PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE LOURES recebe ADAL

A ADAL foi recebida em audiência pelo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Loures, Dr. Bernardino Soares, acompanhado pelo Vice- Presidente Dr. Paulo Piteira e por técnicos municipais.

O objectivo principal do encontro foi o de transmitir aos responsáveis municipais o resultado das diligências desenvolvidas pela Associação junto dos grupos políticos locais em ordem à apresentação do projecto de classificação do Paul das Caniceiras como Área Protegida de Âmbito Local/Regional, propósito que a ADAL se tinha proposto realizar por considerar que a matéria é partidariamente inócua e não constitui motivo de diferenciação ideológica, mas antes de um valor comum dos munícipes de Loures. Iniciativa que a ADAL considera não só importante como de alguma urgência, dado bastar um só ano de seca severa para comprometer irremediavelmente aquele frágil ecossistema.

Assinale-se que a proposta, tal como esperávamos, dado não se tratar de matéria partidariamente controversa, foi bem recebida por todos os quadrantes partidários e apoiada por quase todos os grupos políticos na Câmara Municipal e na Assembleia Municipal, com excepção do Grupo de Representantes do PS na Assembleia Municipal que não respondeu a várias tentativas e contactos desenvolvidos pela ADAL.

Dada conta aos presentes na reunião daqueles contactos, os responsáveis municipais acolheram com satisfação a iniciativa realizada bem como os resultados transmitidos da disponibilidade dos grupos políticos para um trabalho conjunto de todas as partes, para que se torne possível e concretizável o objectivo proposto pela ADAL, sabendo-se que o processo terá de envolver outras partes e outros níveis de responsabilidade do Estado e de particulares, mas com a noção de que urge fazer progredir, em nome dos valores ambientais, patrimoniais, pedagógicos e turísticos envolvidos.

A ADAL preconiza o sucesso da missão para 2019.

PALÁCIO DE VALFLORES – INÍCIO DAS OBRAS DE CONSOLIDAÇÃO

Outubro traz-nos uma boa notícia: o início da primeira fase da obra de consolidação estrutural da Quinta e Palácio Valflores, projeto promovido pela Câmara Municipal de Loures no âmbito da candidatura ao PorLisboa 2020. Esta primeira fase tem um valor estimado de cerca de 348 mil euros e uma duração de nove meses de execução.

A referida obra a cargo da empresa STAP/Monumenta começou a 1ª fase de consolidação estrutural do Palácio, sendo seguida por outras duas, num total de três, as quais se destinam consolidação, recuperação/reconstrução da cobertura, fechamento de vãos e restauro de alguns espaços interiores do edifício. O projeto inclui ainda a criação de um percurso pedonal e ciclável que facilitará o acesso ao Palácio.

Salientamos, ainda, que a candidatura em questão envolve várias parcerias, a Associação de Defesa do Ambiente de Loures (ADAL), a Associação de Defesa do Património Ambiental e Cultural de Santa Iria de Azoia (ADPAC), a União de Freguesias de Santa Iria de Azóia, São João da Talha e Bobadela, o Agrupamento de Escolas de Santa Iria de Azóia (AESIA), a Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa e o arquitecto Vieiras Caldas.

Recordamos que o admirável Palácio de ValFlores é uma casa de campo senhorial, ou seja, uma residência civil, construída no século XVI, de feição renascentista, de inegável valor arquitetónico, valor reconhecido desde 1982, data em que foi classificado como Imóvel de Interesse. É um dos poucos exemplares deste tipo de edificações, não só no distrito de Lisboa, mas também no resto do país, como assinalaram vários historiadores. Com efeito, existem já poucas casas senhoriais deste género e época, e mais ainda, que tenham chegado até aos nossos dias com poucas alterações em relação à construção inicial.

Este palácio foi mandado erigir por Jorge de Barros, fidalgo da casa real de D. João III, que escolheu uma encosta da sua propriedade virada a sul, numa posição sobranceira em relação ao vale contíguo e com uma vista excepcional para o Tejo, para erigir o seu palácio. É precisamente para poder usufruir dessa paisagem ampla que a fachada principal do edifício possui uma graciosa galeria aberta para o rio Tejo, a “loggia”, uma grande varanda à italiana, constituída por arcos abatidos sobre colunas.

 

Causa da ADAL | Aquedutos de Santo Antão do Tojal e Rua dos Arcos

Na sequência de contactos promovidos no primeiro trimestre de 2018 pela ADAL, junto do Partido Ecologista Os Verdes, para apresentação das causas da ADAL Paul das Caniceiras e Aqueduto de Santo Antão do Tojal e Rua dos Arcos, designadamente reunião a 15 de Fevereiro e visita aos locais no dia 5 de Março, os deputados José Luís Ferreira e Heloísa Apolónia remeteram ao Governo / Ministério da Cultura, em 16 de Abril de 2018, através do Presidente da Assembleia da República, um pedido de esclarecimento sobre as seguintes questões:

  1. Quais os motivos que levaram ao congelamento da verba prevista para as obras de conservação e recuperação do Aqueduto de Santo Antão do Tojal?
  2. Que diligências foram desenvolvidas no sentido da requalificação deste monumento?
  3. Quando prevê o Governo que seja iniciada a intervenção de requalificação dos Aquedutos?
  4. Qual o tempo previsto para essa requalificação?

O Aqueduto de Santo Antão do Tojal, construído em 1728, tem uma extensão de cerca de dois quilómetros, e mais de 90 arcos, está classificado como Imóvel de Interesse Público. Em 1991, foi objecto de um restauro pela então Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, num processo a concluir em 2000.  No entanto, esse processo nunca foi concluído.

A ADAL aguarda, com expectativa, a posição da nova Ministra da Cultura, Graça Fonseca, sobre este notável exemplar da arquitectura barroca. E promete não abandonar esta causa!

Reunião técnica com biólogos investigadores do Paul das Caniceiras

A ADAL participou numa reunião técnica de acompanhamento das questões do Paul das Caniceiras, ecossistema de zona húmida localizado em Santo Antão do Tojal.

Com a presença dos biólogos investigadores deste Paul, onde ainda residem espécies raras de peixes – como a ‘Boga de Lisboa’ – para além de reafirmar-se a importância da sua preservação, foi avaliada conjuntamente a proposta de classificação de Área Protegida de Âmbito Local, anotadas outras pistas de trabalho e o envolvimento de outros actores, para além de sugestões para um espaço que se pretende de fruição pública.

Sendo este um processo que está numa fase embrionária, foi manifestada ainda a disponibilidade para continuarem a acompanhar e apoiar no âmbito da componente científica.