Posição Pública | ADAL adopta novas causas

ADAL adopta novas causas

PAUL DAS CANICEIRAS

AQUEDUTOS DE SANTO ANTÃO DO TOJAL

Precisam de impulso requalificador

Os Orgãos Directivos da ADAL- Associação de Defesa do Ambiente de Loures reunidos oportunamente em S. Julião do Tojal, Concelho de Loures, consideraram que o Paul das Caniceiras e os Aquedutos de Santo Antão do Tojal, exigem o empenho da sociedade civil e dos poderes públicos em ordem à sua preservação e reaqualificação.

Assim, a partir da tomada de posse dos novos órgãos autárquicos eleitos, a Associação ambientalista e de defesa do Património, desencadeará iniciativas junto das autarquias e do governo, tendo em vista o desenvolvimento de projectos e respectivo financiamento tendo em vista:

1. Recuperar, qualificar e conferir natureza didáctica e de local da biodiversidade ao Paul das Caniceiras;

2. Retomar, prosseguir e concluir as acções de recuperação do Património do conjunto setecentista de Santo Antão do Tojal, designadamente, os Aquedutos, Rua dos Arcos e Palácio-Fonte. 

A ADAL, conta encontrar nestas diligências, o apoio dos poderes local e central, bem como das populações do Concelho de Loures, junto de quem desenvolverá ainda iniciativas de informação e conhecimento, destas importantíssimas referências do Município, ainda insuficientemente conhecidas e valorizadas. 

 

 

 

Do Palácio ao Castelo

No âmbito do programa Pelos Trilhos do Património e da Natureza, a ADAL realizou, no dia 4 de Junho de 2017, o percurso Do Palácio ao Castelo.

Esta actividade contou com o apoio da CM Loures, que garantiu a visita guiada ao Palácio de Valflores, primeiro ponto do percurso e o que mais interesse suscitou no grupo de participantes que acompanhou atentamente os esclarecimentos e as explicações dadas pela técnica Ana Raquel Silva. Foi possível conhecer com detalhe o que se prevê concretizar na primeira fase do projecto de reabilitação e qualificação do palácio de Valflores, aprovado no pacto para o desenvolvimento e Coesão territorial da Área Metropolitana de Lisboa e enquadrado no POR Lisboa 2014/2020. Sendo a ADAL parceira da CM Loures neste processo, não podia deixar de inserir este exemplar da arquitectura civil do Sec. XVI, classificado como Imóvel de Interesse Público em 1982, mas que hoje se encontra em ruína.

O grupo foi depois visitar o Castelo de Pirexcoxe, típico paço senhorial que remonta ao Sec. XV, quando Nuno Vasques de Castelo Branco instituiu um morgadio no local.

Por último, foi altura de observar a oliveira bravia com mais de 2800 anos situada no Bairro da Covina, no que resta de um antigo olival próximo do castelo de Pirescoxe. A idade desta árvore foi determinada através de um método inovador de datação de árvores desenvolvido pela Universidade de Traz-os-Montes e Alto Douro. A Oliveira milenar do Bairro da Covina está integrada no grupo das Árvores monumentais de Portugal (ICNF). O seu perímetro mede, na base, 10,15 metros, a altura chega aos 4,40 metros e o diâmetro de copa tem 7,60 por 8,40 metros.

Vale mesmo a pena conhecê-la!

Registo fotográfico de alguns momentos:

“DO PALÁCIO AO CASTELO” | Apresentação pública do percurso

A ADAL apresenta …

Do Palácio ao Castelo, em Santa Iria de Azóia

2017 assinala um marco nas iniciativas da ADAL.

Estreamos o percurso ADAL, inserido na atividade “Pelos Trilhos do Património e da Natureza”.

Anualmente identificamos um percurso pedestre, circular – sempre que viável, ao longo do qual são identificados valores ambientais e patrimoniais, construídos ou imateriais. Para além da divulgação pretende-se simultaneamente alertar para impactos relacionados com a sua conservação, promover a observação da flora (e fauna, se possível) de determinados habitats e difundir a cultura local (gastronomia, festas e costumes, e outras tradições).

E começamos pela NOSSA CA(U)SA.

O percurso inicia na Quinta e Palácio de Valflores e termina no Castelo de Pirescoxe, com tempo para conhecer e observar a Oliveira Milenar.

Contamos com todos os sócios e amigos da ADAL no dia 4 de Junho, com início às 10h00 e final previsto para as 12h30.

Aguardamos as vossas inscrições, até dia 1 de Junho, para: adaloures@gmail.com.

Participe e divulgue esta atividade gratuita, educativa e lúdica, realizada ao ar livre!

O percurso Do Palácio ao Castelo conta com o apoio da CM Loures e comemora o Dia Mundial do Ambiente- celebrado todos os anos no dia 5 de Junho, com o objectivo alertar as populações e os governospara a necessidade de protecção e preservação do ambiente.

Palácio Valflores, ca(u)sa nossa!

Verificando-se o completo abandono do Palácio e das diligências para a sua recuperação a partir de 2001, quer pelos proprietários, quer pelas autoridades responsáveis, a Câmara Municipal de Loures, o então designado IPPAR e a Valorsul manifestaram, em 2004, disponibilidade para a sua aquisição e recuperação, operação que não foi autorizada pelo Governo.

Uma vez que quer o IPPAR, quer a Câmara Municipal de Loures não possuíam recursos para a recuperação do Palácio, utilizar-se-ia a disponibilidade expressa pela Valorsul.

A recusa por parte do Ministério do Ambiente – Ministro Nunes Correia – foi fundamentada com base num parecer do Instituto Regulador de Águas e Resíduos, onde é dito que não faz parte do objecto social da empresa este tipo de actividade.

