Um olhar por dentro no Museu da Água

A ADAL realizou, no passado dia 27 de Novembro, mais uma etapa deste seu programa
de acção, anualmente consignado no plano de actividades da Associação.

“Um olhar por dentro” ao Museu da Água, classificado pela DGPC, desde 2010 como Conjunto de Interesse Público, foi a proposta da ADAL que levou à Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, 11 associados.

A Dr.ª Margarida Ramos, Técnica Superior do Museu, orientou de forma muito cativante e competente as duas partes da visita. A primeira, na interpretação e conhecimento de todo o processo histórico que nos tráz Água desde há milénios; Mesopotâmia, Egipto Faraónico, Roma e Lisboa ao longo de todos os séculos, com o momento crucial a partir de D. João V…, o Aqueduto das Águas Livres, as fontes da cidade de Lisboa e o abastecimento a toda a área metropolitana.

A segunda parte consistiu na observação das quatro máquinas a vapor (oficinas de E.W.Windsor, de Ruão, França) que eram acionadas por cinco caldeiras alimentadas a carvão. Máquinas que elevavam a água do rio Alviela, armazenadas depois no reservatório dos Barbadinhos que abastecia outros reservatórios e cisternas. Funcionaram entre 1880 e 1928. Foi-nos dado a observar, durante alguns minutos, uma das máquinas a laborar.

No final, no balanço da iniciativa que foi exclusiva para a ADAL (aos fins de semana no
museu não está aberto), o grupo exprimiu o seu agrado pela excelente visita, num museu muito interessante e actual, que a ADAL enquadra também na sua causa LRS Águas MIL, como experiência de conhecimento.

Porque, depois de podermos observar e manipular o importante painel “Água
Invisível”, a nossa ‘Atitude’ face à Água vai ter forçosamente outras interpretações e,
necessariamente, alterações. Para que seja um “Bem Infinito”!

UM OLHAR POR DENTRO à Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos – 27 de Novembro

A ADAL organiza uma visita guiada à Estação Elevatória a Vapor dos Barbadinhos, no próximo dia 27 de Novembro, às 10h30, no âmbito da iniciativa anual Um Olhar por Dentro.

A Água é um bem essencial para a vida humana, para o equilíbrio dos ecossistemas, para a produção de alimentos, para a geração de energia e para a economia em geral.

Contudo as pressões ambientais e económicas colocadas sobre este recurso natural limitado, bem como a sua relação intrínseca com outras prioridades, como a produção de energia, a adaptação às alterações climáticas e o cultivo de alimentos, contribuem para que a gestão da água e dos seus serviços se tenham tornado temas prioritários.

A mais recente causa da Associação – Loures Águas Mil – reflete sobre as questões dos recursos hídricos e da sua gestão no concelho de Loures, pelo que a exposição permanente do Museu da Água melhor permitirá conhecer uma multiplicidade de assuntos com a Água relacionados.

Participação sujeita a inscrição prévia (até 26 de Novembro) para: adaloures@gmail.com
e ao pagamento do bilhete de entrada em vigor (6 €).

O ponto de encontro é às 10h15 na Rua do Alviela 12, Lisboa. A visita terá a duração aproximada de 1h30.

Água suporte da vida, água para a vida

O Município de Loures é percorrido por uma vasta rede hidrográfica e integra-se na sub-bacia Estuário, da Rede Hidrográfica do Tejo.

As actividades humanas têm vindo a ser identificadas como uma das maiores ameaças ambientais, sociais e económicas que o planeta e a humanidade enfrentam.

A mudança climática provocada tem especial destaque nas emissões de gases com efeito de estufa e nas alterações muito significativas no uso do solo.

As perspectivas de evolução do clima ao longo do século XXI, apresentadas para 2100, prevêem, em geral, um aumento da temperatura do ar durante o período de Verão entre 4 e 6ºC e no período de Inverno entre 2 e 3ºC, e um aumento da precipitação durante os meses de Inverno e uma diminuição acentuada da precipitação no período de Verão e Outono.

Neste cenário de alterações, prevê-se também uma maior incidência de fenómenos extremos, com o aumento de episódios de precipitação intensa durante curtos períodos no Inverno e o aumento do número de dias consecutivos com temperaturas máximas acima dos 35ºC, que poderão passar de cerca de 10 a 20 dias, para 30 a 40 dias consecutivos

Antevê-se, portanto, que as alterações previstas para o clima tenham impactos substantivos nos recursos hídricos, em especial na diminuição das disponibilidades hídricas, no aumento de eventos meteorológicos extremos, na degradação da qualidade da água e, paralelamente, no aumento do seu consumo.

Por outro lado, os estudos indicam que, embora rica em recursos hídricos superficiais e subterrâneos, a região está submetida a perdas elevadas de água, quer nos sistemas urbanos, quer, principalmente, nos sistemas agrícolas.

Estas razões conjugadas, determinaram a preocupação e a iniciativa da ADAL de lançar o projecto “LRS – águas mil” que se constitui em iniciativa de cidadania, desencadeando o alerta e a exigência às autoridades públicas, aos agentes económicos e aos cidadãos, sobre a incontornável necessidade de desenvolver, desde já, acções objectivas de poupança e protecção para a sustentabilidade dos recursos hídricos, sejam eles superficiais ou subterrâneos, e nas quais ninguém está dispensado de se envolver e participar.

A água é o suporte básico da existência, todos precisamos de água para a vida.