Edição de livro sobre Valflores 

A ADPAC-Associação de Defesa do Património Ambiental e Cultural de Santa Iria da Azóia lançou um livro, em forma de conto, intitulado “QUINTA DE VALE DE FLORES – O SEGREDO DAS ABÓBORAS”, que tem como enquadramento o projecto em desenvolvimento pela Associação, o qual pretende celebrar e comunicar “pela arte e com o coração“ o renascimento da Quinta de Vale de Flores.

As autoras, Cristina Costa (texto) e Cláudia Filipe (ilustração), docentes da Escola do 2.º e 3.º ciclos de Santa Iria da Azóia, fazem parte do grupo de cidadãos com raízes ou ligações locais que aceitaram o desafio de darem a conhecer à comunidade o processo de salvaguarda e reabilitação de Vale de Flores.

O Palácio e Quinta de Valflores é também causa da ADAL, pelo que congratulamos a ADPAC por esta iniciativa que contribui para dar visibilidade a este conjunto patrimonial quinhentista de valor ímpar.  De realçar que esta iniciativa está associada ao Ano Europeu do Património Cultural.

Deixamos repto que nesta época de maior consumismo se alie o gesto à cultura. E aguçamos a curiosidade, certos que vão querer conhecer a história completa: “um palácio esquecido, um zambujeiro envelhecido e uma menina aborrecida” toda a história é animada a partir da descoberta de uma semente especial – do Conhecimento – que vai ligar e dar uma nova vida a estas personagens.

À venda nas papelarias: Paviana, Rabiscos e Castelo de Palavras (em Santa Iria de Azóia) ou pode ser adquirido on-line:  http://edicoesmahatma.pt/inicio/131-quinta-de-vale-de-flores-9789898865427.html.

Boa leitura!

 

 

 

 

ADAL reúne com Comissão de Ambiente, Qualidade de Vida, Recursos Naturais e Animais

A ADAL reuniu com a Comissão de Ambiente, Qualidade de Vida, Recursos Naturais e Animais.

No seguimento dos contactos que a Associação estabeleceu com os diversos representantes dos partidos políticos com assento quer na Câmara Municipal, quer na Assembleia Municipal, tendo em vista a salvaguarda, protecção e requalificação do Paul das Caniceiras, o intuito da Comissão foi agora de compreender o  desenvolvimento do processo.

Foi assim efectuada uma recapitulação das diligências tomadas, que terminaram, na semana passada, com audiência com o Presidente da Câmara Municipal.

Considerando que o objectivo final desta causa da ADAL é a classificação do Paul das Caniceiras enquanto Área Protegida de Âmbito Regional/Local, é com crescente expectativa que se aguarda a decisão do assunto e a deliberação tomada pelo executivo municipal para posterior classificação pela Assembleia Municipal.

Que 2019 seja auspicioso para a valorização e defesa deste importante património natural do concelho.

PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES recebe ADAL

A ADAL foi recebida em audiência pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Loures, Dr. Bernardino Soares, acompanhado pelo Vice- Presidente Dr. Paulo Piteira e por técnicos municipais.

O objectivo principal do encontro foi o de transmitir aos responsáveis municipais o resultado das diligências desenvolvidas pela Associação junto dos grupos políticos locais em ordem à apresentação do projecto de classificação do Paul das Caniceiras como Área Protegida de Âmbito Local/Regional, propósito que a ADAL se tinha proposto realizar por considerar que a matéria é partidariamente inócua e não constitui motivo de diferenciação ideológica, mas antes de um valor comum dos munícipes de Loures. Iniciativa que a ADAL considera não só importante como de alguma urgência, dado bastar um só ano de seca severa para comprometer irremediavelmente aquele frágil ecossistema.

Assinale-se que a proposta, tal como esperávamos, dado não se tratar de matéria partidariamente controversa, foi bem recebida por todos os quadrantes partidários e apoiada por quase todos os grupos políticos na Câmara Municipal e na Assembleia Municipal, com excepção do Grupo de Representantes do PS na Assembleia Municipal que não respondeu a várias tentativas e contactos desenvolvidos pela ADAL.

Dada conta aos presentes na reunião daqueles contactos, os responsáveis municipais acolheram com satisfação a iniciativa realizada bem como os resultados transmitidos da disponibilidade dos grupos políticos para um trabalho conjunto de todas as partes, para que se torne possível e concretizável o objectivo proposto pela ADAL, sabendo-se que o processo terá de envolver outras partes e outros níveis de responsabilidade do Estado e de particulares, mas com a noção de que urge fazer progredir, em nome dos valores ambientais, patrimoniais, pedagógicos e turísticos envolvidos.

A ADAL preconiza o sucesso da missão para 2019.

PALÁCIO DE VALFLORES – INÍCIO DAS OBRAS DE CONSOLIDAÇÃO

Outubro traz-nos uma boa notícia: o início da primeira fase da obra de consolidação estrutural da Quinta e Palácio Valflores, projeto promovido pela Câmara Municipal de Loures no âmbito da candidatura ao PorLisboa 2020. Esta primeira fase tem um valor estimado de cerca de 348 mil euros e uma duração de nove meses de execução.

A referida obra a cargo da empresa STAP/Monumenta começou a 1ª fase de consolidação estrutural do Palácio, sendo seguida por outras duas, num total de três, as quais se destinam consolidação, recuperação/reconstrução da cobertura, fechamento de vãos e restauro de alguns espaços interiores do edifício. O projeto inclui ainda a criação de um percurso pedonal e ciclável que facilitará o acesso ao Palácio.

Salientamos, ainda, que a candidatura em questão envolve várias parcerias, a Associação de Defesa do Ambiente de Loures (ADAL), a Associação de Defesa do Património Ambiental e Cultural de Santa Iria de Azoia (ADPAC), a União de Freguesias de Santa Iria de Azóia, São João da Talha e Bobadela, o Agrupamento de Escolas de Santa Iria de Azóia (AESIA), a Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa e o arquitecto Vieiras Caldas.

Recordamos que o admirável Palácio de ValFlores é uma casa de campo senhorial, ou seja, uma residência civil, construída no século XVI, de feição renascentista, de inegável valor arquitetónico, valor reconhecido desde 1982, data em que foi classificado como Imóvel de Interesse. É um dos poucos exemplares deste tipo de edificações, não só no distrito de Lisboa, mas também no resto do país, como assinalaram vários historiadores. Com efeito, existem já poucas casas senhoriais deste género e época, e mais ainda, que tenham chegado até aos nossos dias com poucas alterações em relação à construção inicial.

Este palácio foi mandado erigir por Jorge de Barros, fidalgo da casa real de D. João III, que escolheu uma encosta da sua propriedade virada a sul, numa posição sobranceira em relação ao vale contíguo e com uma vista excepcional para o Tejo, para erigir o seu palácio. É precisamente para poder usufruir dessa paisagem ampla que a fachada principal do edifício possui uma graciosa galeria aberta para o rio Tejo, a “loggia”, uma grande varanda à italiana, constituída por arcos abatidos sobre colunas.