Pela Várzea de Loures | Dia 5 de Junho

No âmbito do projecto Pelos Trilhos do Património e da Natureza, a ADAL realiza no próximo dia 5 de Junho um percurso pedonal circular, com cerca de 10 km, que parte de Frielas, percorre a Várzea de Loures até ao Paul das Caniceiras, regressando a Frielas onde terminará junto à Villa Romana.

Venha comemorar o Dia Mundial do Ambiente na companhia da ADAL.

Distância: +/- 10 km | Duração: 3 horas aprox. | Percurso circular | Dificuldade:  Fácil

PONTO DE ENCONTRO: 9h30 junto à Igreja de São Julião e Santa Basilisa, Frielas

INSCRIÇÃO GRATUITA:  adaloures@gmail.com     Até dia 03 de Junho

Para efeitos de seguro solicitamos o envio dos seguintes dados: – Número Cartão de Cidadão – Nome completo – Data de Nascimento

Recomenda-se: Roupa adequada às condições meteorológicas previstas, calçado confortável, água.

Positivo e negativo em 2020 no Concelho de Loures

A ADAL, reunida em 11 de Maio de 2021 em Assembleia Geral, procedeu à apreciação dos factos positivos e negativos de 2020, respeitantes ao Ambiente e Património do Concelho de Loures e considerou como merecedores de destaque:

A ADAL congratula-se com o número significativo de aspectos reportados pelos munícipes, o que dificultou a selecção de apenas um aspecto em cada uma das categorias. Na procura do consenso, que naturalmente imprime mais força às correspondentes advertências, levou a que a Assembleia deliberasse escolher dois aspectos em cada uma.

Os certificados serão enviados ou entregues às entidades no início do mês de Junho, assinalando assim o Dia Mundial do Ambiente.

Frente Ribeirinha do Tejo em Loures – ADAL congratula-se com a sua luta, as exigências que fez e o sucesso ao alcance de todos

Finalmente, correspondendo às aspirações das populações, à luta persistente e determinada da ADAL e o empenho da Câmara Municipal de Loures nos últimos anos, o Governo aprovou uma Resolução que determina a desocupação e relocalização do Complexo Rodoferroviário da Bobadela.

Notámos – e não podemos deixar de denunciar – que houve agora quem, à última da hora e às pressas, tenha vindo mostrar entusiasmo e interesse na Frente Ribeirinha do Tejo. Mas a verdade inequívoca, factual e comprovável é que foi a ADAL que, desde 2006, constantemente alertou para os problemas desta zona, propondo soluções e tomando mesmo a iniciativa de contactar as empresas ali instaladas para obter a sua colaboração na mitigação dos efeitos da sua actividade, neste espaço ecológico por excelência.

Durante todos estes anos a ADAL foi uma voz isolada à qual se juntou a Câmara Municipal de Loures a partir de 2015. A ADAL repudia gestos demagógicos de última hora e espera que a Frente Ribeirinha e as populações da zona mereçam, finalmente, o respeito que não obtiveram no longo período de 2002 a 2013, quer por parte da administração da Câmara Municipal de Loures, quer dos vários governos e ministros do ambiente, que a ADAL ao longo desses anos contactou e procurou sensibilizar para a necessidade do ordenamento e valorização ambiental da Frente Ribeirinha do Tejo em Loures, em prol da fruição pelas populações, sem prejuízo das actividades económicas que devem adequar-se ao contexto em que se inserem.

Porque nem tudo fica resolvido com esta deliberação governamental, a ADAL reitera os três objectivos essenciais que apresentou publicamente, em tempo, disponibilizando-se ao Grupo de Projecto que o Governo irá nomear, para colaborar activamente com as soluções a encontrar, para que após as Jornadas Mundiais da Juventude, fique assegurado o futuro sustentável da Frente Ribeirinha do Tejo em Loures.

É preciso:

  1. Que sejam erradicados os problemas da desqualificação territorial, ambiental e económica e desenvolvidas acções mitigadoras dos impactos das actuais actividades, impedindo ali novas actividades inadequadas e impróprias de um espaço de elevada nobreza e valor ambiental;
  2. Que seja elaborado um Plano de Ordenamento, como instrumento de gestão sustentável do território e alavanca de protecção ambiental e de desenvolvimento económico equilibrado;
  3. Que se reúnam sob os mesmos propósitos, o governo, as autarquias, as empresas e os cidadãos em ordem à valorização da frente Tejo nas suas diferentes dimensões, das económicas às lúdicas, das ambientais às turísticas.

LOURES TAMBÉM TEM TEJO !

Obra de substituição de passagens hidráulicas na EN115

Em Janeiro passado demos conta do ECO-ALERTA de munícipe relativo a obra de substituição de passagens hidráulicas na EN115, nas imediações do entroncamento para A-das-Lebres, da responsabilidade da Infraestruturas de Portugal. Nesse processo solicitámos também esclarecimentos à Câmara Municipal de Loures relativos ao impacto futuro da intervenção.

Neste contexto partilhamos a agora comunicação recebida via Departamento de Obras Municipais da autarquia:

No seguimento do vosso pedido de esclarecimento, somos a informar que as quatro passagens hidráulicas (PH) reformuladas, constituem uma obra da responsabilidade das Infraestruturas de Portugal, S.A. (IP), sendo que a última PH no sentido N/S (Sto. Antão Tojal – Loures), foi compatibilizada pelas IP com o projeto de execução da Rotunda de À-Das-Lebres, elaborado pela Câmara Municipal de Loures.

– Esta última PH faz parte de um estudo pormenorizado dos dispositivos destinados a assegurar a drenagem transversal (das linhas de água existentes) à EN115, que têm por fim garantir através da construção de passagens hidráulicas, o restabelecimento das condições de escoamento das linhas de água naturais intercetadas pela construção da nova via/rotunda.

– Este estudo teve em consideração a dimensão e forma das bacias hidrográficas ou bacias de drenagem (área da extensão de escoamento de um rio e seus afluentes), as intensidades de precipitação, condições locais, respetivos tempos de concentração e intervalo de recorrência.

– Com base nestes dados foi efetuada uma análise de risco e o dimensionamento das travessias necessárias (secção de vazão das PH’s), tendo em conta os cálculos dos caudais de ponta de cheia para um período de retorno de 100 anos, com o objetivo de minimizar os efeitos prejudiciais de certos fenômenos naturais, nomeadamente chuvas torrenciais.

– Esclarece-se ainda que o projeto da CM Loures teve a apreciação e aprovação da APA – Agência Portuguesa do Ambiente, que se encontra atualmente a validar a obra executada pelas Infraestruturas de Portugal, S.A., no sentido de confirmar que a obra dá resposta às preocupações constantes no referido projeto.