O Dia Mundial do Ambiente é celebrado todos os anos a 5 de junho, com o objetivo assinalar ações positivas de proteção e preservação do ambiente e alertar as populações e os governos para a necessidade de salvar o ambiente.
O tema do Dia Mundial do Ambiente em 2022 é : “Uma Só Terra”. O evento destaca a necessidade de se viver de forma sustentável em harmonia com a natureza, promovendo transformações, a partir de políticas públicas e das nossas escolhas, rumo a estilos de vida menos poluentes e mais verdes.
Em Loures, as preocupações das populações, e particularmente da ADAL, com os recursos hídricos são pertinentes e urgentes, como em todo o mundo. É decisivo, em tempos de preocupantes transformações climáticas em curso, que sejam dadas as respostas preventivas e antecipadas às necessidades futuras, desenvolvendo mecanismos de defesa, preservação e sustentabilidade das águas.
A qualidade da água do Rio Trancão é um dos focos da ADAL plasmada no seu documento Loures Águas Mil.
A ADAL associa-se ao Dia Mundial do Ambiente com o lançamento da Exposição de Bolso #5. Aceda AQUI.
No dia 28 de Maio de 2022, a ADAL realizou mais um percurso pedonal entre Unhos e Apelação, no quadro do seu programa «Pelos Trilhos do Património e da Natureza».
Os nossos sócios aceitaram o convite da ADAL e por isso tiveram oportunidade de, durante a manhã deste dia ensolarado, conhecer um outro ‘pedaço’ do território do nosso Concelho. Das excelentes vistas sobre a várzea de Loures, do imenso Mar da Palha e também a oportunidade de acrescentar conhecimento histórico e etnográfico.
O primeiro momento do percurso consistiu numa visita orientada à Igreja de São Silvestre, em Unhos, conduzida com grande competência pelo Dr. Jorge Aniceto, técnico da Câmara Municipal de Loures.
Ficámos a saber que a matriz de Unhos é uma igreja seiscentista, mas com a sua fundação em data muito anterior.
«Interiormente, a nave, ampla e de grande altura, é coberta por abóbada de berço [que] conserva o seu carácter de templo do século XVII. A Capela-mor possui um bom retábulo de talha dourada dessa época, cujos arcos, tais como os de Camarate, são formados por colunas torsas. Muito belos os dois anjos que, ao alto, seguram a custódia. À entrada da igreja, bonita pedra sepulcral armoriada e algumas outras inscrições tumulares do século XVII.» [AZEVEDO, Carlos de; FERRÃO, Julieta; GUSMÃO, Adriano de; Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa, vol. III – Mafra, Loures, Vila Franca de Xira, Lisboa, Junta Distrital de Lisboa, 1963, p.75]
Imediatamente a seguir, o nosso guia apresentou-nos o pintor Diogo de Contreiras (c.1500-1565) autor do programa decorativo – pinturas e tábuas – da Igreja de São Silvestre.
«Contreiras começou o seu ciclo de produção ainda no reinado de D. Manuel, em 1521, como figura secundária de uma das oficinas de Lisboa, executando decorações efémeras, entre as quais a que serviu de receção ao monarca quando do seu terceiro casamento. (…) A sua obra não é extensa, e conhece-se um núcleo em Unhos, outro em Almoster, outro ainda em Ourém. (…) Mas a qualidade manifestada, pese embora alguns desacertos de forma e de anatomia, pode ser atribuída a uma «licença» criativa que, mantendo a gravura como inspiração iconográfica direta, ganhava em autonomia, acentuando os jogos cromáticos e lumínicos e em dramatismo nos fundos e nos esfumados, que até então eram pouco ou nada praticados entre nós.» [PEREIRA, Paulo; Arte Portuguesa – história essencial; Lisboa, Temas e Debates/Círculo de Leitores, 2014, p.516/517]
A subida à torre sineira permitiu-nos observar um horizonte deslumbrante: a várzea de Loures, o percurso do rio Trancão, a encosta da serra de Santa Iria…e a vila de Unhos a fazer-nos esquecer a proximidade da grande cidade!
Seguiu-se a ‘caminhada’ até à segunda etapa da manhã: o moinho de vento da Apelação.
Foi um percurso íngreme, mas tranquilo, que nos propiciou a observação de uma paisagem mais urbana, polvilhada aqui e ali por alguma ‘ruralidade’.
