Despejos ilegais de resíduos em todo o lado. A cidadania pode ajudar a fazer a diferença?

Os despejos ilegais de resíduos são um flagelo que vêm afectando há anos o país e, especialmente, a área metropolitana de Lisboa.

Ninguém desconhece o problema e a todos incomoda. Também vai gerando incredulidade a fraca actuação das autoridades, mesmo as especializadas em temas ambientais e as das Polícias Municipais.

Neste contexto, há momentos em que a cidadania pode desempenhar um papel inibidor da actuação anti-social dos prevaricadores e, simultaneamente, um papel pedagógico junto de toda a comunidade, ou seja, daqueles que o fazem e não deviam fazer e daqueles que vêem fazer e ignoram o que estão a ver.

Esta nota vem a propósito de uma intervenção do associado da ADAL, José Falcão, de Bucelas, que tendo surpreendido um indivíduo (imagem) a proceder a uma descarga ilegal de resíduos de construção e demolição, interveio de imediato junto do transgressor, alertando-o para o crime ambiental que estava a cometer e conseguindo que todos os resíduos voltassem a ser carregados para a caixa de carga da viatura que os transportava e a não ficarem abandonados na beira da estrada.

Destacamos esta acção individual, porque acreditamos que também o condicionamento social, enquanto processo pelo qual todos absorvemos e internalizamos as normas, valores, crenças e comportamentos, tem um papel a desempenhar.

Não significa isto que os cidadãos devam substituir-se às autoridades, mas a vigilância colectiva terá seguramente relevância e responsabilizará também, adicionalmente, as entidades públicas quanto à premência de serem tomadas as diversas medidas e acções que o fenómeno exige.

Como o caso demonstra, consideramos que os direitos e deveres de cidadania fazem sempre a diferença.

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