Causa da ADAL | Aquedutos de Santo Antão do Tojal e Rua dos Arcos

Na sequência de contactos promovidos no primeiro trimestre de 2018 pela ADAL, junto do Partido Ecologista Os Verdes, para apresentação das causas da ADAL Paul das Caniceiras e Aqueduto de Santo Antão do Tojal e Rua dos Arcos, designadamente reunião a 15 de Fevereiro e visita aos locais no dia 5 de Março, os deputados José Luís Ferreira e Heloísa Apolónia remeteram ao Governo / Ministério da Cultura, em 16 de Abril de 2018, através do Presidente da Assembleia da República, um pedido de esclarecimento sobre as seguintes questões:

  1. Quais os motivos que levaram ao congelamento da verba prevista para as obras de conservação e recuperação do Aqueduto de Santo Antão do Tojal?
  2. Que diligências foram desenvolvidas no sentido da requalificação deste monumento?
  3. Quando prevê o Governo que seja iniciada a intervenção de requalificação dos Aquedutos?
  4. Qual o tempo previsto para essa requalificação?

O Aqueduto de Santo Antão do Tojal, construído em 1728, tem uma extensão de cerca de dois quilómetros, e mais de 90 arcos, está classificado como Imóvel de Interesse Público. Em 1991, foi objecto de um restauro pela então Direcção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais, num processo a concluir em 2000.  No entanto, esse processo nunca foi concluído.

A ADAL aguarda, com expectativa, a posição da nova Ministra da Cultura, Graça Fonseca, sobre este notável exemplar da arquitectura barroca. E promete não abandonar esta causa!

Reunião técnica com biólogos investigadores do Paul das Caniceiras

A ADAL participou numa reunião técnica de acompanhamento das questões do Paul das Caniceiras, ecossistema de zona húmida localizado em Santo Antão do Tojal.

Com a presença dos biólogos investigadores deste Paul, onde ainda residem espécies raras de peixes – como a ‘Boga de Lisboa’ – para além de reafirmar-se a importância da sua preservação, foi avaliada conjuntamente a proposta de classificação de Área Protegida de Âmbito Local, anotadas outras pistas de trabalho e o envolvimento de outros actores, para além de sugestões para um espaço que se pretende de fruição pública.

Sendo este um processo que está numa fase embrionária, foi manifestada ainda a disponibilidade para continuarem a acompanhar e apoiar no âmbito da componente científica.

 

Classificação do Paul das Caniceiras

Nos últimos meses, a ADAL tem diligenciado encontros com as forças políticas com assento na Câmara Municipal e​ na Assembleia Municipal de Loures, os quais visam a futura classificação do Paul das Caniceiras, enquanto Área Protegida de Âmbito Regional/Local.

Estes encontros têm o intuito de proporcionar, a todos os decisores, um conjunto de informação que permita uma sensibilização e um conhecimento prévio do assunto, para a posterior análise da proposta,  a deliberar pela Câmara Municipal ​e cuja decisão final será tomada pela Assembleia Municipal.
Brevemente a ADAL apresentará ao Presidente da Câmara Municipal de Loures as conclusões destas reuniões.

Frente Ribeirinha do Tejo em destaque no ECO-Alerta

O ECO Alerta assinado semanalmente pela ADAL, na rádio Horizonte FM 92.8, continua a promover “Um bom ambiente”, através de alertas e dicas para atitudes mais informadas e conscientes.

Esta rubrica ADAL é emitida à sexta-feira às 9h30, com repetição às 17h30.
Recordamos nesta edição o ECO Alerta relativo à Frente Ribeirinha do Tejo:

O Município de Loures tem 5,5 Km de frente de rio, no estuário do Tejo. Mais de 44 mil habitantes moram nas proximidades. São cerca 22,5% do total da população do concelho!

Esta é a única área do território incluída na Rede Natura 2000, estando, de certa forma, protegida, ao abrigo das Directivas Aves e Habitats, da União Europeia.

A ADAL tem assumido, ao longo dos anos, a Frente Ribeirinha do Tejo como uma causa sua, para que seja causa de todos.

Através da tomada de Posições Públicas ou de contactos com as instâncias políticas e autoridades locais, várias têm sido as diligências da ADAL com o intuito de encontrar soluções para os problemas da desqualificação territorial, ambiental e económica da Frente Ribeirinha do Tejo em Loures

Sempre exigimos uma intervenção mitigadora dos impactos das actuais actividades neste território, auspiciando o usufruto pelas populações e a valorização do património natural que lhe está associado, nas suas diferentes dimensões: económica, lúdica, ambiental, turística.

Defendemos a elaboração urgente de um Plano de Ordenamento, enquanto instrumento de gestão sustentável do território e alavanca de protecção ambiental e de desenvolvimento económico sensato.

Aguardamos que os projectos em desenvolvimento pela Câmara Municipal de Loures sejam concretizados e reconduzam a Frente Ribeirinha do Tejo em Loures a efectivo desenvolvimento sustentável, harmonioso e equilibrado.