No moinho o moleiro Francisco Jacinto fez-nos uma visita muito completa e muito competente a este ancestral ‘equipamento industrial’ recuperado em 1994 pelo Município de Loures (a par do Moinho das Covas, na freguesia da Ramada, então geograficamente no Concelho de Loures.)
Tal como a maioria dos moinhos da região da Estremadura, terá sido edificado no segundo quartel do século XVIII, pois as primeiras referências escritas surgem no ano de 1762. É um moinho característico do Sul do nosso país e insere-se na tipologia dos moinhos fixos de torre cilíndrica em alvenaria, com 3 pisos e dois casais de mós (para a moagem de milho e trigo). O capelo é móvel por meio de sarilho interior. Arma-se em 4 velas triangulares, presas às varas que irradiam do mastro. A rotação do mastro é feita através da entrosga (roda dentada) que transmite o movimento ao veio através de um carreto situado no centro do moinho.
Nesta visita ficámos a conhecer as funções de várias componentes do moinho e, talvez a grande curiosidade tenha sido a função dos búzios que estão colocados no cordame das varas. No interior foi-nos explicado todo o funcionamento do moinho na produção da farinha.
Concluída a visita, o grupo trouxe consigo duas “coisas” fundamentais: a importância da história antiga e a importância da etnografia viva. No primeiro caso, certamente estamos perante um “alimento espiritual” bastante rico. No segundo caso, estamos diante de um equipamento fundamental no passado, com um papel de relevância no presente e que não deixará de nos ser muito útil no futuro.
Uma reunião da ADAL aberta a sócios onde se discutiram diversas questões do Ambiente e Património do concelho de Loures, com destaque para os mais directamente relacionados com a zona oriental do concelho, teve lugar no passado dia 17 de Maio nas instalações da Sociedade Recreativa Musical Primeiro de Agosto Santa Iriense.
Dos assuntos discutidos destacamos:
(clique no título de cada item para ver notícias sobre o tema)
Os trabalhos de recuperação prosseguem. A ADAL tem seguido os desenvolvimentos através do site da Câmara de Loures, dado não ter havido recentemente contactos institucionais no âmbito da parceria.
Para além de interromper a destruição e salvar o que ainda for possível deste importante património de Sacavém, pensa a ADAL que a melhor defesa daquele edificado será dar-lhe um uso compatível. A ADAL está a preparar uma proposta sobre a uma hipótese de utilização futura do convento e da sua envolvente, para apresentar à Câmara de Loures e à Junta de Freguesia de Sacavém,
Reactor Nuclear de Sacavém
Desmantelado o reactor nuclear, foi assinalada a necessidade de a ADAL incluir este tema nas abordagens que faz com a Câmara Municipal da Loures, a fim de se perceber a situação dum anunciado projecto no domínio da Saúde.
Considerando as oportunidades que este evento irá trazer para o território, em termos de requalificação urbanística, convirá questionar que projecto que se perspectiva para os terrenos localizados no município de Loures.
A ADL irá retomar o contacto com o Presidente da República, a quem lançou, em 2021, o desafio de visitar não só a área de intervenção, mas outras áreas e equipamentos com potencial para a valorização da cidade de Sacavém.
A abordagem deste tópico teve principal foco no transporte ferroviário e medidas que induzam e estimulem a sua utilização (designadamente parqueamento e percursos pedonais de qualidade) e no Metro.
Este tema motivou significativa participação, sobretudo no que concerne à recolha selectiva, onde se constatam maiores problemas e também importantes desafios. O cumprimento das metas estabelecidas implica investimentos avultados, quer em instalações, quer em equipamentos. O aterro de Mato da Cruz vai ter que encerrar a curto prazo, o que obriga a encontrar alternativa para a Estação de transferência. Também ao nível da sensibilização e educação ambiental há muito por fazer.
A ADAL integra o Comissão de Acompanhamento Local da CTRSU da Valorsul, fazendo um balanço negativo do funcionamento desta Comissão, que irá comunicar ao Ministério do Ambiente, propondo a mudança da entidade responsável pela coordenação da Comissão.
Foi sugerida a vantagem em abordar este património natural no quadro duma intervenção mais abrangente (Parque da Várzea e Costeiras de Loures), e da proposta já em tempos apontada, de envolvimento da Águas Tejo Atlântico SA no processo (utilização das águas tratadas da ETAR).