Efetuadas:
. a 29 de Novembro de 2024
. a 07 de Janeiro de 2025

Associação de Defesa do Ambiente de Loures
Organização Não Governamental de Ambiente | Medalha Municipal de Mérito
Efetuadas:
. a 29 de Novembro de 2024
. a 07 de Janeiro de 2025
A ADAL esteve presente na mesa-redonda realizada no Castelo de Pirescouxe do dia 11 de Fevereiro, a convite da entidade promotora, a ADPAC – Associação Defesa do Património Ambiental Cultural de Santa Iria da Azóia. A mesa-redonda visou promover um debate sobre o futuro do Castelo como equipamento cultural e imóvel de interesse histórico, bem como refletir sobre possíveis modelos de gestão mais participativos.
Esta iniciativa encerrou a exposição ” O Morgadio do Castelo – Memórias , Identidade e Ordenamento de um Território (Apontamentos )”, a qual resultou de um trabalho de parceria entre a referida associação, a Câmara Municipal de Loures (Unidade de Património e Museologia) e vários investigadores.
A exposição apresenta novos conteúdos sobre a constituição do Morgadio da família Castelo Branco “O Novo”, em 1442, e a estratégia que esta família seguiu ao longo de gerações visando alargar os limites da propriedade até à margem do Tejo, tendo mesmo conseguindo explorar salinas; mas, também, a história da ocupação deste território até à contemporaneidade, com a implantação da COVINA e do bairro destinado aos trabalhadores desta unidade fabril.
Para mais informação, sugerimos a consulta da monografia “O Morgadio do Castelo”, sobre o Morgadio do Castelo de Pirescoxe e a história do território até à contemporaneidade.

Para lembrar e valorizar os nossos lugares de memória
Este ano o Dia internacional dos Monumentos e Sítios é dedicado ao tema Lugares de Memória.
A comemoração desta data constitui uma oportunidade para informar e sensibilizar a opinião pública relativamente à diversidade e vulnerabilidade do património e aos esforços necessários para a sua proteção, conservação, missão de cuja responsabilidade nenhuma entidade (pública ou privada, consoante as situações) e nenhum cidadão se deve demitir.
A preservação do patrimônio insere-se num projeto de construção do presente, com um sentido de continuidade, contemplando necessariamente a possibilidade das pessoas usufruírem destes Lugares de Memória enquanto elementos culturais vivos, dinamizadores do conhecimento sobre a nossa História e os atores do passado, e de uma apropriação informada e esclarecida por parte dos cidadãos.
No ano passado a ADAL aproveitou esta data para denunciar o estado de completo abandono, da Quinta e Palácio de Valflores, em Santa Iria de Azóia (imóvel do séc. XVI classificado como de Interesse Público), e de outros imóveis de interesse municipal.
Mas igualmente preocupante era e continua a ser o estado de abandono do edifício 4 de Outubro, em Loures.
Apesar de não vermos indícios de estar para breve a intervenção de fundo que estes Lugares de Memória justificam, é com alguma esperança que assistimos, no presente mês, a uma intervenção de emergência no Palácio de Valflores (reposição de chapas de cobertura e da rede de proteção envolvente) e à instalação de uma mostra no Edifício 4 de Outubro que assim permite a sua reabertura ao público. Esperemos que esta reabertura não se limite à circunstância das comemorações do 40º aniversário do 25 de Abril e que constitua um sinal claro de uma alteração das políticas culturais no município de Loures.
Neste Dia Internacional dos Monumentos e Sítios a ADAL não pode deixar de continuar a alertar para a situação dos seguintes elementos do nosso património cultural construído:
– Antigos Paços do Concelho, na Rua da República, em Loures (imóvel do séc. XVIII, classificado como Monumento de Interesse Municipal).
– Castelo de Pirescoxe em Santa Iria de Azóia, onde se acentua a degradação das instalações inicialmente recuperadas;
– Igreja de Santa Maria da Vitória em Sacavém, completamente desprezada;
– Convento dos Mártires e da Conceição em Sacavém, em decadência e prestes a ser “sufocado” por mais uma urbanização;
– Monumento Megalítico de Casaínhos em Fanhões, progressivamente esquecido;
– Quinta da Abelheira no Zambujal, São Julião do Tojal, deixada à sua sorte;
– Paço Real de Frielas, estação arqueológica romana e medieval, para o qual não é visível um adequado programa de valorização e divulgação;
– Quinta da Massaroca em São João da Talha, em assustadora decadência;
– Torre Medieval de Sacavém, em degradação acentuada;
– Aqueduto de Santo Antão do Tojal, a ser “emparedado” por uma urbanização;
– Diaclase de Salemas, Lousa, a exigir ações concretas de proteção e preservação.
Para que Loures seja um território onde se constrói futuro, valorizando a Memória.