Ambientalistas alertam para degradação de infraestrutura centenária em Sacavém | Notícia DN

A Associação de Defesa do Ambiente de Loures alertou hoje para o estado de degradação do Sifão do Canal do Alviela, uma infraestrutura centenária que foi responsável pelo abastecimento de água da região de Lisboa.

O Sifão do Canal do Alviela é datado e 1880 e localiza-se no rio Trancão, na cidade de Sacavém, concelho de Loures, no distrito de Lisboa.

A responsabilidade pela manutenção e conservação da infraestrutura pertence à Empresa Portuguesa das Águas Livres (EPAL), mas, segundo alertou a Associação de Defesa do Ambiente de Loures (ADAL), “essa tarefa não está a ser concretizada”.

“Estamos perante um elemento patrimonial da EPAL e esta empresa tem descurado em absoluto a sua conservação. A estrutura apresenta já um aspeto decadente e é possível verificar fissurações superficiais num ou noutro local”, adiantou à agência Lusa Rui Pinheiro, da ADAL.

O ambientalista sublinhou que, “mais do que sua antiga importância funcional”, o Sifão do Canal do Alviela “é um símbolo da cidade de Sacavém” e que, por isso, há “razões mais do que suficientes para uma adequada manutenção e valorização”.

“Já questionámos a EPAL, mas, até agora, ainda não obtivemos uma resposta. Por isso, iremos também questionar a APA (Agência Portuguesa do Ambiente) e a Direção Geral do Património Cultural, exigindo informação detalhada sobre o estado de conservação”, apontou.

No entanto, contactada pela Lusa, fonte da EPAL assegurou que a empresa “monitoriza de forma contínua” o estado de conservação da infraestrutura, apesar de ter decidido desativá-la.

“Importa referir que a EPAL [está] atenta à memória da conservação e preservação do património histórico de abastecimento de água e está a desenvolver estudos para salvaguarda e valorização de troços em que a situação identificada é um dos bons exemplos”, apontou a empresa.

SIFÃO DO CANAL ALVIELA EM SACAVÉM Posição Pública


Ao abandono ?

O Sifão do Canal do Alviela que atravessa o Rio Trancão em Sacavém é, desde os anos 1880, um elemento simbólico central da Cidade.

Trata-se de uma notável obra de engenharia que desempenhou relevantíssimo papel no fornecimento de água potável a Lisboa.

A sua antiga importância funcional e o seu reconhecimento como ex-libris da Cidade de Sacavém são razões mais do que suficientes para uma adequada manutenção e valorização daquele Arco, que viabilizava o fornecimento de água do Rio Alviela à Capital.

Estamos perante um elemento patrimonial da EPAL e esta empresa tem descurado em absoluto a sua conservação. Não apenas a estrutura apresenta já um aspecto decadente, como é possível verificar fissurações superficiais e num ou noutro local, aquilo que parecem ser já perdas de água, portanto, eventuais rupturas com efeitos desconhecidos a prazo.

Assim, a ADAL torna público que, em consequência das suas preocupações, encetará diligências junto da EPAL, da APA e da Direcção Geral do Património Cultural, exigindo informação detalhada sobre o estado de conservação daquele património colectivo, bem como as diligências e investimentos pertinentes que garantam a sua preservação e a valorização do seu estatuto simbólico na Cidade de Sacavém e no Concelho de Loures.

Edição de livro sobre Valflores 

A ADPAC-Associação de Defesa do Património Ambiental e Cultural de Santa Iria da Azóia lançou um livro, em forma de conto, intitulado “QUINTA DE VALE DE FLORES – O SEGREDO DAS ABÓBORAS”, que tem como enquadramento o projecto em desenvolvimento pela Associação, o qual pretende celebrar e comunicar “pela arte e com o coração“ o renascimento da Quinta de Vale de Flores.

As autoras, Cristina Costa (texto) e Cláudia Filipe (ilustração), docentes da Escola do 2.º e 3.º ciclos de Santa Iria da Azóia, fazem parte do grupo de cidadãos com raízes ou ligações locais que aceitaram o desafio de darem a conhecer à comunidade o processo de salvaguarda e reabilitação de Vale de Flores.

O Palácio e Quinta de Valflores é também causa da ADAL, pelo que congratulamos a ADPAC por esta iniciativa que contribui para dar visibilidade a este conjunto patrimonial quinhentista de valor ímpar.  De realçar que esta iniciativa está associada ao Ano Europeu do Património Cultural.

Deixamos repto que nesta época de maior consumismo se alie o gesto à cultura. E aguçamos a curiosidade, certos que vão querer conhecer a história completa: “um palácio esquecido, um zambujeiro envelhecido e uma menina aborrecida” toda a história é animada a partir da descoberta de uma semente especial – do Conhecimento – que vai ligar e dar uma nova vida a estas personagens.

À venda nas papelarias: Paviana, Rabiscos e Castelo de Palavras (em Santa Iria de Azóia) ou pode ser adquirido on-line:  http://edicoesmahatma.pt/inicio/131-quinta-de-vale-de-flores-9789898865427.html.

Boa leitura!

 

 

 

 

ADAL reúne com Comissão de Ambiente, Qualidade de Vida, Recursos Naturais e Animais

A ADAL reuniu com a Comissão de Ambiente, Qualidade de Vida, Recursos Naturais e Animais.

No seguimento dos contactos que a Associação estabeleceu com os diversos representantes dos partidos políticos com assento quer na Câmara Municipal, quer na Assembleia Municipal, tendo em vista a salvaguarda, protecção e requalificação do Paul das Caniceiras, o intuito da Comissão foi agora de compreender o  desenvolvimento do processo.

Foi assim efectuada uma recapitulação das diligências tomadas, que terminaram, na semana passada, com audiência com o Presidente da Câmara Municipal.

Considerando que o objectivo final desta causa da ADAL é a classificação do Paul das Caniceiras enquanto Área Protegida de Âmbito Regional/Local, é com crescente expectativa que se aguarda a decisão do assunto e a deliberação tomada pelo executivo municipal para posterior classificação pela Assembleia Municipal.

Que 2019 seja auspicioso para a valorização e defesa deste importante património natural do concelho.