Projecto de transformação do Canal do Alviela num Oleoduto

Desde o início de 2019, a ADAL tem vindo a tomar conhecimento pela Comunicação Social de que está em desenvolvimento um projecto que prevê transformar o Canal Alviela num Oleoduto, assunto que muito nos preocupa e que estamos a acompanhar de forma próxima e atenta.

Assim, foi enviado no dia 15 de Julho a um conjunto de entidades – Primeiro-Ministro, Ministra da Cultura, Ministro do Ambiente e da Transição Energética, EPAL, Grupos Parlamentares, Deputado único da IL e Deputada não inscrita Joacine K. Moreira – um conjunto de questões que julgamos deverem ter resposta desde já:

  1. O que significa em termos práticos aproveitar a infraestrutura do Canal Alviela para implementar um oleoduto?
  2.  Que consequências tem tal projecto de oleoduto no projecto “Caminhos de Água” / troço de Sacavém – Santa Iria de Azóia, que abrange áreas afectas ao canal Tejo e canal Alviela e que motivou a celebração de Acordo entre o Município de Loures e a EPAL tendo em vista a fruição pública deste espaço?
  3. Pelo ofício CEA|S|2019|14525|10.04.2019, o Exmo Senhor Presidente da EPAL dava conta à ADAL de que a EPAL “atenta à memória da conservação e preservação do património histórico de abastecimento de água, está a desenvolver estudos para salvaguarda e valorização de troços em que a situação identificada é um dos bons exemplos”. Assim, pergunta-se:
    1. O que irá acontecer ao Siphão de Sacavém com o projecto de oleoduto?
    1. Em que medida o oleoduto é um contributo para a salvaguarda e valorização do património histórico de abastecimento de água?
  4. O projectado oleoduto parece ir atravessar, no território integrado no município de Loures, duas Uniões de Freguesia (Santa Iria de Azóia / São João da Talha / Bobadela e Sacavém / Prior Velho), onde residem cerca de 70 mil pessoas. Como se sabe, o transporte de produtos perigosos em infraestruturas fixas – gasodutos e oleodutos – comporta riscos (Avaliação Nacional de Risco, Abril de 2004) aos quais estão particularmente expostos pessoas, edifícios, equipamentos e infraestruturas localizadas nas proximidades das condutas de transporte. Um acidente numa destas condutas pode ocorrer devido a explosões e incêndios, derrames tóxicos e libertação de gases tóxicos. Importa, portanto, saber como será concretizado o projecto e como serão implementadas medidas de mitigação e acautelamento do risco a que as populações e o território ficarão expostos?

Relativamente à EPAL, a ADAL solicitou ainda, ao abrigo dos artigos 83.º e 85.º do CPA e do artigo 5.º e seguintes, da Lei de Acesso aos Documentos Administrativos, a consulta do processo relativo à transformação o Canal Alviela num Oleoduto.

De todos estes contactos foi dado conhecimento ao Presidente da República.


Exposição de bolso “Paul das Caniceiras – Narrativa ilustrada de uma causa cheia de vida”

Na data em que se assinala o Dia Internacional da Biodiversidade, a ADAL lança a Exposição de Bolso #2. 

Uma singela forma de comemorar a natureza, celebrar a diversidade da fauna e flora e apelar para a preservação do ecossistema existente no Paul das Caniceiras, zona húmida ímpar localizada no concelho de Loures.

A ADAL defende a classificação do Paul das Caniceiras enquanto Área Protegida de Âmbito Regional/Local.

Conheça e valorize também este importante património natural do concelho.

Paul das Caniceiras
Paul das Caniceiras

ADAL comemora o Dia da TERRA

DIA DA TERRA é anualmente assinalado a 22 de Abril e tem como objectivo consciencializar sobre a protecção e a utilização sustentável dos recursos naturais do planeta e defender a harmonia entre todos os seres vivos, garantindo assim – às gerações presentes e futuras – qualidade de vida ambiental, social, económica, cultural.

A ADAL contribui também para homenagear o planeta Terra, difundindo informação que proporcione um  conhecimento mais vasto possível sobre a defesa do Ambiente, do Património e da Qualidade de Vida no Município de Loures, de modo que estas possam adoptar, de forma consciente e esclarecida, pelas melhores práticas, e exercer os respectivos direitos e deveres civis e constitucionais.

Hoje, no DIA DA TERRA relembramos dois temas ambientais causa da ADAL:

  • Paul das Caniceiras

É uma das mais interessantes zonas húmidas da região de Lisboa, com um ecossistema rico, mas sensível e extremamente ameaçado, localizado na Várzea de Loures, na freguesia de Santo Antão do Tojal.

Com cerca de 14 hectares, é um importante refúgio para diversas espécies de aves aquáticas e peixes de água doce, algumas em perigo de extinção, com destaque para a presença da “Boga de boca arqueada de Lisboa”.

Desde 2018 que a ADAL promove um conjunto de diligências junto dos órgãos municipais visando a classificação do Paul das Caniceiras como Área Protegida de Âmbito Regional/Local.

  • Frente Ribeirinha do Tejo

O Município de Loures tem 5,5 Km de frente de rio, no estuário do Tejo. Cerca de metade da população do concelho de Loures vive na proximidade da frente ribeirinha que tem todas as condições para se transformar numa nova zona de recreio e lazer do nosso concelho.

Esta é a única área do território incluída na Rede Natura 2000, estando, de certa forma, protegida, ao abrigo das Directivas Aves e Habitats, da União Europeia.

A ADAL vem tornando públicas as suas preocupações com a situação desta zona – um espaço de elevada nobreza e valor ambiental – e exigindo a elaboração de um Plano de Ordenamento para a Frente Ribeirinha do Tejo, como instrumento de gestão sustentável do território e alavanca de protecção ambiental e de desenvolvimento económico equilibrado.

A ADAL tem assumido, ao longo dos anos, a Frente Ribeirinha do Tejo como uma causa sua, para que seja causa de todos, com a assinatura: LOURES TAMBÉM TEM TEJO!

E neste DIA da TERRA, o nosso ECO-ALERTA adquire um sentido ainda mais oportuno. Colabore também e apresente a sua denúncia, queixa ou proposta para proteger o património ambiental e cultural de Loures! Envie-nos as suas mensagens para adaloures@gmail.com.

Comemorar para consciencializar!

Para que os dias passem de palavras nos calendários e ganhem um sentido E/Afetivo.