental.
Pedido de Ação
A associação exige a abertura de um inquérito para apurar as responsabilidades e a prática de crimes contra o património cultural, solicitando a audição dos envolvidos e a requisição de toda a documentação do processo à Câmara Municipal de Loures.
A ADAL apela à celeridade do Ministério Público para defender a legalidade e a memória coletiva.
É inquestionável que o antigo Quartel Militar de Sacavém precisava de ser intervencionado, que precisa ser aberto à Cidade, que precisa ser reapropriado pelos sacavenenses.
Seriam, certamente, várias as possibilidades de devolver o espaço à Cidade e aos cidadãos, que talvez se pudessem agrupar em dois blocos principais:
Lamentavelmente, o Loteamento das Clarissas, inscreve-se, no segundo bloco de opções, perdendo-se, assim, a oportunidade – talvez única – de se dispor de praticamente um espaço substancial do território de Sacavém, para lhe abrir novas perspectivas sociais, culturais, económicas, demográficas e de sustentabilidade, para lhe dar “respiração profunda”, para lhe proporcionar os equipamentos colectivos que estão em faltam.
O projecto que está em marcha para a antiga unidade militar poderia vir a ser um projecto meritório para a qualificação global e projecção da Cidade para o futuro ou pode vir a ser, como tudo o indica, uma intervenção urbanística que requalifica uma zona abandonada, mas apoia pouco a regeneração da vida sacavenense. A fronteira está, obviamente, na linha divisória entre o interesse público e os interesses estritamente privados. Não se questiona a legitimidade dos últimos, mas que, evidentemente, não podem ter lugar à custa do primeiro que em todas as circunstâncias tem de ter a prioridade indispensável.
O projecto em análise melhora o espaço, evidentemente. Se se está a recuperar uma zona abandonada há anos e que, ainda por cima, teve actividades tão pouco qualificadas durante décadas, melhor seria que não melhorasse.
De resto, todas as comparações da situação futura com a situação actual, carece de sentido, porque se apenas se fizesse uma limpeza do espaço, se evitasse o vandalismo e se permitisse a circulação dos sacavenenses dentro do espaço, já se encontrariam melhorias e utilidade substanciais.
Importa ainda denunciar o mecanismo que levou a que uma importante área, historicamente pública, dos sacavenenses, agora aparece privatizada e sujeita a ser modelada por interesses particulares e não pelos interesses gerais.
Claro que, desperdiçar a reserva estratégica do território da Cidade com um plano desta natureza, suscita as maiores inquietações sobre as orientações existentes para a gestão territorial no nosso Concelho.
Consulte, na íntegra, o PARECER da ADAL:
A ADAL convida-o/a a participar em mais uma edição da iniciativa “Um Olhar por Dentro”, desta vez com uma visita guiada ao monumental Mosteiro de Odivelas.
Marque na sua agenda: dia 15 de Novembro, às 15 horas.
O Mosteiro de Odivelas, jóia do gótico português, foi fundado por El-Rei D. Dinis (1261-1325) em 1295. No texto da doação, assinado por El-Rei e pela Rainha Santa Isabel, o Mosteiro é dedicado «à honra e louvor da Virgem Senhora Nossa, São Dinis e São Bernardo».
Sofreu alterações significativas nos reinados de D. João IV (1640-1656) e D. João V (1706-1750). A principal reconstrução ocorreu depois do terramoto de 1755, alterando significativamente a traça primitiva. Foi-lhe então introduzido o estilo neoclássico, na igreja e no claustro novo.
O grande número de religiões que ali viveram, os escândalos amorosos que envolveram reis e monjas, os outeiros que levavam a Odivelas fidalgos e poetas, a doçaria conventual , a marmelada branca, fazem do Mosteiro de Odivelas um local muito importante para a história de Portugal.
As inscrições são gratuitas e limitadas!
Garanta o seu lugar enviando um e-mail para adaloures@gmail.com.