Mas o facto é que a Valorsul não pedia dinheiro ao Governo, antes previa recorrer à valorização de terrenos, com fundos próprios e comunitários, elaborando um projecto de recuperação e estudando fontes de financiamento relativa à futura ocupação do espaço.

Não se compreendeu a decisão do governo porquanto a alternativa para aquele Imóvel de Interesse Público foi a crescente degradação e maiores riscos de derrocada, como se veio a confirmar.

O Ministério da Cultura assumiu-se então como o grande “desaparecido” neste processo, não se lhe conhecendo uma opinião, uma palavra, uma intervenção. Por omissão e falta de comparência, acabou por se tornar cúmplice do que veio a suceder ao Palácio.

Em 18 de Abril de 2006, a ADAL, a ADPAC e a Junta de Freguesia de Santa Iria de Azóia assinalaram a Jornada Internacional dos Monumentos e Sítios com uma acção de iluminação nocturna do Palácio de Valflores – DAR LUZ AO PALÁCIO e ILUMINAR OS MINISTROS.

A ADAL, preocupada com a sustentação física do Palácio de Valflores, dirigiu-se por carta ao Presidente da Câmara Municipal de Loures e aos Grupos Políticos representados na Assembleia Municipal no sentido de que sejam tomadas medidas técnicas objectivas e urgentes para salvaguarda do edifício.

Em Fevereiro de 2007 a ADAL enviou um apelo ao Presidente da Câmara, e aos Deputados Municipais:

“É do conhecimento geral o estado de derrocada em que se encontra o Palácio de Valflores.

Lamentavelmente, o actual Ministro do Ambiente não tem permitido aquela que era a melhor, mais rápida e mais económica solução para a recuperação e utilização futura daquele Palácio, mas estamos convictos que um dia os responsáveis políticos terão a coragem que se lhes exige, para ultrapassar obstáculos ridículos que se opõem ao desenvolvimento.

Assim, importa antes de mais salvaguardar o que pode ainda ser salvo. Sujeito, como tem estado à intempérie, nenhum edifício naquelas condições pode resistir por muito mais tempo.

Razão pela qual fazemos um forte APELO a V.Exa., no sentido de com urgência serem tomadas medidas técnicas para a sustentação, escoramento e cobertura do Palácio de Valflores. Pela nossa parte, ficamos disponíveis para colaborar activamente com a Câmara Municipal de Loures na concretização dessa iniciativa.”

Em Abril de 2007, a ADAL assinalou o Dia Internacional dos Monumentos e Sítios com uma Caminhada entre o Castelo de Pirescoxe e o Palácio de Valflores, ambos em Santa Iria de Azóia, Concelho de Loures. A jornada constituiu uma denúncia pública para o estado de derrocada do Palácio de Valflores e o estranho alheamento das entidades públicas responsáveis, designadamente, a Ministra da Cultura, o IPPAR e a Câmara Municipal de Loures, que nada faziam para evitar a sua eminente falência estrutural.

Já em 2008, a efeméride foi assinalada com com uma iniciativa de alerta e sensibilização das instituições com responsabilidades na salvaguarda do Palácio de Valflores. A jornada consistiu na remessa diária de um fax, durante a semana de 14 a 20 de Abril para os seguintes destinatários:

  • •             Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional:
  • •             Ministro da Cultura
  • •             IPPAR
  • •             Presidente da Câmara Municipal de Loures
  • •             Gabinete dos Vereadores do PS na Câmara Municipal de Loures
  • •             Gabinete dos Vereadores da CDU na Câmara Municipal de Loures
  • •             Gabinete dos Vereadores do PSD na Câmara Municipal de Loures

Em 2009, na mesma data, a ADAL ofereceu um porquinho-mealheiro para alerta e sensibilização das instituições com responsabilidades na salvaguarda do Palácio de Valflores, sugerindo-lhes que promovessem, à boa maneira caritativa, recolher contributos para fazerem face às insuficiências que evidenciavam enquanto gestores da coisa pública e dos interesses do país.

Foram agraciados com a oferta do simpático mealheiro:

  • •             O Senhor Presidente da Câmara Municipal de Loures;
  • •             O Senhor Vereador da Cultura;
  • •             O Senhor Presidente da Assembleia Municipal;
  • •             Os Gabinetes dos Senhores Vereadores do PS, CDU e PSD na Câmara de Loures;
  • •             O Senhor Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional;
  • •             O Senhor Ministro da Cultura;
  • •             O Senhor Presidente do IGESPAR;
  • •             Á Comissão de Ética, Sociedade e Cultura da Assembleia da República.

Entre 2009 e 2013, prosseguiram os contactos com a CM Loures (reuniões, Posições Públicas e ofícios) com a finalidade de sensibilizar os autarcas para a necessidade de se encontrar uma solução para o Palácio e Quinta, culminando, em 2014, com o envio de uma proposta para criação de um Pólo universitário de investigação ambiental em Loures.

Em 2015 a ADAL assinala o Palácio de Valflores – o risco de destruição deste edifício histórico – como ponto negativo do património do concelho, relativo ao Projeto Positivo e Negativo de 2014.

Foi com elevada expectativa e satisfação que a ADAL tomou conhecimento do interesse e manifestação de empenho, por parte do Ministro da Cultura, em 2016, relativamente à necessidade de recuperar este exemplar da arquitectura residencial do séc. XVI.

Em Junho de 2016 a ADAL foi convidada e aceitou ser parceira da CM Loures no processo de candidatura, ao POR Lisboa, de uma intervenção de carácter mais imediato, para impedir derrocadas e perda de património, disponibilizando-se, naturalmente, para acompanhar todo o processo, colaborando no que estiver ao seu alcance, designadamente para análise de propostas relativas ao uso futuro deste edifício e da sua quinta.